Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Do voto útil

por henrique pereira dos santos, em 10.11.21

Não faço ideia do que é o cartão do adepto, o meu interesse no futebol é marginal e, o pouco que tenho, é estritamente centrado no jogo que está a decorrer, não me interessa nada o que se passa antes ou depois.

Mas fui lendo, de raspão, umas coisas sobre esse tal cartão.

Hoje acabou o dito cartão.

Ninguém sabe muito bem quem criou o cartão, quem seria responsável por existir e muito menos a sua utilidade, tanto quanto percebi.

Os principais interessados aparentemente não estavam interessados no  tal cartão.

E assim seguia o mundo.

Até que o deputado único da Iniciativa Liberal apresentou uma proposta para acabar com aquilo.

Note-se, um deputado.

A proposta foi aprovada e acabou-se uma coisa que ninguém sabia para que servia mas que se mantinha porque ninguém se empenhava em que acabasse.

Votar útil também é votar para que exista maior diversidade de interesses na Assembleia da República que permita que uma coisa que ninguém defende, mas que ninguém toma a iniciativa de liquidar, deixe de andar por aí a moer o juízo das pessoas, só porque em tempos alguém se lembrou que poderia ser útil.

Avaliar resultados de normas administrativas, e liquidar inutilidades administrativas, devia ser um trabalho a tempo inteiro.



5 comentários

Sem imagem de perfil

De JPT a 10.11.2021 às 19:13

Esta é a minha definição de voto útil, não aquela que me é imposta. Não nego o gozo extremo que me deu o pasmo do Dr. Medina, mas está por ver que diferença na minha vida produzirá o voto "útil" no Eng.º Moedas, para lá daquela inerente à substituição regulara das moscas (para amostra, a eliminação de ciclovias, mesmo daquelas cujo cretinismo se percebe de Marte, vai ser precedida de um "estudo" - curiosamente algo que não precedeu a sua implantação - ou seja: malta, esqueçam lá isso). E não consigo ver que diferença, para lá da rotação do pessoal, produzirá o voto "útil" no Dr. Rangel. Por isso, vou ficar-me pela minha definição.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.11.2021 às 11:18

A máquina formidável está a ser oleada. As peças experimentadas, verificadas,  ajustadas milimetricamente. Tudo devidamente calafetado por muitas mãos. Eficaz se apresentará? Aguardemos. Para breve a entrada daquele colosso disforme e estupendo: a arrasadora Central de Propaganda. 

"E as narrativas? As sulfúricas narrativas com que as esquerdas insistem em rever e rescrever o que ocorreu entre 2011/2015 em Portugal (...) estarão militantes, simpatizantes, eleitores, conscientes que têm de se “armar” para as mentiras que aí vêm remetidas com a sobranceria do costume? A chuva de falsas narrativas e falaciosas “certezas” que desabará sobre o centro e a direita? Dos números e gráficos, intencionalmente manipulados que serão brandidos em ruas e écrans para desfeitear metade do país com inverdades? Exagero? Nem um bocadinho, foi o que vi e ouvi durante os anos da defunta geringonça mas que agora será devidamente repisado – e ampliado! – na sua falsificação.

Não, não exagero. Antecipo. E por isso previno."

(por Maria João Avillez)

Sem imagem de perfil

De lucklucky a 11.11.2021 às 12:20


Que seja o começo?
Porque é que a Iniciativa Liberal por se intitular Liberal não tem uma lista das leis que quer acabar?Uma lei é implica sempre violência para a fazer cumprir. Algumas são para acabar com violências maiores e injustificadas , mas a maioria não o é.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 12.11.2021 às 11:34

Como de costume, agora que vêm aí eleições não vão faltar (...) peritos que em detalhe explicarão os como e os porquê do que irá acontecer. É cenário que deixou de me interessar e já nem sequer aborrece, tão deprimente acho o resultado de meio século de Democracia, com o desfilar das sucessivas troupes de saltimbancos, títeres, vigaristas, bate-carteiras, que só pelo fato e a gravata destoariam nas vielas de Nápoles. (...)  

Com a Revolução dos Cravos apanharam um susto [as elites do tempo de Salazar] mas escassos anos depois já as novas elites se lhes tinham juntado, e no começo da década de oitenta retomavam as festas da alta.

</a>Lenta, mas efectiva, a partir dessa data constata-se como que uma osmose entre a elite do salazarismo e a dos recém-chegados mandantes, ambas conscientes da necessidade de cooperação e, sobretudo, da importância das aparências, criando facções contrárias, supostos conflitos, divergências de rumo ideológico, todo um bazar político mantido para inglês ver, já que no fundo toda essa gente se conhece e cumprimenta, se encontra, almoça, combina, arranja, tem à mão os contactos e os números de telemóvel, ao primeiro sinal de perigo ou distúrbio a rede funciona com empeço mínimo.

Rentes de Carvalho

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 12.11.2021 às 11:49

O país deslassou, não avança, também não recua. Nada mexe, nada vibra, perdeu-se o "nervo". É indiferente para onde nos levam, porque não vamos para lado algum.  E tanto faz se vamos para nenhures, se para um abismo qualquer, porque onde não há bússola nem rumo... e tanto faz. O futuro não é incerto, nem deixa de ser, simplesmente tudo é baço, tudo é vago e já nem há energias para crer. Tanto faz. Hoje somos uma nação dissolvida, de gente indistinta, ensimesmada, suspensa de nada, de olhos vazios, parados à espera de coisa nenhuma.  


Melhor fora que o país fosse violentamente sacudido por algo que viesse acordá-lo e arrancá-lo à força desta letargia, desta desesperança. 


Que houvesse um acontecimento inesperado e explosivo, que abalasse implacavelmente todo este "sistema" pútrido. Precisávamos da força torrencial e inelutável da História, em quem ninguém tem mão... Precisamos de uma "Queda" brutal como a que aconteceu com o Muro de Berlim. 

Que não ficasse pedra sobre pedra e o que está, seja Passado irrepetível. Para renascermos a partir do zero.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D