Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Dúvidas

por henrique pereira dos santos, em 22.11.21

Tanto quanto eu sei (admito que não fui informar-me muito sobre o assunto), a reinfecção é relativamente rara na Covid (no futuro não sabemos), sugerindo que a imunidade induzida pela doença dura pelo menos entre um e dois anos (é preciso tempo para confirmar melhor se assim é).

Pelo contrário, estamos agora a fazer reforços de vacinação em períodos curtos, digamos, seis meses ou pouco mais.

A vacina tem demonstrada ser útil na diminuição da gravidade da doença e na mortalidade, não parecendo ter o efeito prometido em matéria de incidência (poderá ter algum efeito, mas muito longe do que foi prometido).

Assim sendo, não seria razoável procurar vacinar as pessoas, para diminuir os riscos associados à infecção (que já de si são muito baixos para pessoas mais novas), e aproveitar essa diminuição de risco para deixar correr a infecção, visto que imunização adquirida pela doença parece durar mais tempo e ser mais eficaz?

Os organismos de saúde e do medicamento da generalidade dos países, bem com a generalidade dos especialistas especiais que mais aparecem no espaço público, garantiram que a vacina iria ter um papel fulcral na diminuição da incidência, afirmando, com bastante segurança, que ao fim de X ou Y taxa de vacinação, a incidência deixaria de ser problema e a existência de surtos relevantes seria muito pouco provável.

A realidade veio demonstrar que não é bem assim.

É absurdo dizer que ter dois terços de uma população vacinada é pouco, pode até ser insuficiente, mas dizer que é igual a ter 0% de vacinados, se o papel da vacina no corte do contágio fosse relevante, seria ridículo, pelo que, manifestamente, os organismos de saúde e do medicamente e os especialistas especiais se enganaram redondamente sobre o papel que a vacina iria desempenhar na gestão da epidemia.

Qual é a garantia que isso nos dá sobre a enorme quantidade de outras coisas, como a eficácia dos confinamentos e das máscaras, cujos efeitos na evolução da doença são muito mais dificeis de avaliar?

As linhas traçadas para definir a pressão dos serviços de saúde mantêm-se há meses, e continuam a ser usadas como critério para inverter o que é normal: organizar os serviços de saúde para responder às necessidades da sociedade, em vez de organizar o funcionamento da sociedade para proteger os serviços de saúde.

Por que razão se deve admitir que a sociedade, no seu todo, tem obrigação de se organizar para não ultrapassar a capacidade de encaixe dos serviços de saúde se os responsáveis pelos serviços de saúde não explicam por que razão não aproveitam as acalmias da epidemia para alargar essa capacidade? Quais são as limitações impossíveis de ultrapassar para que os serviços de saúde ganhem mais capacidade de encaixe?

Ou, posto de outra maneira, por que razão decide o governo estoirar dinheiro na TAP em vez de usar os mesmos recursos para dotar os serviços de saúde de maior capacidade de resposta ao stress que as doenças respiratórias colocam sobre o sistema de saúde todos os anos?

E por que razão não se trabalha melhor a articulação com os privados e se melhoram os processos de gestão para que seja possível ter melhores respostas a situações de elevada procura nos serviços de saúde?



20 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 22.11.2021 às 10:44


Apoiado. Entretanto a dita Organisação Mundial da Saúde torce a definição de "vacina". Sumo de limão, ou chá de tília, agora tambémsão  vacinas e com efeitos secundários muito mais mitigados . É melhor nem traduzir.

...

Vaccine: A product that stimulates a person’s immune system to produce immunity to a specific disease, protecting the person from that disease. Vaccines are usually administered through needle injections, but can also be administered by mouth or sprayed into the nose.

Vaccination: The act of introducing a vaccine into the body to produce immunity to a specific disease.
...

