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Do racismo III

por João Távora, em 29.01.19

(...) Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.(...)

 

A propósito do tema da segregação racial é importante ouvir esta impressionante interpretação de Billie Holiday de "Strange fruit" de 1939, que fala dos corpos dos negros linchados pendurados nos álamos do sul dos Estados Unidos no século XIX. Muito caminho foi feito desde então. Certo é que, mais eficiente que qualquer activismo marxista para a erradicação do racismo (como é ser negro nos antigos paraísos socialistas?), tem sido o efeito ao longo das ultimas décadas do "Soft Power" que emerge no ocidente liberal judaico-cristão, através da produção literária, da música (em especial do Jazz e da Pop) e do cinema, que tem ensinado gerações a conviver em harmonia com a diferença étnica e (às vezes) cultural. Claro que ainda falta muito caminho e os Mamadous só atrapalham. 

 

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3 comentários

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De Anónimo a 29.01.2019 às 20:46

João Távora, a Billie Holiday iria sorrir com este seu post, no mínimo. Nunca alguém deixou de ser racista por ouvir música. Na terra dela, a segregação não acabou com concertos ou sessões de leitura, mas com o exército e a polícia, à força. E muitas, ou todas, as organizações e indivíduos que lá lutaram contra o racismo, foram também acusados de comunistas. É uma tática antiga, essa, como vê. E também lá muitos outros, como o Mamadou, foram acusados de incitar o ódio. E muitos outros responderam que o problema é o racismo, não o que diziam (e dizem) os ativistas contra o racismo.
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De Luís Lavoura a 30.01.2019 às 09:52

a segregação não acabou com concertos ou sessões de leitura, mas com o exército e a polícia, à força

Razão teve portanto Malcolm X quando disse que, se a segregação não acabasse através do voto, acabaria através da bala.
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De Anónimo a 30.01.2019 às 16:18

Luis Lavoura, eu não estou a dar nenhuma novidade. É um facto histórico e documentado que o fim da segregação foi imposta à força, não foi com violinos. Já a escravatura apenas tinha acabado após muito sangue. O post, para além de uma ingenuidade tocante, é historicamente errado. O combate contra certas injustiças flagrantes é impaciente, não pode estar á espera de soft powers, trabalho de gerações e gerações. Eu digo-lhe sinceramente que não sei o que faria se fosse negro e um filho meu me aparecesse a dizer que o tinham humilhado na escola por causa da sua cor, coisa que acontece ainda agora, depois de tanta música e literatura. Vi que numa entrevista recente a nossa ministra da justiça disse aos seus filhos pequenos que gritassem com quem na escola os humilhasse. Só quem passa por isso é que sabe. Quem não tem a experiência direta, pode pelo menos sentir empatia.

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