Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Déja vu

por henrique pereira dos santos, em 11.04.20

Já estive nesta situação várias vezes.

Aquelas de que me lembro melhor são as que dizem respeito ao que estudei e aprendi, sobre as quais tenho um módico de pensamento próprio sustentado, como nas discussões sobre a importância das políticas de conservação versus a importância das dinâmicas sociais e económicas na conservação dos valores naturais (uma discussão bizantina que não interessa a ninguém), ou, mais visivelmente, nas discussões sobre a gestão do fogo.

Em qualquer dessas situações estive muito tempo a argumentar quase sozinho (pensava eu, com o tempo ia descobrindo que havia muito pouco de original no que dizia, a sensação de alguma originalidade vinha essencialmente de ser tão ignorante que nem conhecia as referências que deveria conhecer) até que a maré começasse a mudar, e o que eu dizia ir sendo absorvido em círculos cada vez mais alargados.

Para que não restem dúvidas, essa progressiva absorção em círculos mais alargados não era o resultado do que eu ia escrevendo, era simplesmente o resultado de uma evolução social de ideias em cuja discussão eu também participava.

Em abono da verdade, eu lembro-me destas duas longas discussões sociais em que participo porque são aquelas em que, partindo de posições ultra-minoritárias, acabei na banalidade das ideias dominantes, não porque eu tivesse mudado de ideias (em muitos aspectos mudei, falo da linha geral de pensamento), mas porque as ideias que defendi ganharam carta de alforria. No entanto, há dezenas de outras situações em que eu parti também de ideias ultra-minoritárias, fiz as perguntas que faço sempre, demonstraram-me que eu estava a pensar mal, meti a viola no caso, e dessas, naturalmente, lembro-me menos.

Mais uma vez, é aqui que estou, na solitária (quase) posição de defender posições ultra-minoritárias, só que, desta vez, num assunto de que não percebo nada.

Tenho perfeita consciência de que se há 100 pessoas a dizer que uma parede é branca e há um mané qualquer a dizer que é preta, o mais natural é que o tal mané seja simplesmente parvo, ignorante ou alienado. A hipótese de que a é a Terra que roda à volta do Sol e não o inverso, e isso estar certo, não só não é normal, como não é para qualquer um, como mesmo para essas pessoas especiais, de maneira geral acontece uma vez na vida.

Só que, nesta coisa da ideia dominante sobre a epidemia, há perguntas lógicas a que não sei responder, e para as quais não encontro resposta dentro da ideia dominante.

Vejamos a ideia da eficácia das medidas de contenção social, ideia que tem uma esmagadora maioria de apoiantes e sobre a qual continuo a ter dúvidas que passo a descrever.

1) Na mínima minoria que diz que as medidas de contenção social não têm o efeito que se estima, estão várias pessoas com um curriculum invejável em matérias de conhecimento de epidemias (nem falo do André Dias, que diz o que pensa neste artigo do ECO, falo de um conjunto de epidemiologistas internacionais de peso, coisa que o André nunca foi, nem alguma vez disse que era). É um argumento de autoridade, que rejeito em absoluto, mas a fundamentação do que dizem faz sentido para mim, ou seja, não é um mané qualquer a dizer que a parede é preta, é um conjunto de especialistas na percepção de cores a discutir percepção de cores a propósito da parede que parece branca;

2) Nos documentos formais na Organização Mundial de Saúde (as declarações do seu Secretário Geral não me interessam nada, o que me interessa é o que está formalmente escrito), estão coisas como esta: 2.2.2. School and workplace closures - One of the key decisions that policy makers often consider during epidemics and pandemics is the closure of schools and possibly workplaces to reduce the spread of influenza. However, there is no clear epidemiological evidence for the effectiveness of school closures in delaying the spread and overall impact of influenza. Some modelling studies have tried to address these issues. One study showed that total closure of schools and workplaces could reduce the overall population attack rate by 95%; however, this had devastating socio-economic consequences that could outstrip the impact of a pandemic (Sadique, 2008; Carrat, 2006). A United Kingdom model showed that if the R0 for a pandemic virus was <2, early closure of schools could reduce the overall population attack rate by >20%; however, this would decrease to a <10% reduction in the attack rate for pandemic viruses with higher R0 values (Vynnycky, 2008). A French modelling study showed that early and prolonged school closure and limiting contact among children outside school could reduce the overall attack rate by 17% and the peak attack rate by 45% (Cauchemez, 2008). In practice, the actual timing and length of school closures remain difficult to determine. Policy makers must therefore consider the benefits of closures in reducing spread versus the socio-economic cost (Cauchemez, 2009).

