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Do nosso mais populista Governo de sempre

por João-Afonso Machado, em 13.01.21

Eis confirmado um novo confinamento geral.

Bom era os portugueses pensassem porquê, e fizessem as devidas comparações entre o de agora, e o bebé de há um ano atrás.

Melhor seria os políticos reflectissem sobre o mesmo. Embora seja pouco de acreditar: nas bossas de Costa e Cabrita cabe um mundo inteiro de (ir)responsabilidades, por acção ou por omissão, mas não frio ou calor saharaniano que lhes tire o sono.

Foi tudo a correr. Eu próprio, advogado provinciano, tendo um julgamento (na quinta sessão da audiência) agendado para amanhã, 14, em Lisboa, à cautela, ignorando as medidas a serem tomadas, requeri o seu adiamento para evitar uma deslocação inútil. O Senhor Juiz - titular de um orgão de soberania, mas não envolvido na política, - deferiu. A coisa demorará mais umas semanas...

Será o que já foi, com algumas nuances. A principal - as escolas manter-se-ão abertas. O Governo preocupado com os discentes, com o Ensino? É cego quem acreditar nisso - o Governo, simplesmente, preocupado com os pais que, em casa ou na oficina, têm de trabalhar. E, por isso, toca a despachar a miudagem que os tolheria. Ou então, efabulando a rapaziada mais velha, namoriscando na praceta e a trazer, de seguida, o vírus para o lar.

Aliás, assim não projectou nem programou o populista Costa na quadra natalícia. Assim borrou a pintura em sucessivos fins de semana, pensando que o vírus vinha à rua só depois das 13 horas, deixando o caminho livre para as multidões às compras. E assim continua a sacrificar portugueses, mandando fechar o comércio de bairro, em vez das grandes superfícies. As tais que muito devem contribuir fiscalmente para manter o Estado.

Aguardemos, pois, - salve-se quem puder! - os resultados das sempre atrasadas medidas do nosso mais populista Governo de sempre: o de Costa Geringonça.



11 comentários

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De Elvimonte a 13.01.2021 às 21:42

Sobre encerramento de escolas e confinamentos, títulos de artigos científicos e excertos.


"SARS-CoV-2 waves in Europe: A 2-stratum SEIRS model solution"
«We searched what isolation values allow to return to normal life in 90 days minimizing final deaths, shockingly all found isolations for healthy <60 [years] were negative (i.e. coronavirus parties minimize final deaths).»


"Effect of school closures on mortality from coronavirus disease 2019: old and new predictions"

«(...) school closures and isolation of younger people would increase the total number of deaths, albeit postponed to a second and subsequent waves.»


“Association between living with children and outcomes from COVID-19: an OpenSAFELY cohort study of 12 million adults in England”
«Among 9,157,814 adults <=65 years, living with children 0-11 years was not associated with increased risks of recorded SARS-CoV-2 infection, COVID-19 related hospital or ICU admission but was associated with reduced risk of COVID-19 death (HR 0.75, 95%CI 0.62-0.92). Living with children aged 12-18 years was associated with a small increased risk of recorded SARS-CoV-2 infection (HR 1.08, 95%CI 1.03-1.13), but not associated with other COVID-19 outcomes. Living with children of any age was also associated with lower risk of dying from non-COVID-19 causes. Among 2,567,671 adults >65 years there was no association between living with children and outcomes related to SARS-CoV-2. We observed no consistent changes in risk following school closure.»


"Impact of non-pharmaceutical interventions against COVID-19 in Europe: a quasi-experimental study"
«Surprisingly, stay-home measures showed a positive association with cases. This means that as the number of lock-down days increased, so did the number of cases. The use of face coverings initially seems to have had a protective effect. However, after day 15 of the face covering advisories or requirements, the number of cases started to rise. Similar patterns were observed for the relationship between face coverings and deaths. (...) These results would suggest that the widespread use of face masks or coverings in the community do not provide any benefit. Indeed, there is even a suggestion that they may actually increase risk, but as stated previously, we feel that the data on face coverings are too preliminary to inform public policy. We have more confidence that results for stay at home orders suggest that such orders may not be required to ensure outbreak control.»



"Full lockdown policies in Western Europe countries have no evident impacts on the COVID-19 epidemic"
«While new medical treatments proposed to cure COVID-19 cases are required to be validated through controlled double blind studies, the benefits and risks of social distancing strategies are not subject to any comparative tests. However, full lockdown measures, such as those decided in Italy, France, Spain and United Kingdom have not been experienced in Western Europe countries for centuries, and their effects in contemporary population’s mental and physical health is largely unknown.»
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De Anónimo a 14.01.2021 às 10:32

J-AM, temos um dos mais incompetentes desgovernos de sempre, "onde cabe um mundo inteiro de (ir)responsabilidades, por acção ou por omissão".
Mas já reparou _ e o Sr. como advogado ainda vê melhor que ninguém _ como têm todos tanta "competência" (e "técnicas" de se lhes tirar o chapéu!) para viverem de expedientes e esquemas? Tem-se a percepção de que é nisto que consomem as energias todas. E com tanta artimanha em que pensar para tapar os embaraços e varrer tudo para debaixo do tapete, evidentemente que não lhes sobra grande tempo para administrar o resto, ou seja, governar. 
 