Vaccine: A preparation that is used to stimulate the body’s immune response against diseases. Vaccines are usually administered through needle injections, but some can be administered by mouth or sprayed into the nose.
Vaccination: The act of introducing a vaccine into the body to produce protection from a specific disease.
...

https://www.citizensjournal.us/the-cdc-suddenly-changes-the-definition-of-vaccine-and-vaccination/
Sem imagem de perfil

De balio a 22.11.2021 às 12:15


os responsáveis pelos serviços de saúde não explicam por que razão não aproveitam as acalmias da epidemia para alargar essa capacidade



Como se pode alargar a capacidade dos serviços de saúde em poucos meses? Isso é impossível. Em poucos meses é impossível contratar mais médicos (que aliás, estão indisponíveis no mercado) e construir mais hospitais. Fazer essas duas coisas demora sempre anos. Num prazo de meses consegue-se, na melhor das hipóteses, tirar recursos de um setor da saúde para os colocar noutro setor; ou seja, tapar com a manta a cabeça mas destapar os pés.
Sem imagem de perfil

De balio a 22.11.2021 às 12:19


por que razão decide o governo estoirar dinheiro na TAP em vez de usar os mesmos recursos para dotar os serviços de saúde


Mas melhorar os serviços de saúde é coisa que não se faz somente gastando dinheiro!


Mesmo que haja dinheiro para construir e equipar um hospital, esse hospital não pode ser contruído se não num prazo de cinco anos.


Mesmo que haja dinheiro para contratar médicos e enfermeiros, será preciso formá-los ou então organizar a sua imigração a partir de países estrangeiros, e isso demora cinco anos ou mais.


Não é uma questão de dinheiro.
Sem imagem de perfil

De marina a 22.11.2021 às 15:51


Tiveram imenso tempo , em anos anteriores , para aumentar a capacidade do sns ...  até parece que é de agora as enchentes nos hospitais , as horas de espera , os anoooos de espera , a escassez de meios ( nem compressas ou soro tinham em quantidade suficiente em 2014 , sou testemunha) materiais e humanos. Não me digam que estavam esquecidos da antiguidade da pobreza do sns ? não é de agora , não.

Felizmente que esta pandemia é de brincadeira,  se não estávamos tramados.
Sem imagem de perfil

De balio a 23.11.2021 às 11:13


Tiveram imenso tempo , em anos anteriores , para aumentar a capacidade do sns


O serviço de saúde português (incluindo as componentes pública e privada) tem um desempenho bastante bom quando comparado com os serviços de saúde de países ricos. Os indicadores geralmente usados (esperança de vida e mortalidade infantil) são comparáveis.


as enchentes nos hospitais , as horas de espera


Devem-se em grande parte à afluência às urgências hospitalares de casos não urgentes, em boa parte porque as pessoas querem ir ao médico às horas que mais lhes convêm. E também existem noutros países - segundo li há duas semanas, também estão a ser uma praga em Inglaterra.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.11.2021 às 14:56

A pobreza do nosso sistema de saúde é lendária, de facto. 


Mas repare que estamos há mais de 20 anos nas mãos daqueles que se ornamentam com os epítetos de "Defensores" e "Salvadores" do SNS.
Convenhamos que é um grande contrassenso que os mesmos tenham desmantelado o SNS até atingirmos este grau de indigência. Se não fossem de uma  incompetência gritante, teriam feito o que a Srª diz:
"Tiveram imenso tempo , em anos anteriores , para aumentar a capacidade do sns".

Recorrendo à jornalista Raquel Abecassis:
"...um rol de ineficácias e incapacidades de governar que demonstram bem a urgência de virar a página se queremos sobreviver como país. Notícias dos últimos dias:
últimas horas demitiram-se mais dez chefes das urgências de cirurgia do Hospital de Santa Maria, o maior hospital do país. Esta notícia junta-se a uma série de outras demissões em hospitais públicos de norte a sul do país. De Braga a Viseu, passando pelos principais hospitais de Lisboa: São José, Amadora-Sintra e Estefânia. E perguntamos: então não era este o governo que vinha salvar o Serviço Nacional de Saúde?
  • Dispensados o Vice-Almirante e a task force, o que temos? De novo a inefável Graça Freitas, incapaz de comunicar, incapaz de ter uma posição técnica e autónoma do poder político e incapaz de pôr em prática um miniplano de vacinação para nichos da população que precisam de um reforço vacinal. Depois da bonança que nos foi garantida pela eficácia de Gouveia e Melo, parece que recuámos à pré-história do início da pandemia, com uma senhora que aparecia todos os dias na televisão a rir muito e sem saber o que dizer. Lamentável."