3) As medidas nunca são analisadas por si, fala-se das medidas de uma forma agregada, justificam-se os efeitos de forma agregada, falando-se das medidas como uma coisa única, como se elas não fossem de uma enorme diversidade, sendo por vezes claramente opostas, como é o caso das medidas chinesas e coreanas, ou de uma enorme gama de soluções, como é facil de verificar olhando para os casos Suíço, Holandês, Sueco, Austriaco, Alemão, Italiano, no seu conjunto.

4) A principal justificação para as medidas é lógica, sem base empírica testada. Por isso, por exemplo, é possível Gabriela Gomes, explicar que tem um modelo com três curvas desenhadas, uma sem medidas, outra com medidas de mitigação em que os contactos das pessoas se reduzem em 40% e outra com medidas de mitigação que reduzem esse contacto a 75%. Gabriela Gomes verifica que a curva da realidade se ajusta a este último cenário, concluindo portanto que em Portugal os contactos foram reduzidos em 75% (sem qualquer base empírica para o dizer, os únicos dados que conheço que poderiam ser de base empírica a esta afirmação é o estudo de mobilidade da Google, que não me parece que sustentem esta hipótese), o que a leva a concluir que as medidas funcionam. É um raciocínio teórico circular que omite completamente a hipótese alternativa: a epidemia está a desenvolver-se comandada pelo vírus, não pelo homem, e o cenário "sem medidas" pode estar errado.

Poderia continuar a descrever dúvidas concretas, mas o essencial é que houve uma maneira de olhar para o assunto que, a meio de Março, ou ainda antes, com a Itália em plena exponencial, previu o que iria acontecer com bastante mais rigor que os modelos que previam 400 mil mortos, agora reduzidos a não sabemos quantos, por força das medidas que não sabemos quais eram.

Essa previsão foi muito rigorosa?

Não, a previsão de mortos era muito mais baixa, há um atraso de uma semana ou duas, foram desvalorizadas as implicações da dimensão clínica da doença, em especial o maior tempo dos internamentos e da ocupação de camas de cuidados intesivos, etc..

Mas tem a grande virtude de, no quadro geral, explicar a evolução em toda a Europa, prever que estaria tudo a descer nesta altura, como eventualmente estará (há países com dados tão cheios de ruído, como a Suécia, a França, o Reino Unido, que deixam dúvidas sobre onde se está exactamente, mas mesmo assim permitindo ter uma ideia, mais semana, menos semana), e que no princípio de Maio, na semana que começa a 4, o surto estaria essencialmente terminado (falta verificar esta previsão, como é óbvio).

O modelo dominante de interpretação da epidemia não explica por que razão diferentes medidas dão o mesmo resultado, por que razão não se verificaram os dados catastróficos nos países que não adoptaram as medidas consideradas essenciais, não explica por que razão, dentro dos mesmos países, com as mesmas medidas, os resultados são tão díspares, não explica por que razão, apesar de medidas mais cedo, e mais duras, continua a ser nos centros mais atingidos que continua (às vezes um mês depois da adopção de medidas que deveriam começar a ter resultados, no máximo, uma semana depois) a estar a maior incidência, etc..

Continuo a repetir que não percebo nada disto, continuo a repetir que o mais natural é que o mané que vê paredes pretas onde todos os outros vêm branco será provavelmente um parvo, ignorante ou alienado, e espero pelos resultados dos futuros estudos e pela semana de Maio que começa a 4 para poder mudar de opinião, enfiar a viola no saco e recolher-me ao doce regaço do pensamento dominante, sem esta inquietação estúpida de continuar a ter a mania de deixar que os factos influenciem as minhas opiniões.



34 comentários

Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 10:45

Que queira fazer-se passar por alguém que teve razão antes de todos os outros é algo que se esperaria de si, tendo em conta o seu ego gigantesco. Mas não pode aldrabar, Henrique.
1) Comece por admitir que nos vendeu o André Dias como uma referência credível e que também o Henrique recorreu ao argumento de autoridade (é preciso citar o que escreveu?). Não tenho nada contra o argumento de autoridade, é apenas a sua falta de rigor que está em discussão.
2) Qualquer pessoa minimamente honesta diria que o documento que cita é de 2010 e não se refere à COVID-19. O Henrique não cumpre os mínimos. No caso da COVID-19, a posição oficial da OMS é que o confinamento social é importante, mas não suficiente (porque é preciso testar). O que o Henrique escreveu é uma distorção. Uma mentira, para ser claro.
3) O Henrique fala em epidemiologistas de peso que têm a sua opinão, mas não nos dá o link. Quem são essas pessoas, Henrique? A sua gestão das fontes é uma aldrabice persistente.


