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Duas coisas para ler

por henrique pereira dos santos, em 29.03.21

"Repare-se que a inclusão dos professores na lista de prioridades contradiz não só o que o Governo sempre defendeu – que as escolas não eram locais de contágio – como cria o risco de se abrir uma caixa de Pandora. Se os professores são prioritários, porque não os funcionários do comércio alimentar? E os empregados dos restaurantes que fazem “take away”? E os que transportam a comida até à casa das pessoas? E os cabeleireiros? A lista ia crescendo, na lógica de “é só mais um”, até que o grupo que grita mais baixo, os idosos, acabasse a ficar em último".

Helena Garrido disse o que eu tencionava escrever sobre a inqualificável vacinação prioritária de professores. Só ficou de fora, e eu percebo que assim seja, um comentário sobre o papel da imprensa que faz referências imensas à fantástica operação de logística que é a vacinação de professores sem que, em quase nenhum momento, se pergunte por que raio estão os professores a ser vacinados primeiro que grupos de risco muito mais elevado.

"A primeira é o facto de fazer pouco de um acontecimento histórico que é reconhecido pelo país onde é Conselheiro de Estado, Portugal, no documento Nº 233/XIII, 2 de Março de 2017, votado no Parlamento, que reconhece o Holodomor de 1932-1933 como genocídio do povo ucraniano".

Aline Beuvink diz meia dúzia de coisas acertadas sobre o inimputável Louçã e eu não consigo deixar de me perguntar: se algum conselheiro de estado fizesse sobre o holocausto a piadinha desonesta que Louçã fez com base no holodomor, continuaria ser conselheiro de estado no dia seguinte?



11 comentários

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De Anónimo a 29.03.2021 às 09:35

Em Portugal é raro tomarem-se decisões baseadas em pensamento crítico, a norma habitual é a cópia do que se vai fazendo lá fora. Estou convencido que é o caso: Em Espanha a vacinação dos professores não universitários já está praticamente completa, tendo-se iniciado há cerca de um mês. E por curiosidade... é bem provável que os empregados de restaurantes e similares sigam agora essa senda, pelo menos em Madrid.
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De balio a 29.03.2021 às 10:38


a inqualificável vacinação prioritária de professores


Discordo. Trata-se de uma interpretação admissível do papel das vacinas. O papel delas é ajudar a sociedade a regressar à normalidade, eliminando o pânico. Não é adiar a morte de velhinhos - que, de qualquer forma, pouco contribuem para a sociedade, aliás, vivem à custa da Segurança Social.



Sendo uma epidemia primeiro que tudo um fenómeno social, convém atacar esse fenómeno social, mais do que o fenómeno biológico.


No momento atual há dez mortes por dia de pessoas portadoras do sars-cov-2, o que é perfeitamente irrisório, insignificante, e não se perspetiva que o número de mortes possa aumentar substancialmente durante os próximos seis meses - com o Henrique Pereira dos Santos certamente concordará. É pois o momento correto para nos concentrarmos mais em eliminar os efeitos sociais da epidemia, desprezando os seus efeitos médicos.
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De Jota a 29.03.2021 às 11:10


Não vi jornalistas a serem assertivos sobre esta mudança de critério - amansaram com a justificação "resililência"... e fazer o triste papel de propagandear o governo durante as vacinações de professores.

Não ouvi a oposição a questionar o Governo - o PSD e outros não quererão ter a FENPROF hostil...
Não li opiniões de outros sectores da população, especialmente dos mais idosos - não têm voz, e os media não os procuraram para ouvi-los...
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De Anónimo a 29.03.2021 às 13:42


para os jiornalixos
in oculum descansum est
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De Anónimo a 30.03.2021 às 12:43

