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Desculpem a insistência...:

por Vasco Lobo Xavier, em 24.10.16

Há pelo menos três dias que se sabe que, segundo os cálculos mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, o défice de 2015 ficou-se pelos 2,98%. Abaixo dos 3%, portanto.

 

De resto, foi esse o valor enviado pelo Governo socialista para Bruxelas, em Setembro, no reporte que acompanha a proposta do OE para 2017.

 

Ora bem. Isto não interessa a ninguém?!?... A comunicação social não noticia, não comenta, não debate, não quer saber? Os jornalistas e comentadores não tratam o assunto? Preferem esconder a coisa? E ninguém tem vergonha na cara? Tive de gramar mais de 30 minutos de Marques Mendes e ele nem ao de leve se referiu ao assunto? Ando eu a perder tempo a folhear jornais, a ouvir noticiários na rádio hora a hora, a ver os canais (supostamente) de notícias e ninguém quer saber, ninguém diz nada?!?...

 

Só o CDS e Assunção Cristas alertaram para a vitória?

 

Mas que país é este? Que comunicação social é esta? Que jornalistas são estes? Que comentadores temos nós?!?... Ninguém tem vergonha na cara?!?...

 

Esta malta podia, ao menos, andar a negar a coisa, a apregoar que o INE não presta, que não sabe fazer contas, que o Governo socialista enviou esses dados para Bruxelas por erro, o que fosse! Mas diziam qualquer coisa! Agora… esconder a notícia?!?...

 

Isto é o maior insulto que poderia ser feito a todos os portugueses que contribuíram, com o seu esforço e sacrifício, para que o défice em 2015 ficasse, segundo o INE, abaixo de 3% do PIB. Em 2,98%, mais exactamente.

 

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7 comentários

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De José Domingos a 24.10.2016 às 21:47

Isso agora não interessa para nada. É dito por um dirigente de um partido da direita, o único partido de direita que a esquerda autoriza. Assim não tem autoridade de dizer isso do défice. Só a esquerda tem autoridade moral de dar boas noticias, mesmo sendo com o esforço dos outros, não esquecer que a esquerda, também faz figura com o dinheiro dos outros, é genético.
Depois, se algum jornalista, com um mínimo de honestidade e decência. o quisesse dizer, os comissários políticos e os sindicalistas, nas redacções, censuravam e a seguir faziam-lhe a vida negra.
Compreendo que os jornalistas, também têm contas para pagar.
Os estados de direito, são assim, como a Venezuela, Coreia do Norte, Cuba...... 
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De Vasco Lobo Xavier a 25.10.2016 às 00:26

Sim, mas e a vergonha na cara? Como é que fica? Como é que eles se olham ao espelho para fazerem a barba? Como é que encaram os filhos?
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De francisco menezes a 24.10.2016 às 22:32

Perdeu 30 minutos a ouvir o Marques Mendes? Gabo-lhe a paciência. Como porta-voz de órgãos de soberania, ele só diz o que lhe mandam dizer. Ora, se o PR e o Governo nada dizem, ele foi apenas obediente. Quanto à restante informação, aplica-se a mesma regra. É uma informação que não interessa à presente "narrativa". Vive-se numa espécie de circuito fechado em que só contam as notícias superiormente validadas. Portugal faz-me lembrar a China. Os jornais que ali se publicam têm diferentes nomes mas dizem todos o mesmo. Ou, então, dito de outra maneira: omitem o que não convém ao poder político.
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De Vasco Lobo Xavier a 25.10.2016 às 00:29

Esteve um domingo soalheiro, a lareira crepitava alegremente, o arroz de ervilhas cozia suavemente, deu para o ouvir sem problemas de maior. Maior dificuldade tenho em ouvir este silêncio vergonhoso da comunicação social e de um país inteiro...
 
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De Sousa a 25.10.2016 às 09:22

Vasco Lobo Xavier, eu não contribui voluntariamente com o meu "esforço e sacrifício" para o défice descer duas miseras décimas. Foi-me imposto, percebe isso? Parem de me falar no meu esforço. Não me insulte é a mim. 

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De Vasco Lobo Xavier a 25.10.2016 às 23:36

Eu também não contribuí voluntariamente, foi-me imposto. Mas não admito que se esconda o meu esforço, ainda que imposto.
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De Fernando S a 26.10.2016 às 03:14

"eu não contribui voluntariamente com o meu "esforço e sacrifício" para o défice descer duas miseras décimas. Foi-me imposto"

Em rigor, o déficit orçamental (para efeitos de défice excessivo) em 2015 não desceu duas décimas mas sim quase 1,5 pontos percentuais : de 4,5% (sem NOVO BANCO) em 2014 para quase 3% (sem BANIF).
Ficou foi duas décimas abaixo dos 3%...

Obviamente que quando se fala de "esforço e sacrificio dos portugueses" se está a considerar o conjunto e não cada português individualmente. De resto, individualmente, o "esforço e sacrificio" não foi, nem nunca é, o mesmo para todos e até há quem escape e saia ganhador.

Obviamente que resultado final do orçamento do Estado não pode nunca resultar de decisões individuais voluntárias na medida em que decorre sobretudo da acção politica do governo em funções e que esta, por via da força da lei, se impõe a todos (por isso é que o imposto se chama "imposto" e não "contribuição voluntária" !...).
Mas, no plano colectivo, do conjunto dos portugueses, do pais, existe uma dimensão "voluntária" na medida em que o governo em funções decorre de resultados eleitorais em que os portugueses (todos os portugueses, mesmo os que se abstêm) exprimem as suas escolhas politicas.    

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