Não vou perder mais tempo consigo. A circularidade de raciocínio ululante é a sua. A distorção dos factos é toda sua. A tese de que o confinamento social funciona é suportada pela teoria e pela evidência da análise comparada do que aconteceu nos diferentes países, nomeadamente a correlação com a intensidade das medidas e o efeito sobre a atenuação da pandemia. A evidência de que houve e há confinamento social vem de toda a parte (diminuição da poluição, dados de redes sociais, diminuição do trânsito, fecho dos locais onde as pessoas se juntam, etc.). O seu modelo alternativo (um modelo sem qualquer fundamento biológico, diga-se) não explica nada, limita-se a parasitar a complexidade da realidade. É puro lixo. 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 14:27

Que texto execrável, Sr. Eremita!  Parece "de encomenda", diria...Petulante, insultuoso  e cheio de empáfia, já que todos os estudos são inconclusivos, ainda só há resultados preliminares e, no entanto, atrevidamente (muito, diga-se) trata o assunto como já "fechado" e definitivo! Que sabe o Sr.?! Baixe um pouco a crista, meu caro! 
O dr. Henrique Pereira dos Santos é uma pessoa que merece todo o respeito, por todo o seu percurso profissional, com provas dadas. Além de muitas outras qualidades, entre elas uma imensa categoria.
ST
Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 18:06

Já estava a faltar o clube de fãs do HPS. "De encomenda"? Então diga lá: as minhas motivações são políticas, corporativas ou outras? Que interesses pérfidos me movem, ST?

Quem lhe disse que "todos os estudos são inconclusivos"? O seu amigo HPS? Quem lhe disse que "só ainda há resultados preliminares"? O HSP? Tem lido alguma coisa sobre o assunto? Só há resultados preliminares para a importância do confinamento social, é isso? Quer quantas meta-revisões sobre o assunto? 3? 5? 10? Escolha o número. 


O assunto não está fechado. Nenhum assunto em ciência pode ser dado como fechado. Mas ninguém discute o valor da teoria da evolução, a menos que seja um criacionista. Como ninguém discute o efeito benéfico do confinamento social para controlar uma pandemia. Podemos discutir se é necessário ou suficiente, apenas isso. O seu amigo HPS resolveu acreditar que as curvas são gaussianas (as de Espanha e Itália não são, mas ele ignora os factos) e baralhar a evidência óbvia de que a China e a Coreia se livraram muito mais depressa do vírus do que a Europa por causa das medidas que tomaram e de que na Suécia há mais mortos por 100 000 habitantes do que nos paíes vizinhas, obviamente porque a Suécia teve uma reacção relativamente relaada, mas para o seu adorado HSP isto também não conta. Resolveu ainda apresentar uma teoria alternativa incompreensível, baseada não se sabe no quê, que viola tudo aquilo que sabemos sobre a evolução dos vírus num contexto de pandemia.


Estou-me nas tintas para o percurso profissional do HPS.Pode ser Nobel da gestão florestal e ter imensas qualidades. Pode ter adoptado 35 pobrezinhos e ser uma referência mundial em bonsais. É irrelevante. Interessa-me o que escreve sobre a COVID-19 e o que tem escrito é mau, muito mau. E quem escreve com a falta de rigor e faz as omissões e distorções que HPS tem feito não merece respeito nenhum. Trata-se de um pavão deslumbrado com as suas opiniões sobre um assunto que desconhece.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 19:50

Meu caro Especialista Expert Eremita: você diz coisas de um absurdo sobre "clube de fâs" que chega a ser cómico! Não calcula o que eu me ri! Pois se nem conheço, nem nunca vi o Dr. Henrique Pereira dos Santos! Apenas o leio como a tantos outros... mas selectivamente! E lá que ele fala de batatas e sabe de batatas, lá isso sabe! Acrescento que as matérias que HPS domina não são de todo a minha área, longe disso, mas como gosto de saber e compreender, procuro informar-me com os melhores. Foi assim que cheguei a ele. Apenas isso.
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 11.04.2020 às 16:39

Tem um link concreto para uma única recomendação da OMS que seja diferente do que está no documento que citei?
Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 18:09

Tenho vários links para si. Mas antes mostre-me os seus links para os grandes epidemiologistas que concordam consigo. É assim que se discute. Os links, Henrique, mostre-me os links e prove-me que, pelo menos desta vez, não está a aldrabar uma vez mais. Tenho já um ficheiro com as suas manhas anotadas. 
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 11.04.2020 às 22:09


https://www.zdf.de/nachrichten/politik/coronavirus-epidemiologe-folgen-helmholtz-100.html?fbclid=IwAR2NW0QPeatigxNOghqeXR4xCCYdIxb45mMu4qoaMsueQWwQBWLNr_sOdHY
https://www.publico.pt/2020/03/12/sociedade/noticia/fechar-escolas-ajudar-justificar-medo-nao-razao-1907521?fbclid=IwAR3yKsAsMgQ5WgXcsjEU3UFrMxuSz17GALwtsVMkAHz_1GQhSwBcxuQpZAQ
https://www.youtube.com/watch?v=LsExPrHCHbw&feature=share&fbclid=IwAR1pAD32XrUfKZnW_yj9znl9ZL5d2NbbKL4mwsrVPzf4FEEpGt7alEMyhO0
https://www.youtube.com/watch?v=lGC5sGdz4kg&fbclid=IwAR0pQ4Fkh-d09TDM83-VXIfFH1u7AikT_y_47olbrbaY4za45QEKYpvgp98