Talvez não fosse má ideia, começar-se já nas próximas eleições, a enviar sinais a estes senhoritos que nos tomam por seus vassalos. Como as sondagens valem o que valem, é bom lembrar que os resultados desse Dia serão "mesmo" a melhor e mais fiável amostra da "tendência" geral dos portugueses. (Convém estarmos cientes disso quando formos depositar o nosso votinho.)
Cumprimentos.
LS
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De Anónimo a 14.01.2021 às 12:41

Se o descontentamento é grande, o sinal que lhes enviarmos deve ser proporcional. Que seja grande o susto. Só isso os levará a perceber que não contemporizamos. No pasarán!  
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De João-Afonso Machado a 14.01.2021 às 17:29

Caros senhores anónimos: estivemos - e talvez estejamos - entregues a criminosos «de delito comum»: até porque já não há criminosos políticos, felizmente.
Como advogado (reformado) não vivo nem nunca vivi de «expedientes e esquemas». Vivi sempre dentro das regras do normativo processual e houve apenas uma vez em que estive para ser expulso da sala - quando disse ao juiz que as leis da República nada me valiam. Adiante.


Resta a questão do voto. quando um faz do seu o que quiser. Eu opto por o dar a um português genuíno e puro (vd. comentário supra): Tino de Rans.
Melhores cumprimentos
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De João-Afonso Machado a 14.01.2021 às 17:22

Senhores comentadores anónimos: eu, monárquico de sempre vou votar em quem já votei nas anteriores: no Tino.
Porquê? Por chacota?
Não, respeito-o muito e conheço-o pessoalmente.
Apenas porque é um português puro. Nas passadas eleições alcançou pouco menos votos do que o candidato PCP.
É um caminho: poderia votar em branco; mas dou mais significado ao voto num homem de origem simples, de profissão simples, de uma inteligência que o destino não deixou fosse aproveitada, sério (até prova em contrário) e que se tiver um bom score, vai enverganhar a parlapatonice da esquerda toda e fazer Portugal pensar.
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De Anónimo a 14.01.2021 às 18:22

Para desfazer um possível mal-entendido, o comentário sobre as "competências" de uns quantos para viverem de "expedientes e de esquemas" referia-se OBVIAMENTE àquelas que deviam canalizar a sua energia e o seu tempo na governação.  O sr. durante a sua actividade profissional teve, certamente, de lidar de perto com muitas situações semelhantes e por isso, o comentário continha um elogio, porque considero que como advogado experiente está mais apto a "topá-los" a léguas, antes de qualquer um de nós, ou seja, " vê melhor que ninguém" 
(De forma alguma o comentário iria noutro sentido, já que se mais não fosse, porque o meu pai também foi advogado. E, já agora, monárquico também.)
Os melhores cumprimentos
LS


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De João-Afonso Machado a 14.01.2021 às 19:26

Entendido.
Já agora, ao meun respeito - ou a minha homenagem - ao Senhor, seu Pai.
 Renovo os meus cumprimentos
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De Anónimo a 15.01.2021 às 08:12

J-AMchado, agradeço as suas palavras. E o meu Pai tenho a certeza de que iria dar-se muito bem neste blog.
Um bom fim de semana e os meus cumprimentos.
LS
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De pitosga a 14.01.2021 às 14:37


João-Afonso Machado,
tirando o de 'há um ano atrás', texto bom como é seu hábito.
Estamos entregues a criminosos de delito comum — é assim?
Quem será quem os liquida? i.e., fazer passar ao estado líquido.
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De Anónimo a 14.01.2021 às 17:12

Caro sr., permita-me a intromissão. A Geringonça fez um rombo na democracia com as suas experiências novas com a esquerda radical. Os resultados estão à vista até hoje: criou enormes tensões políticas e polarizou a sociedade, "simplificando" a própria Democracia com a divisão em 2 blocos antagónicos.  Portanto ficou tudo muito mais "simples": para equilibrar, façamos agora a mesma experiência, mas na área oposta. Pode ser que assim passem ao estado líquido! E de caminho até mudamos de direcção, em vez de irmos no rumo de um dos países mais pobres da UE.
Devem começar a perceber quanto antes(1), que há muita gente disposta a explorar "outras possibilidades" de sinal contrário. 


(1) O "quanto antes" pode ser já nestas eleições.
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De João-Afonso Machado a 14.01.2021 às 17:30

Peço desculpa, lapso meu: leia sff, comentários acima.

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