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Do racismo III

por João Távora, em 29.01.19

(...) Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.(...)

 

A propósito do tema da segregação racial é importante ouvir esta impressionante interpretação de Billie Holiday de "Strange fruit" de 1939, que fala dos corpos dos negros linchados pendurados nos álamos do sul dos Estados Unidos no século XIX. Muito caminho foi feito desde então. Certo é que, mais eficiente que qualquer activismo marxista para a erradicação do racismo (como é ser negro nos antigos paraísos socialistas?), tem sido o efeito ao longo das ultimas décadas do "Soft Power" que emerge no ocidente liberal judaico-cristão, através da produção literária, da música (em especial do Jazz e da Pop) e do cinema, que tem ensinado gerações a conviver em harmonia com a diferença étnica e (às vezes) cultural. Claro que ainda falta muito caminho e os Mamadous só atrapalham. 

 

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8 comentários

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De André Miguel a 30.01.2019 às 11:49

Errado. Foi o Cristianismo que influenciou o liberalismo e não o inverso. Jesus Cristo disse "faz a tua escolha", já Maomé obriga à submissão, e tambem advogou a separação entre Estado e Religião (a César o que é de César, a Deus o que é de Deus). Já para não falar dos 10 Mandamentos que são um garante das liberdades indivíduais sem prejuízo de terceiros...
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De Luís Lavoura a 30.01.2019 às 14:12

O André Miguel está a fazer uma interpretação liberal, europeia e moderna do cristianismo. No passado, as mais das vezes, o cristianismo foi interpretado de forma totalmente oposta: os cristãos passaram a maior parte do tempo a matar os não-cristãos e a matarem-se entre si, de forma totalmente intolerante para com maometanos, judeus, bruxas, hereges, protestantes ou católicos, etc. (Espero que não necessite de lhe dar exemplos.) O Mandamento "não matarás" foi repetidamente violado. Só recentemente é que, com a liberalização geral da sociedade, o cristianismo passou também ele a ser mais liberal. Mas, em sociedades menos liberais, como na América Latina ou em África, o cristianismo continua a ser brutalmente intolerante (por exemplo, para com o aborto e a homossexualidade).
Em suma, tal como eu digo, é a cultura da sociedade que (as mais das vezes) influencia a interpretação da religião, e não o inverso.

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