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 23.11.2021 às 22:48

E se destruissem só o SNS !!!
Veja-se a degradação da Escola Pública! Tornou-se um lugar de barbárie, onde se organizam e digladiam os gangs. Os níveis de violência são vergonhosa e ostensivamente ignorados tanto pelo Ministro da Educação como pela comunicação social.  Alguém quer discutir o que se passa?! 
Podemos agradecer ao Dr.Costa, e aos seus apaniguados da extrema esquerda a quem o astucioso Dr.Costa se vendeu "entregando" o país às suas "agendas" na Educação, em troca da manutenção do seu poder. Estamos hoje a pagar esse poder com o declínio e o estado miserável a que chegou este pobre país.
Permita-me que transcreva esta passagem do último texto de Helena Matos: 


"... o ministério da Educação tem como sua enorme e estrutural preocupação garantir que aluno algum escapa às aulas dessa ficção activista que dá pelo nome de identidade de género, ministrada para o efeito numa aulas de cidadania a que se presume os envolvidos nestes factos não devem faltar, pois se tal ocorresse sempre seriam pelo menos objecto da atenção ministerial, quiçá até de um despacho do senhor secretário de Estado da Educação João Costa, como aconteceu aos irmãos Mesquita Guimarães! Dado que estes outros alunos se limitam a bater, espancar, anavalhar e agora também disparar dentro do espaço escolar, do ponto de vista do ministério da Educação eles não justificam tal esforço.

A degradação da escola pública é uma das consequências mais gravosas da geringonça. Percebeu-se rapidamente que as correntes mais esquerdistas iam liderar este campo quando, logo em 2016, contra toda a racionalidade, foi decidido acabar com vários contratos de associação: não era a qualidade da escola que estava em causa, era o seu controlo. Ao longo destes seis anos, os dados sobre o desempenho escolar dos alunos foram-se tornando mais opacos; reduziu-se a exigência; o dinheiro gasto não se traduziu em melhores equipamentos ou em melhor ensino (os alunos saem em média mais caros no ensino público que no privado). A presente dificuldade de contratação de professores é um dos sinais mais evidentes dessa degradação de que pouco ou nada se fala."

Peço desculpa, HPS, por ter trazido este tema  fora do tópico.

St

Sem imagem de perfil

De Carlos Sousa a 22.11.2021 às 18:00

Por falar em dúvidas ...
A maioria dos peritos foi unânime em afirmar que este ano a gripe iria ser muito mais agressiva, a minha dúvida é:
- A gripe vai ser mais agressiva para quem? 
Para quem tem as três doses da vacina covid, para quem tem a vacina da gripe, para quem tem as duas vacinas ou para quem ainda não é vacinado?
E já agora, será que algum matemático dos peritos do governo me poderia explicar como é que estando 87% das pessoas vacinadas, 63% dos internamentos digam respeito a pessoas não vacinadas.
Estamos bem entregues, não há dúvida. 
Sem imagem de perfil

De Carlos a 22.11.2021 às 19:28

Uma das áreas onde os tempos de acalmia deveriam permitir uma melhoria substancial, é a actualização da ficha de informação clinica de cada utente do SNS, tirando partido da informática. Não se compreende como é que os resultados de um exame, ou de uma análise, não sejam automaticamente levados à ficha de cada utente e, também de forma automática, emitidos alertas, quando isso se justificasse, quer para os doentes, quer para os médicos de família.

E o que se diz para os utentes, diz-se para os médicos: porque é que não são emitidos alertas quando um clínico, às custas do erário público, prescreve exames e análises dispensáveis?