Cada vez mais, sinto satisfação por não ter votado, desta vez, em Marcelo Rebelo de Sousa. Nas presidenciais anteriores votei nele apenas para travar a eleição de um tal SN que se perfilava no horizonte. Saiu-me o tiro pela culatra! Confesso que perante o panorama, tive algumas hesitações (mas não caí na mesma esparrela). De cada vez que me acontecia ter dúvidas,  para as dissipar  lembrava-me sempre do telefonema em directo para o programa da "Cristina". Um homem destes nunca se opõe a nada nem a ninguém. Nunca nos ilude: está sempre de bem com Deus e com o diabo!
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De Anónimo a 30.03.2021 às 13:53

"No tempo em que a SIC se dava ao respeito, reservaria para a deputada Aline Beuvink, no mesmo horário, tanto tempo de televisão quanto o que o dr. Louçã demorou a ofendê-la a ela e a negar aos portugueses os horrores do comunismo. (...)
Francisco Louçã é membro do Conselho de Estado, consultor do Banco de Portugal, professor numa universidade pública, tem colunas todas as semanas nos grandes jornais e presença regular na SIC. Ou seja, o dr. Louçã tem consigo todo o regime. E aproveita o lugar, e o poder que o regime lhe dá, para negar o terror comunista e, ao mesmo tempo, executar um ataque pessoal (...) a uma deputada municipal de um partido pequeno, tão pequeno que não tem sequer representação no parlamento da República.

O dr. Louçã nunca se recomendou pela coragem, nem pela decência(...)

O dr. Louçã é comunista, e o comunismo é cobarde, como sempre se viu pelo uso de meios desproporcionais do Estado contra o indivíduo, e como fica à mostra neste caso crapuloso. (...)

Francisco Louçã é um comunista que se comporta como um comunista. É alguém que usa o que lhe dão, neste caso, o poder do maior grupo português de comunicação social, para fazer a propaganda que ele quer, como quer, e quando quer, e os ataques e apelos ao linchamento que servem os projectos dele (...)  levar a sociedade ao comunismo".   -  Margarida Bentes Penedo, Observador



Acrescento:
Tudo isto diz muito do regime e sobre o seu PR ficamos esclarecidos.

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De Anónimo a 30.03.2021 às 17:11

O  anacleto presta um serviço público  : dá rosto concreto ao conceito abstracto de "Canalha", simplesmente canalha, modismos "ideológicos à parte.
Que neste monturo à beira mar descarregado  faça de  conselheiro de estado, seja lá o que isso for, retrata bem o monturo e grande parte da fauna que o habita...
JSP
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De Anónimo a 30.03.2021 às 19:54

JSP, certeiro o seu comentário, bem como este remate final de H:Pereira dos Santos:

"se algum conselheiro de estado fizesse sobre o holocausto a piadinha desonesta que Louçã fez com base no holodomor, continuaria ser conselheiro de estado no dia seguinte?"
O Presidente, como se vê, nunca nos desilude!... Portanto, temos entre esta fauna um Presidente digno deste monturo e um conselho de estado onde o "simplesmente can.. anacleto" se amesenda, aconselha e cicia. 
Belo país que tem tais conselheiros e cobardias aos molhos.
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De zazie a 30.03.2021 às 17:40

Professores do Estado, note-se!
Não é por causa da profissão. É o poder do voto e a força do barriguismo com ajuda dos sindicatos.


É uma vergonha, pois. 
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De zazie a 30.03.2021 às 17:43

Uma ucraniana que conheço,  e que adora Portugal, perguntou-me há tempos como era possível nós  por cá, sendo um país que parece civilizado termos assim comunistas até na Assembleia
eehhe
E igualmente perguntou se nem se sabia o que tinha sido o holodomor.


Estou a falar de uma pessoa que cuida de doentes e faz limpezas. Inteligentíssima. 
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De Anónimo a 30.03.2021 às 21:12

Se este país com 900 anos tivesse vergonha na cara, estava a estas horas a tratar de arranjar forma de correr com a comunistada e fazê-la desaparecer do mapa ( em sentido metafórico, como o outro, é claro!).

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