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Do ovo de Costa a uma camisa de três varas

por Jose Miguel Roque Martins, em 21.10.20

Parecia óbvio. O PS e os partidos de esquerda radical tinham ( e têm) a maioria no parlamento. Porque não fazer tabua rasa de tabus antigos e incluir o PCP e o Bloco de esquerda no arco a governação? Dito e feito, com a habilidade e bonomia que lhe são características, António Costa cria a geringonça e chega ao poder.

No caminho foi fazendo cedências. Um processo normal em democracia, o bem maior obriga a recuar para depois avançar. A piorar, para depois melhorar.

Só que este processo tem uma vida e dinâmica própria. E apresenta caracteristicas de um equilibrio instavel. Todos ficaram reféns de todos.

O PCP e o Bloco, se não apresentarem resultados de “esquerda” palpáveis, perdem eleitorado. O PS, se abdicar totalmente de moderação, perde eleitorado. Se não se entenderem, perde-se a governabilidade. Como podem todos ganhar sempre com este jogo? Quem aceita perder no tribunal da opinião publica?

Cá se fazem, cá se pagam. O ovo de Costa transformou-se numa camisa de três varas . Camisa que os Portugueses vão pagar.



5 comentários

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De Anónimo a 21.10.2020 às 09:27

ovo gerado por serpente
a vara era uma medida de comprimento
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De Anónimo a 21.10.2020 às 13:05


O Sr. 1,7 milhões de votos precisa da Sra. 0,5 milhões para continuar a sua "ego-trip", afinal o que realmente os preocupa. Mais de 8 milhões de cidadãos não se reconheceram no psicodrama que estes dois vivem, mas sentem todos os dias as consequências.
Não haverá maneira de melhor organizar esta loja?.
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De Anónimo a 21.10.2020 às 15:28


JMRoqueMartins, desta vez não posso concordar consigo. A "bonomia" característica de António Costa??? Nada na altura foi um processo normal. e não foram derrubados tabus.
Costa era, à época, o homem  proverbial que ía levar o PS à vitória e ser 1º Ministro. Cantava-se vitória ainda antes das eleições e as sondagens davam-no como vencedor. Lembra-se certamente.  Ele que tinha troçado dos resultados "poucochinhos" de Seguro.  Foi um vexame o que se seguiu, a humilhação em toda a linha.
Mas recuemos àquele tempo e leia este texto de Fátima Bonifacio:


https://observador.pt/opiniao/costa-no-seu-labirinto/
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De Anónimo a 21.10.2020 às 16:14

Mais um texto (extracto) de Fátima Bonifácio. Um documento valioso de época, de 2015.   Vale a pena lembrar e comparar com o percurso feito até agora. Premonitório.

"(António Costa) entre a chantagem da extrema-esquerda e as exigências de Bruxelas, tem muito pouco poder. Mas tem precisamente o único poder de que precisa, que é o de CARTELIZAR o Estado e distribuir “jobs for the boys”. Não apenas meros empregos com ordenado mensal, mas também lugares estratégicos para fazer IMEDIATOS ou FUTUROS negócios.

Sempre houve disto? Sim, mas numa escala muito menor, o que faz a diferença. A semente da desfiguração ideológica do PS começou com Sócrates. O engenheiro tanto era estatista como social-democrata ou neo-liberal. Era o que fosse preciso para fazer jorrar dinheiro a rodos. A “cunha socrática” encravada entre a esquerda e a direita do PS vive envolta na mesma nebulosa ideológica; hoje dissolveu-se no combustível que faz mover o “costismo”. Para se perceber bem o que é o “costismo”, para além da pessoa, dos métodos e das circunstâncias do próprio Costa, basta atentar na atitude dos barões socialistas ricos de há muito ou ricos de há pouco.  A. S. , essa referência tutelar do PS, assiste a tudo impávido e sereno; quem cala consente. J. C. diz de António Costa o pior possível em privado e enaltece-o na televisão. O “costismo” não os ameaça, favorece-os. O “costismo” significa o dobre a finados pelo Partido Socialista fundado por Mário Soares e triunfalmente defendido por Mário Soares contra o Partido Comunista. E anuncia o nascimento de um novo partido desembaraçado de identidade ideológica, pronto a envergar qualquer ideologia que lhe sirva de instrumento para se alçar ao poder. O poder pelo poder, traduzido no deleite de mandar e simbolizado pelo carro preto com motorista e um cortejo de assessores; e sobretudo o poder como instrumento e oportunidade para “subir na vida” e fazer dinheiro."

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De pitosga a 22.10.2020 às 13:14


Ora bolas... O ditado fala em 'camisa de onze varas'. Explique-se ou escreva 100 vezes o ditado.

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