Li outro dia que nem todos os Centros de Saúde do SNS estão interligados porque os sistemas informáticos não são compatíveis. E que tudo o que se passa nas unidades de saúde privadas, mesmo que muito relevante, não é levado ao conhecimento do SNS, mesmo que o utente peça para que isso aconteça.

Por outro lado e ao que me diz quem sabe, são todos os dias feitas milhares e milhares de análises procurando detectar a presença de marcadores de certas doenças de que os utentes estão definitivamente imunes.

Há coisas que o dinheiro não resolve, parecendo-me que no SNS isso deve acontecer aos montes.

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 22.11.2021 às 21:20

A capacidade da maioria dos governos para fazerem asneiras só é comparável à das minhas filhas: no que tocam, estragam. A diferença é que as minhas filhas andam no primeiro ciclo. Espero que com o tempo melhorem um pouco.
Quanto aos governos por essa Europa fora, já não espero nada decente. Passamos da calma e tranquilidade absoluta dos 86% de vacinados, para um nervoso miudinho. Os "especialistas" já estão a mudar de rumo desde que descobriram que as vacinas tem um papel residual na redução dos contágios e só são muito efetivas a reduzir a mortalidade dos maiores de 80 anos durante 27 dias (do dia 14 ao dia 41 após a 2ª dose). Depois caem e muito de efetividade. Daqui a dias volta a histeria. 
Em todo o lado a culpa é dos terríveis não vacinados mas em Portugal, vai ser difícil com 98% dos elegíveis vacinados. Alguma coisa hão de arranjar...  Presumo que vá ser devido aos faltosos e atrasados na terceira dose.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 23.11.2021 às 00:22

Isto apareceu no The Telegraph ontem ou anteontem:


Researchers analysed infection rates in citizens returning to Israel through Ben-Gurion airport, for whom PCR tests upon arrival are required regardless of vaccination status.

In August 2021, the rate of positive tests among vaccinated travellers was more than double the rate among the unvaccinated, said Retsef Levi of the MIT Sloan School of Management, coauthor of a report posted on the SSRN server ahead of peer review.


Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.11.2021 às 11:24


Exacto. Bem expremidinho, com este "teste" PCR, até um copo de água estará "positivo".

Entretanto vacinar à força os "saudáveis", sem sintomas, porque entretanto já adquiriram a (melhor) imunidade natural, é óbviamente contra-producente.

Aparentemente este teste PCR só consegue descobrir algo que até tem pouco ou nada a ver com ESTE vírus Covid!, Só é bom para a indústria famaceutica e é muito mau para o incauto cidadão assintomático. Nada que preocupe a máquina de vacinar, infelizmente.
Sem imagem de perfil

De Anónimo 78 a 23.11.2021 às 10:33

Pelo contrário, estamos agora a fazer reforços de vacinação em períodos curtos, digamos, seis meses ou pouco mais.



De facto já foi reduzido o intervalo de 6 para 5 meses. O que parece (nem sou especialista nem fui investigar) é que o vírus tem dois picos de incidência anuais e a tendência será para vacinação dos mais mais vulneráveis ou mais expostos antes desses picos.


Deixando tudo o resto - vacinação dos poucos susceptíveis e medidas de isolamento - de fora, o que sempre tive dificuldade em compreender foi a aposta quase total nas vacinas contra a quase displicente no tratamento. Foram precisos mais de 2 anos para a EMA autorizar o primeiro antiviral e, excepto a Pfizer, não vejo noticias de investigação específica nesse campo, nem em países onde ela seria expectável, China, Rússia e Índia todos com taxas de vacinação baixas e incidências altas.
Sem imagem de perfil

De JM a 23.11.2021 às 11:56


Uma perspetiva semelhante em https://sebastianrushworth.com/2021/11/20/covid-the-surprising-fourth-wave/
A imunidade decorrente da infeção é "melhor" à decorrente da vacinação

Comentar post


Pág. 1/2



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D