Não tenho a menor obrigação de aturar a sua má-criação, muito menos de alimentar a sua instabilidade emocional, mas estão aí quatro links, se quiser ir procurar quem sao, e tem vários outros em posts anteriores meus.
Agora responda concretamente onde estão as recomendações da OMS sobre a covid 19 que contrariem o que a OMS definiu em 2010 como sendo o estado da arte em matéria de controlo de epidemias?
Imagem de perfil

De Eremita a 12.04.2020 às 00:47

É evidente que se sente na obrigação de apresentar os links, como se esperaria de qualquer pessoa decente, mas o seu orgulho leva-o sempre a juntar um floreado qualquer. Adiante. Creio que há um grande equívoco. O Henrique escreveu: “Na mínima minoria que diz que as medidas de contenção social não têm o efeito que se estima, estão várias pessoas com um curriculum invejável em matérias de conhecimento de epidemias”. Esta afirmação entronca na sua tese de que não há evidência de o confinamento social estar a funcionar no caso da COVID-19. É esta sua afirmação que critico. Por isso, perguntei-lhe pelas fontes. Enviou-me cinco links. Em nenhum dos links se pode encontrar um epidemiologista a dizer o que o Henrique escreveu. Leu ou ouviu os links, Henrique? É que não se encontra o que diz que está lá. Com a ressalva de a tradução do Google do artigo em alemão me poder ter atraiçoado, não vi mesmo o que procurava. O que encontramos é:

 

•           uma voz que critica o confinamento social por levar a outras mortes devido ao desemprego e suicídio (Gérard Krause);

•           outra que julga exagerada a nossa reacção de confinamento social à italiana porque a nossa situação não era tão grave mas que defende várias medidas de confinamento social moderado (Jorge Torgal);

•           ainda uma que questiona a razoabilidade das medidas de confinamento social, tendo em conta os problemas que acarretam e como afectam a liberdade individual (Sucharit Bhakdi), bem como a possibilidade de o Sars-Cov-2 não ser tão perigoso como o pintam e a possível inutilidade do confinamento social se o vírus já estiver totalmente disseminado, mas que em nenhum momento põe em causa a eficácia do confinamento social para parar uma epidemia na sua fase inicial.

Imagem de perfil

De Eremita a 12.04.2020 às 01:06

•           E o Dr. Knut Wittkowski, que questiona o confinamento social, não no sentido de não funcionar mas de ser uma estratégia errada, por prolongar a existência do vírus na população (defende uma abordagem como a que dizem ter sido a da Suécia; confesso que não ouvi até ao fim porque me pareceu que só entrando em contradição ele poderia dar razão ao Henrique). A propósito, vá ver a previsão do Wittowski para o número de mortes por ele estimando se não se tivesse feito nada e diga-me se é uma previsão correcta tendo em conta o número de mortes actuais e o que o próprio Wittowski diz na entrevista.

 

Retomando o fio à meada: indicou-me 4 fontes, nenhuma das quais sustenta o que escreveu. Pelo contrário, duas (Torgal e Wittkowski) dizem o contrário do que o Henrique escreveu. Só posso concluir que não leu/ouviu as fontes que me enviou ou não se lembrou do que estava em causa. Para não haver dúvidas: eu nunca estive a discutir se o confinamento social é necessário, estou apenas a contestar a sua extraordinária afirmação de que não fez diferença nenhuma. Ninguém o obriga a nada, estamos de acordo. Se não der o braço a torcer, nem avançar um argumento inteligível, nem apresentar realmente alguma voz credível que afirme o que anda a escrever sobre o confinamento social, nem explicar a China e Coreia vs Europa-EUA e a Suécia vs Finlândia, Dinamarca e Noruega, nem nos explicar as curvas na Itália e Espanha, que se afastam claramente da gaussiana da progressão natural de uma epidemia, correspondendo já ao que se entende por “achatamento”, nem nos explicar como surgem e desaparecem as epidemias sem recorrer a explicações místicas ou incompreensíveis, o problema é seu e de mais ninguém. 

Imagem de perfil

De Eremita a 12.04.2020 às 01:11

Quanto ao que a OMS anda a escrever sobre o confinamento social, para provar que a sua citação de 2010 é obsoleta e fruto do método "Google, salva-me":

 

“Maintain social distancing

Maintain at least 1 metre (3 feet) distance between yourself and anyone who is coughing or sneezing.

