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Diz que é um jornal de referência

por henrique pereira dos santos, em 05.12.20

Helena Pereira, jornalista do Público, assina hoje uma coluna que identifica quem teve uma semana sim e quem teve uma semana não (o clássico altos e baixos que é uma forma bastante infantil de fazer jornalismo, mas saltemos por cima disso).

A primeira pessoa identificada como tendo uma semana sim, isto é, positivamente, é Ana Sofia Antunes.

O que fez então Ana Sofia Antunes para que Helena Pereira ache que vale a pena assinalar positivamente o seu desempenho?

"A Secretária de Estado da Inclusão anunciou a criação de uma agência de emprego para deficientes, que vai começar por funcionar em Lisboa e em breve ajudará pessoas em todo o país", diz Helena Pereira.

Saltemos também por cima do facto de Helena Pereira valorizar anúncios do governo (geralmente conhecidos por promessas assinadas em papel molhado) e concentremo-nos nos factos enunciados como se o anúncio da transferência do Infarmed para o Porto fosse o mesmo que a real transferência do Infarmed para o Porto.

Helena Pereira acha que a criação de uma agência para resolver um problema é equivalente a resolver o problema.

Helena Pereira acha positiva a criação de um novo organismo em Lisboa.

Helena Pereira acha que a dita agência estará a ajudar pessoas em todo o país rapidamente.

Helena Pereira acha que emprego de pessoas com deficiência é uma questão que se resolve com agências estatais.

Helena Pereira não acha necessário perguntar por que razão é necessária essa nova agência quando já existe um Instituto Nacional de Reabilitação para apoiar as pessoas com deficiência.

Helena Pereira não acha necessário perguntar por que razão se localizam novos serviços públicos em Lisboa e não, por exemplo, em Castelo Branco.

Helena Pereira não acha necessário perguntar em que medida esta agência tratará da inclusão de forma diferente do que faz o dito instituto para que se garantam resultados diferentes dos que se obtêm com o tal instituto que já tem como missão a inclusão dos deficientes e sua família.

E é isto o jornalismo de referência em Portugal.



8 comentários

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De Anónimo a 05.12.2020 às 10:27

Caro Senhor


Lembre-se que esse jornalismo de referência tem um público alvo que se acha capaz de ler pouco mais do que as gordas do título.
Um leitor que que confunde o anúncio com a realização.
Um leitor que amanhã já se esqueceu do que foi anunciado
Um leitor, que enfim, gosta de ser enganado, porque lhe dá menos trabalho a ler, estudar, e referendar uma promessa.
Um leitor que é o seu oposto.


Por isso a sua atenção é tão preciosa.
Para desmascarar as promessas vãs de Ana Sofia Antunes; 
Para chamar ao jornalismo de referência de Helena Pereira o seu verdadeiro nome;
Para tentar chamar um pouco de atenção ao leitor para os desmandos que lhe fazem.


Bem haja, e cumprimentos.


Vasco Silveira
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De Anónimo a 05.12.2020 às 13:01

a lena can very well go to take wherever she wants.
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De lucklucky a 05.12.2020 às 14:27


O "Jornalismo de Referência" existe para fazer proselitismo da acção Política.
Tudo o que implica mais política, mais cargos políticos, mais economia política; empregos dependentes da política os jornalistas promovem. É para isso que existem.

Basicamente Totalitários.

Se o desemprego desce foi porque o governo fez, não porque não fez.

Essa lavagem cerebral já se transformou na cultura do país em que tudo acontece por causa da política excepto pimba e futebol.

O Português, pessoa deixou de existir.
Não é um processo exclusivo Português é uma onda longa por todo o Ocidente.
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De Anónimo a 05.12.2020 às 15:26

Incompetência, ignorância , menoridade mental   -   e servilismo abjecto à "voz do dono" de turno...
Repito : aquilo que, na paróquia, passa por jornalismo , confere  dignidade à "mais velha profissão do mundo"...


JSP
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De Anónimo a 05.12.2020 às 15:33

Boa tarde HPS.
Com a devida vénia assino por baixo. Saúde.
António Cabral
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De Anónimo a 05.12.2020 às 19:10


"E é isto o jornalismo de referência em Portugal."

E é isto a política de referência em Portugal. Metade do eleitorado já percebeu. A outra metade espalha-se, divide-se pelas suas capelinhas.
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De Carlos Gonçalves a 06.12.2020 às 15:46


Depois de muitas hesitações, acabo por não resistir a linkar (https://passaparedes.blogspot.com/2020/03/o-paradoxo-sueco.html)um texto que também remete para este.
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De Carlos Gonçalves a 06.12.2020 às 17:12

É um pouco estranho o lapso contido no comentário anterior. O texto que tentei linkar foi este: https://passaparedes.blogspot.com/2020/12/vladir-putin-por-ele-proprio-e-por.html

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