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Desconfiamento

por José Mendonça da Cruz, em 18.01.21

Temos, portanto, que passear à beira Tejo ou no paredão é perigoso, mas um autocarro ou carruagem de comboio apinhados, não.

Que se pode ir a um jardim, mas não se pode estar lá.

Que se pode votar antecipadamente para as presidenciais nesse modelo de desorganização e incompetência que ontem ocorreu, mas não se pode comprar comida «ao postigo».

Acresce que, visto as ambulâncias para as urgências hospitalares ficarem à beira das urgências sem  poderem entrar, os jornalistas das tvs concluem que o SNS está à beira da ruptura, e não muito para lá.

E, por fim, ao contrário do que julgam acontecer nos países que não tenham governos de esquerda, os jornalistas das tvs consideram que o facto de Portugal ser, em número de infecções e mortos, o pior país da Europa e o segundo pior do Mundo não é culpa do Governo, é culpa dos governados. [Com especial relevo para José Alberto Carvalho, cujas prédicas intercalares juntam agora, ao natural défice de inteligência e fluência, um tom intolerável de recriminação contra os portugueses em geral, os quais tanto prejudicam a imagem do governo que ele, por alguma razão, tanto defende e ama.]



14 comentários

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De Anónimo a 18.01.2021 às 20:32

Repetindo : hoje em dia  quem quiser encontrar um bordel , entre numa redacção    -   de jornal ou televisiva , tanto faz.
E bordel de luxo  :  quinze milhões largados pelo "souteneur".


JSP
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De olhosqueleem a 18.01.2021 às 21:28

Caro José Mendonça
Subscrevo o seu texto. Isto que está a acontecer não resolve problema nenhum.
Poderíamos estar aqui a discutir se dava para ter feito diferente e se teríamos chegado a outro sítio se o caminho fosse outro mas agora, com a casa a arder, não vale a pena, agora, pensar nisso. Lá virá o tempo em que poderemos perceber com mais clareza quem fez o que devia e quem falhou também onde deveria.( se é que há dúvidas).
O que não se percebe é este (semi)confinamento que a todos prejudica e não nós resolve o problema.
Se estamos dispostos a sacrificar mais uma vez a economia e os agentes económicos por alma de quem continuam as escolas abertas e os transportes públicos a funcionar apinhados de gente?
Ah pode muito bem ser que....
que o governo não tenha acautelado a possibilidade de suspender as aulas e porque não quer que se veja que não foi nada preparado, .... que não há computadores, tablets, programas e planeamento nenhum.
Só mentiras !
E a oposição que não reage, estará anestesiada?

Cordialmente,

Ana

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De Carlos Sousa a 18.01.2021 às 21:42

Se as medidas de contenção fizessem efeito não havia infecções nos ministérios nem na DGS. Se o confinamento fizesse efeito não havia surtos nos lares.
Além destas medidas serem absurdas e estúpidas arrasam a economia e espalham a miséria. 
Por cada morte covid há quatro não covid, faz sentido esta histeria toda só por causa da covid?
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De olhosqueleem a 19.01.2021 às 15:38


Se estas são as diretrizes a nível Mundial será que estão todos errados?
E não sou exemplo para ninguém, mas estou a trabalhar, saio de  casa as 7 h da manhã. Mandei o covid às urtigas, mas cumpro normas e regras de segurança.
Tem uma solução melhor o meu amigo?


Ana
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De Carlos Sousa a 19.01.2021 às 17:13

Tenho. Acabar com esta histeria colectiva. Fazer a requisição civil aos hospitais privados e falar com seriedade aos portugueses. E já agora saber se há vacinados no número de mortes covid, porque os médicos acusaram positivo após a primeira toma da vacina.
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De Anónimo a 19.01.2021 às 07:22




"Desde a primeira hora, António Costa assumiu o comando das operações e a coordenação do seu Governo gigante(...) Desde a primeira hora que os erros se mostraram evidentes.

A um líder político pede-se que seja mais capaz do que o comum dos mortais para enfrentar momentos difíceis. 

... é diante de dificuldades que se prova quem é um bom político. António Costa não é, ao contrário (...) viveu à custa dos louros que o Governo de Passos Coelho lhe entregou de bandeja. Agora que deixámos de viver em ficção é que é tempo de provar o “melão”, e o ”melão” está manifestamente estragado."  - Raquel Abecassis

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De Anónimo a 19.01.2021 às 08:04

"Tempos difíceis, tiveram-nos muitos líderes políticos no passado. Muitos ficaram na história, porque se revelaram homens providenciais e talhados para as funções que ocupavam. Churchill, Gorbatchov, Thatcher, Ronald Reagan, Merkel, são alguns exemplos que ficaram para a história.