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public

 

“These measures to reduce transmission of COVID-19 include individual and environmental measures, detecting and isolating cases, contacttracing and quarantine, social and physical distancing measures including for mass gatherings, international travel measures, and vaccines and treatments. While vaccines and specific medications are not yet available for COVID-19, other public health and social measures play an essential role in reducing the number of infections and saving lives.”

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situation-reports/20200401-sitrep-72-covid-19.pdf?sfvrsn=3dd8971b_2

Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 12.04.2020 às 08:33

Ou seja, o mesmo que está dito em 2010 QED
Imagem de perfil

De Eremita a 12.04.2020 às 09:13

Se a OMS não mudou de opinião, então a sua citação inicial ainda fazia menos sentido. O Henrique está sempre a tentar marcar pontos no momento, sem ter o cuidado de reparar se as suas meias respostas batem certo com o que já tinha escrito. Não vale mesmo a pena discutir consigo. A sua motivação não é compreender a realidade, mas provar que é um iluminado. Continue a escrever os seus disparates, a apresentar-se como um pensador ousado que tem razão antes do tempo, a aldrabar nas omissões, a mostrar uma falta de rigor e um desconhecimento atroz dos mais elementares princípios da estatística e modelação, a pensar que quase todos os epidemiologistas são idiotas, a pegar só nas partes das respostas a que julga conseguir responder e a não encaixar nenhum reparo, habituado a escrever para os seus amiguinhos que o respeitam muito. Há várias meta-revisões sobre a eficácia do isolamento social. Procure-as e ganhe alguma humildade e noção do ridículo. 



Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 12.04.2020 às 10:01


Resumindo, fiz uma citação certa que negou, apresentou informação primária que demonstra que a citação estava certa, mas o problema sou eu.
Boa Páscoa.
Imagem de perfil

De Eremita a 12.04.2020 às 23:59

O resumo é este: apresentou-me 4 citações de especialistas como se eles dissessem que o confinamento social não resulta, mas nenhum deles disse tal coisa. O que eles disseram é que a estratégia de achatamento da curva não é a melhor por ser desnecessária ou até contraproducente. Como espero que perceba, tais opiniões não desconsideram a eficácia do confinamento social. Pelo contrário, pelo menos dois dizem expressamente que o confinamento social achata a curva. Se ainda não percebeu esta diferença, lamento. Admita os seus erros. Aprenda a debater.


Quanto à sua citação e às que eu juntei, façamos outro resumo. O Henrique foi à pesca no Google e desencantou uma citação de 2010. Com a manha do costume, não disse aos seus leitores que era um texto de 2010, ou seja pré-COVID-19. Espero que não se defenda dizendo que bastava seguir o link para obter essa informação porque, como já deve ter percebido dos anos que leva disto, só as pessoas "emocionalmente instáveis" vão ler os links que deixa. Como se esta pequena malandrice não bastasse, tem agora a lata de dizer que a sua citação e as minhas são equivalentes. Não há outra alternativa: ou o Henrique tem um problema sério de literacia ou é um pequeno aldrabão. Mesmo sabendo que por aqui só andam os seus fãs, desafio qualquer um a comparar as citações e dizer, como afirma o Henrique, que são equivalentes. Porque a diferença é óbvia. A sua citação de 2010 colocava em dúvida o valor do isolamento social enquanto as minhas citações recomendam-no explicitamente sem grandes considerandos. Se esta diferença não é essencial para si, não sei como pode orientar-se na vida com a leitura que faz das coisas. Francamente, nunca encontrei ninguém assim e já ando em blogs há muitos anos. 


Retiro-me desta conversa. O Henrique é  muito pouco leal a debater. Distorce tudo aquilo em que toca e não toca onde se pode queimar. Criou uma bolha de ignorância, má fé, arrogância absurda e negação. Admito ter sido injusto quando o descrevi como um pavão, pois é possível que essa vaidade seja essencial para o proteger da vergonha.
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 12.04.2020 às 13:14


O documento de 2010 que lhe dei a conhecer é exactamente isso, uma metarevisão feita pela OMS, que serve de base às suas recomendações na matéria.
Se tem melhor, mande o link e preocupe-se menos comigo.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 11:51


Nada tenho com o de Ourique. Vende ser o único que sabe e que pensa. Os inferiores são os que cultivam os complexos de superioridade.


Não apreciei este seu 'post' dado não ser claro. Além de que o único que diz o contrário dos 'especialistas' (palavra muito na moda) será, amiúde, o que acaba por ter razão — por vezes duas ou três gerações mais tarde.


