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Dois anos depois

por Jose Miguel Roque Martins, em 07.10.25

Faz dois anos que o Hamas lançou um ataque hediondo, brutal, assassino, cobarde e injustificado contra civis, matando indiscriminada e propositadamente mais de 1000 pessoas, incluindo crianças. No Jornal Público, baluarte da verdade e liberdades, o título que faz referência a esta efeméride, é:

Captura de ecrã 2025-10-07, às 12.47.20.png

A altamente impactante e complexa questão palestiniana, conseguiu juntar da extrema-esquerda  à extrema-direita, um enorme conjunto de detractores de Israel. Quando merecem, Quando não merecem. As motivações são várias, passam desde uma guerra indirecta aos USA e à  ideia de Ocidente, a razões que merecem reflexão, que terminam sempre num mas..., a simples anti-semitismo.

O oportunismo político nesta questão foi sempre enorme, a verdade a primeira vítima, a justiça dos argumentos duvidosa.  

Certo é que, os muito activistas como Mariana Mortágua, são o fermento essencial dos discursos de ódio que alimentam o anti-semitismo. Na semana passada, enquanto se discutia ad nauseam a flotilha, em que se celebrava a coragem indómita dos activistas, em Manchester, um atentado contra uma sinagoga, vitimava duas pessoas (judeus). Um acto longe de isolado, num país em que se verificam, de acordo com o DN, 250 incidentes anti-semitas por mês. Claro está, que nem Mariana Mortágua, nem os típicos activistas, que tanto clamam (até justamente) contra discursos de ódio, contra o racismo, contra a violência sobre causas que lhes são queridas, alguma vez, que eu saiba, se manifestaram sobre os habituais "pogroms" contra judeus. Já o Publico, juntamente com o Correio da Manhã, pelo que vi, também não noticiaram este acontecimento, aliás, um singelo atentado de ódio, eventualmente justificado. Noutros orgãos noticiosos, apareceu, passando despercebido no meio de uma flotilha tão imensa que fazia empalidecer a grande armada. 

Claro que as Marianas Mortáguas, não podem ser acusadas de todos os males do mundo. São apenas operárias da construção de um mundo tenebroso e estão escondidas, diluídas, numa enorme teia de cumplicidades, entre as quais estão, claro está, os órgãos noticiosos, que prestam um serviço inestimável de publicitação da única “verdade” certa. Quem quiser passar por cima do dia 7 de Outubro de 2023 e passar à lista de atrocidades cometidas por Israel, poderá simplesmente ler o artigo publicado hoje no Público.

 

PS: a juntar ao absurdo o ridículo, tropecei, em jornais de toda a Europa, nas acusações de maus tratos ou até torturas, a que os simpáticos activistas (que parecem de ótima saúde) foram sujeitos. 

 


20 comentários

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De lucklucky a 08.10.2025 às 23:20


Se o Hamas está na negociação o Hamas sobreviveu. 
Foi sempre esse o objectivo da aliança da esquerda-islamismo ao centro politico Europeu Ocidental.
A partir do momento em que as pressões protegeram o Hamas e este foi reconhecido deixaram de ser plantadas noticias da "fome" etc... 




Faço notar ainda 2 pontos para perceber o que é o jornalismo hoje:


- Não quer investigar pressões ao Governo Português.
O Governo PSD violou todos os princípios que o próprio tinha listado para reconhecer a Palestina. 
Nenhum jornalista esteve interessado em saber quais foram essas pressões. Se por exemplo foram Espanholas...
Imagine-se se um Governo Português tivesse violado todas a suas próprias regras num situação similar com o Trump qual seria reacção dos jornalistas...


- Incentivo ´a violência politica e degradação do Estado de Direito e das instituições pelos jornalistas.
Equipa de ciclismo Israelita impedida de competir na Europa por causa da violência politica Islamo-Marxista violando a regras do Estado de Direito na Europa Ocidental. No caso da Espanha com o Governo a incentivar a violação das leis do pais que governa e atacando a separação de poderes.
Note-se como os jornalistas estão calados com esta perigosa degradação das instituições da democracia Europeia. 
Note-se como as instituições da UE estão todas caladas...


Estariam assim calados se fosse uma equipa gay ou os ataques tivessem sido feitos por neo nazis?

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