(...)
Mário Soares, em 1983, na primeira bancarrota pós-25 de Abril, não hesitou em proclamar a célebre frase que se colou à sua biografia: “Agora temos que pôr o socialismo na gaveta.” Bateu à porta do outro partido liderante na sociedade portuguesa e (...) conseguiu recuperar o país. Pagou um alto preço e perdeu as eleições seguintes. Mas fez o que tinha que ser feito e o país nunca mais o esqueceu.(...)
Passos Coelho  Liderou um Governo em que tudo o que teve de fazer para nos trazer de volta à vida foi, manifestamente, impopular. Mas assumiu na primeira pessoa as decisões difíceis e recuperou o país. Tenho a sensação que o país também não vai esquecê-lo."

- Raquel Abecassis
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De Anónimo a 19.01.2021 às 08:11


E eu ainda acrescento o exemplo da super 1ªMinistra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern que dá uma lição a ACosta. Grande contraste entre a capacidade e a determinação de um e a fraqueza do outro que age sempre "com reserva mental" de olho no seu próprio interesse e no futuro do seu governo.
É em tempos de especial gravidade que se vê a fibra de um líder. Porque é nas crises que se revelam os fracos. 
É fácil governar quando os ventos sopram de feição... e principalmente tendo como suporte uma máquina da propaganda bem "oleada". Já para não falar de como foram metidas nos bolsos as instituições que poderiam escrutinar esta governação de "amigalhaços".

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De Anónimo a 19.01.2021 às 10:15

Os portugueses têm toda a culpa porque são irresponsáveis e falham. Este é o mantra nacional.
E o governo está isento de culpas? Porque nunca se enumeram as muitas e graves falhas e a longa OMISSÃO do governo que   n ã o    p l a n e o u ? 
Nada estava preparado, nada tinha sido antecipado. Vejamos:
Ontem, intencionalmente, retirei umas frases dos "telejornais" que nos dão uma ideia da FASE em que estamos. Começavam assim:


"o governo está em conversações com..."
"está a planear..."
"espera resolver ..."
"admite vir a conseguir..."
"poderá accionar..."
"governo admite negociar..."


Pelos vistos NADA estava feito. As frases denotam que  a i n d a   estamos numa fase incerta, de preparação, a experimentar medidas de saúde pública,  em tom titubeante e às apalpadelas.
Em contrapartida e a contrastar, também ouvi as declarações do Sr. 1º Ministro. Que frases tão assertivas e nada titubeantes quando se trata de regular o nosso comportamento! 
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De olhosqueleem a 19.01.2021 às 15:40

Concordo consigo Anónimo das 10.15 h


Ana
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De Anónimo a 19.01.2021 às 10:46


 Ontem, no final do rol de interdições, confesso que ainda esperei ouvir do Sr. 1º Ministro umas palavras finais, amáveis, revelando algum constrangimento ou algum pudor por ter de  usar a palavra "proibir" e  lamentando ter de nos impor medidas tão dura.. Esperei também que ele sublinhasse que esse papel a que se via obrigado não fazia parte da sua natureza  e que isso representava para ele uma grande contrariedade por atentar contra as liberdades individuais, num estado democrático, etc. E para terminar, poderia ter acrescentado, de forma empática _ se disso fosse capaz! _ que as medidas severas eram necessárias e para bem de todos, salvaguardando o Estado de Direito, mas que tudo seria temporário, como era seu desejo. Uma nota de esperança no fim ficava-lhe bem.
Esperava mais ou menos uma intervenção desse género, dum chefe de governo que se dirige ao país num momento de crise. Esperei de mais!
O que ouvimos foi aquela repetição insistente, seca, no início da cada frase: "É proibido..." 
É sintomático.
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De Marques Aarão a 19.01.2021 às 16:37

Costa é uma realidade sinistra mas assintomática.
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De Marques Aarão a 19.01.2021 às 16:08

A febre das Escolas abertas dá vida ao Covid.
O Albergue dos indigentes está com 2 vagas.
O Dr. Costa a fazer o que ele acha que é preciso, mede-se a olho pelos catastróficos resultados que diariamente se apresentam.
Quem o deixa e até o ajuda a andar por aí à solta?
Levem-nos!
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De Anónimo a 20.01.2021 às 11:08

Oh danados...
No 1º Estado de emergência, a LEI era má; é sabido que se alguém não fechasse NUNCA haveria crime de desobediência.
Mas a malta fechou por medo e falta de máscaras.


Neste estado de emergência a LEI é pior.
É suave e visa a popularidade do candidato atual PR.


A resistência civil pode subir de tom.


E os portugueses são os culpados?


São. Escolhem uma vaga de idiotas que alguns dão loas de professores disto e daquilo. Em suma, não há inteligência coletiva.

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