Abraço
ao
Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 12:53

Não tenho nenhum "complexo de superioridade". Quem se acha um iluminado com razão antes do tempo é o HPS. Limito-me a transmitir algum bom senso e a visão da ciência consensual, sem qualquer pretensão de confundir esta evidência com a minha opinião, algum eureka meu ou uma opinião minha "corajosa" que mais ninguém ousa ter. O HPS deve ser exposto como a criatura ignorante e vaidosa que tem revelado ser. Perdi mais tempo aqui do que qualquer outro a desmontar os textos obscurantistas do HPS. Dos outros comentadores só vi elogios acéfalos pelo pensamento alternativo do HPS ou pequenos reparos "toca e foge" de quem não sabe o suficiente para rebater este pavão ou não quer investir o tempo necessário para desmontar as parvoíces que por aqui o HPS vai escrevendo.


Não achou o texto do HPS claro? Ainda bem. O texto não é claro porque o HPS já não sabe a quantas anda. Ele vai umas inventando umas coisas, omitindo outrase pescando no Google o que lhe dá jeito, sem qualquer outro critério nem rigor. Se alguém se desse ao trabalho de juntar os textos de HPS sobre este assunto perceberia o crescendo de contradições, omissões e distorções (não há sinal de algum dia isto poder "aplanar"). O HPS já não está interessado em perceber a realidade, quer apenas safar a sua imagem. Acredite pelo menos nisto, pois é algo que vi muitas vezes na minha profissão: trata-se da pior motivação concebível para fazer ciência ou comentário. No caso do HPS, este impulso é tão óbvio que chega a parecer uma caricatura. 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 16:07

Não sei quem é o Eremita, mas que tem um ódio pessoal ao HPS é um facto público e notório (para aqueles que acompanham este blog). Também não estou certo de quem tem razão, mas parece ser, pela evolução dos factos, o HPS. Obrigado Eremita por tudo aquilo que dizes, porque - com as devidas cautelas - parece que vais ter de te enfiar na Ermida por uns tempos, tais as patacoadas que saem daí.
Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 18:15

Não tenho ódio pessoal nenhum. Apenas fico irritado quando apanho um pavão pela frente a escrever acima das suas possibilidades. 


"Pela evolução dos factos". Muito bem. Quer explicar? 


E quer explicar as minhas patacoadas? O que nos distingue é simples. Eu explico as patacoadas do HPS e o HPS nem sequer rebate a maior parte das críticas. Você diz que eu escrevo patacoadas, mas provavelmente nem leu o que escrevi porque o HPS vai publicando post atrás de post e a discussão fica fragmentada. Não preciso de me esconder em lado nenhum. De onde tirou tal ideia? Francamente, nada do que escreve faz muito sentido, mas percebo que queira dizer coisas.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 17:36

Não me pronuncio sobre as teorias do HPS (ou do André Dias). Como não sou perito, nem would-be perito na matéria, tenho-me limitado a ler sem formar uma opinião, que não passaria disso mesmo: uma opinião sem valor nenhuma, tal como na expressão "Opinions are like assholes. Everyone has one". 


No entanto, pela maneira como o HPS tem revelado a sua personalidade ao longo dos posts e através do estilo agressivo, condescendente e desonesto nas suas respostas a quem lhe apresenta argumentos a contrariar as teorias dele, também cheguei a pensar que uma tal personalidade já por si impede praticar a ciência como deve ser. Assim, os poucos que são mesmo competentes para colocar argumentos válidos e que podiam fazer com que houvesse uma discussão mesmo interessante, depressa desistem. A lei de Brandolini...


Vejo de facto uma necessiade doentia de receber atenção, aplausos e admiração,  até se maioritariamente vem por parte de pessoas ingénuas sem qualquer conhecimento na área, que ficam facilmente impressionadas. 


A motivação principal do HPS parece ser de ter o papel de "heroi corajoso, que pertence a uma "ultra-minoria" que vai contra o "rebanho dominante" com a suas teorias "ousadas" que testemunham do seu "pensamento crítico", o "Galileo", a ter a "coragem" e a "inteligência" a questionar e a chegar à verdade... até se, dado o nível médio da audiência dele, ele não passa de quem tem um olho numa terra de cegos, cegos que não veem esta mistura de falsa modéstia com arrogância insuportável. Grotesco.


Fico-me por aqui porque estou consciente que este tipo de pessoas gostam de ser insultados: só contribui ainda mais para se sentirem herois e mártires em prol da verdade, e gostam de ver os seguidores a defendê-los.
Sem imagem de perfil

De JPT a 11.04.2020 às 23:14

Você escreve é muito e não diz nada. Parece o Adam Boulton na entrevista ao Dr. Johan Giesecke às 10h50 de ontem, na Sky News. Um papagaio contra um cientista. 
Sem imagem de perfil

De zazie a 11.04.2020 às 14:42

V. tem aí as recomendações da OMS para gripes de 2010. Aquelas para as quais até já havia vacinas anteriores e que nada têm de semelhante com este vírus.


