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Diário da campanha

por João Távora, em 27.02.24

Gostei muito da intervenção de Passos Coelho ontem no Algarve. Abriu o discurso da AD, deu-lhe ambição e abrangência política. Do que eu gostei mais foi da alusão aos oito anos de “gestão de crise” de António Costa, do improviso assistencialista, e da urgência de devolver confiança aos portugueses de se atreverem a tomar conta dos seus destinos – tomarem nas suas mãos o governo das suas vidas. Também gostei da referência à necessidade de regulação da imigração, neste país que se vai tornando a porta de serviço da Europa, e do sentimento de insegurança que vai medrando nalgumas regiões ou zonas das nossas cidades. Agora só falta o Nuno Melo dizer qualquer coisa de direita, por exemplo, afrontar a cultura Woke das esquerdas, acorrer à defesa da Família Natural, ou a Ecologia Humana, cristã.

O recado ficou dado: depois de oito anos de desmandos socialistas e uma implosão por “indecente e má figura”, Passos Coelho acredita que “o resultado natural é a vitória da AD. Acho que o Luís Montenegro vai formar governo, é a minha convicção”.

Não acredito em governos messiânicos e a vida ensina-nos que a política “é a arte do possível”, em confronto com as contingências de cada momento; pelo que a prespectiva dos portugueses iniciarem um processo de libertação das grilhetas do Estado socialista já é um bom ponto de partida.


28 comentários

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De O apartidário a 27.02.2024 às 20:36

O perigo do politicamente correto e a ditadura das minorias
O respeito pelas diferenças não deve ser confundido com a imposição de um conjunto rígido de regras que sufocam o discurso.

12 jan. 2024, 00:10 no Observador

Nos últimos tempos, o avanço do politicamente correto tornou-se um ponto de tensão na sociedade contemporânea. Enquanto o respeito mútuo é vital para a convivência pacífica, a imposição de um padrão estrito de linguagem e comportamento, em nome do politicamente correto, tem levantado sérias preocupações sobre a liberdade de expressão. O dilema agrava-se quando as mesmas minorias que reivindicam liberdade para si são as primeiras a censurar aqueles que discordam delas.

A ideia original por trás do politicamente correto era estabelecer um ambiente inclusivo, respeitador e não ofensivo. Contudo, quando essa abordagem se transforma numa ditadura, sufocando opiniões divergentes, a questão passa a ser mais profunda do que meramente garantir o respeito.

As minorias, que há tempos lutaram pelos seus direitos e visibilidade na sociedade, agora parecem estar a querer ditar as regras do jogo. Essa situação torna-se problemática quando essas mesmas minorias, na procura de um espaço seguro e protegido, reagem de forma agressiva contra qualquer visão que não se alinhe com as suas.
  Continua 
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De O apartidário a 27.02.2024 às 20:38

Continuação 
O cenário torna-se ainda mais complexo quando a liberdade de expressão é restringida em nome do respeito e da inclusão. A tentativa de criar um ambiente sem ofensas pode resultar numa atmosfera de autocensura, onde as pessoas têm medo de expressar as suas opiniões, por mais legítimas que sejam, com receio de retaliação ou cancelamento.

Alberto Veronesi no Observador

https://observador.pt/opiniao/o-perigo-do-politicamente-correto-e-a-ditadura-das-minorias/

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