Qual é a parte que não se compreende (ou que se acha válido) no uso de recomendações de 2010, em vez das de 2020?


Acaso vem anunciado no post que é um relatório que não se aplica ao presente?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 14:46

Ao Sr. Especialista Eremita queria acrescentar que, estando todas as hipóteses  em aberto, não vejo como descurar isto:


the first documentary movie on ccp virus



Sendo esta uma teoria como outra qualquer, não se pode ignorar que também o Empire College of London afirmou que estão a ser ocultados factos e dados...
ST
Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 18:35

Ainda não vi o documentário. Se a ideia é vender o vírus como uma arma da China contra o mundo feita num laboratório chinês, parece-me lixo. A sequência do genoma do vírus sugere que o vírus emergiu naturalmente. Se quiser posso explicar estas evidências, que são essencialmente três. Naturalmente, não estou a desculpar a China. A República Popular da China é uma autocracia execrável que viola os direitos humanos há décadas. Já devia ter acabado com os mercados que promovem as recombinações genéticas destes vírus e a sua passagem para a nossa espécie. Devia ter sido também muito mais transparente nas primeiras semanas da infecção e tratado os seus médicos e cidadãos com respeito. Mas discordamos, porque creio que historietas sobre vírus inventados pelos chineses (se for essa a tese do doc) são mesmo para descurar. 


É claro que estão a ocultar dados. Até em Portugal o PS e o PSD votaram recentemente para que os dados não sejam facultados à comunidade científica.  
Sem imagem de perfil

De zazie a 11.04.2020 às 14:47

Isto é o mesmo que dizer que este vírus tem os mesmíssimos efeitos que tinham os anteriores e que estamos com as mesmas defesas perante ele.


Tal como é o mesmo que dizer que é um banal vírus com propagação sazonal de gripe sazonal igual a todas as outras e que sempre se espalhou com o mesmo ritmo constante (as tais gaussianas sempre iguais em toda a parte que ao fim de 15 dias acabam- como diz o tal André Dias) e, portanto, é de ordem biológica a sua "vida".
Nunca alteraríamos nada por estarmos perante uma situação conhecida, apenas estranhamente fabricada agora pelos média, para lançar um pânico mundial.


Nunca antes o tinham feito e, segundo o HPS, até tinha havido muito mais razão para tal há 2 anos, ou mesmo com os surtos mundiais pandémicos de tuberculose (que matou mais gente que este, pelo menos cá, como também garantem).


Uma ficção mediática digna de Cronenberg. Só é pena não sustentarem esta ficção com uma ficção sem truques.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 16:29

Sugiro ao Henrique que leia

https://www.rt.com/op-ed/485513-uk-government-covid-lockdown/
Perfil Facebook

De Antonio Maria Lamas a 11.04.2020 às 17:10

Felizmente que cada vez há mais gente a pensar como HRP. 
Ainda hoje este artigo de Leal da Costa o confirma.
https://observador.pt/opiniao/observacoes/ (https://observador.pt/opiniao/observacoes/)

Temo muito pelo futuro e conto aqui o que se passou comigo há pouco mais de uma hora. 
Tocou a campainha e à porta esta uma senhora de cerca de 40 anos, bem cuidada e que educadamente me pede algum dinheiro pois que anda há três dias a juntar para comprar uma bilha de gás, acrescentando que se não tiver nada para dar também não faz mal e que desculpasse o incómodo.
Dei. Estas pessoas (ainda) não passam fome pois há muita gente e organizações a dar alimentos. Mas ninguém lhes dá uma bilha para cozinhar, lavar e banhar-se. 
Imagem de perfil

De Eremita a 11.04.2020 às 18:47

Leal da Costa não pensa como o HPS (felizmente, porque já foi alguém com responsabilidades sérias). Leal da Costa acredita no valor das medidas de contenção e escreveu-o expressamente. HPS, pelo contrário, anda a vender a tese de que se tivéssemos todos saído de casa aos beijos na boca a estranhos, como no fim da Grande Guerra ou em Times Square na noite de fim de ano, a curva estaria exactamente na mesma. É esta extraordinária tese que HSP anda a vender. Espero que já toda a gente tenha percebido a carga de ignorância e negação desta tese. Como pode dizer que Leal da costa pensa como o HPS? Leu o artigo de Leal da Costa? Anda por aqui um problema sério de literacia. 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.04.2020 às 21:54

Ah! e já me esquecia, Sr. Eremita Especialista Expert :  costumava ouvir atentamente as intervenções de HPS a propósito da gestão dos fogos. Mas aí era o técnico a falar.  Foi quando descobri este post por ele publicado e transcrito que passei a prestar mais atenção e a admirar uma outra faceta sua:

https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/da-vaidade-e-da-inveja-6735897 (https://corta-fitas.blogs.sapo.pt/da-vaidade-e-da-inveja-6735897)



 Só uma pessoa  fora de comum e que esteja num outro patamar pode verdadeiramente apreciar aquele belo texto, uma pequena pérola literária, diria.  Diz muito do brilhante orador que o proferiu, é certo, mas não duvide, que diz  também muito  de quem o sabe  ler e alcançá-lo! Não requer apenas cultura, inteligência, também exige uma simplicidade "elaborada"  e  um apurado  sentido estético para se poder desfrutá-lo. E de humor também. Será que consegue, Sr. Expert Eremita Especialista, pelo menos entender a subtil ironia do título? E detectar que é uma "vaidade" modesta quase um  embaraço para HPS? 
ST


Imagem de perfil

De Eremita a 14.04.2020 às 18:40

Eu sou um filistino e um grunho, não gaste essas pérolas de cultura comigo. Procure apenas entender que apenas me centro nos disparates que HPS tem escrito sobre a COVID-19. Para que saiba, eu até lia com atenção o que HPS escreve sobre a gestão da floresta. Creio que vou deixar de o fazer, mas não é por animosidade; é por ter percebido que HPS discute com muita manha e  lida mal com os dados. Se ele escreve assim sobre os assuntos em que eu sei mais do que ele, não posso confiar no que escreve sobre os assuntos em que ele sabe mais do que eu. A quebra de confiança dificilmente se restaura e não será seguramente com discursos de HPS sobre não sei o quê (não li o texto).  
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 15.04.2020 às 16:24

Eremita:
 Abel Salazar, Médico, Cientista e Professor de conhecimento científico  deixou um legado que ultrapassou as barreiras da sua formação de base, e sagrou-se numa das personalidades portuguesas mais elaboradas, nomeadamente como artista plástico, crítico de arte, prosador e pensador.

É dele esta frase que revela grande sagacidade : " Um médico que só sabe de Medicina, nem de Medicina sabe". Aplica-se obviamente a qualquer outra área.


Acho que o confinamento não lhe está a fazer nada bem! Parece-me bastante perturbado e com ideias fixas. Além disso é uma pessoa desagradável, cheia de fel.  Só estou de acordo consigo numa coisa: Você é um "filistino e um grunho". Passe bem



Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 13.04.2020 às 10:24

Leal da Costa acredita no valor das medidas de contenção

Tem a certeza? Eu vejo no blogue "Blasfémias" a seguinte citação de Leal da Costa:

"uma estratégia que tivesse incidido muito mais sobre a protecção de grupos de maior risco, nomeadamente os mais idosos, sem que tivesse sido imposto recolher obrigatório a toda a economia, poderia ter sido mais avisada de início."

A mim parece-me que é precisamente isto que o HPS defende...
Imagem de perfil

De Eremita a 14.04.2020 às 18:31

Só por desatenção pode fazer essa crítica. Só tenho questionado a forma como HPS liga com a informação, mais nada. A estratégia que HPS, eu ou você defendemos não tem qualquer interesse. Isto nunca foi (pelo menos da minha parte) uma discussão sobre a melhor estratégia. 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 12.04.2020 às 19:23


Gostei e friso o parágrafo "...O modelo dominante de interpretação da epidemia não explica por que razão diferentes medidas dão o mesmo resultado...".

As previsões metereológicas via IA (Inteligência Artificial) tendem a verter para processamento, para comparação, milhões de dados agrupados em semelhança. Começando na mais ou menos repetitiva influência Solar, Lunar, até às razoavelmente semelhantes migrações das espécies, as alterações no manto vegetal (quem têm os seus próprios sensores), as (preponderantes) alterações oceânicas, etc ....
Como HPdS bem assiná-la, o vírus, por muita auto-mutação que desenvolva, terá uma certa constante conduta, estruturada.

Mudam os teatros em que atua. Pessoas, animais, meio-hambiente.

Afirmou-se que só idosos com mazelas. Nunca em crianças. Terminava na Primavera, quando já grassava no Hemisfério Sul...
Sem comparar em detalhe, insistentemente, as diferentes ocorrências, as diferentes manifestações, devem-se restringir afirmações, matematicamente suportadas ou não. Quer as caricatas (tipo treinador de futebol ao intervalo já a peder por 10 a zero), quer as apocalipticas. Para já lavemos as mãos, mas sem a mácula de pilatos que condenou baseado em interesse políticos.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Reescrevem-nos a História, rasuram-nos o passado,...

  • Miguel Alçada Baptista

    Obrigado pela dica. Sou covilhanense e não conheço...

  • Anónimo

    Criar um Museu temático dos Descobrimentos Portugu...

  • Anónimo

    Os afamados produtos da reputada Fábrica Renova, ...

  • Anónimo

    La Palisse , em voz baixa : "Os EUA já não existe...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D