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De consciência tequila:

por Vasco Lobo Xavier, em 13.12.17

 

Vamos lá ver se a gente se centra no essencial.

 

Há uma IPSS que desenvolve uma actividade importante e muito meritória, a Raríssimas. Como acontece com várias IPSS, das suas receitas constam dinheiros públicos, muitos, mecenato e a clássica generosidade dos portugueses. Ao que parece, e nenhum facto concreto foi negado pela principal visada (não confundir com a instituição), a sua dirigente (Paula Brito Costa) atribuía-se ordenados e regalias que se afiguram a todos enormemente exagerados para quem lidera este tipo de IPSS e fazia despesas que fariam corar Salomão. E meteu lá o filho (que curiosamente dá pelo nome de César mas parece não haver ramificações familiares açorianas), o marido (gestor de armazém?!?...) e até um amigo com quem viajava amiúde e que veio a ser Secretário de Estado do Governo Socialista de António Costa (aquele apoiado pelo BE e pelo PCP). Há quem possa querer ver nisto má língua mas as respectivas foram mostradas por ambos em fotografias brasileiras de que não sou responsável. Seja como for, a coisa tornou-se pública.

Perante este cenário, e todos sem negar as alegações, João Galamba acusou o Governo anterior; a arguta jornalista de investigação que não vê um palmo à frente do seu nariz (e não será por falta de espaço) quando as coisas são com ela e o namorado em Formentera apressou-se a acusar Maria Cavaco Silva por apoiar a IPSS; e o Ministro Vieira da Silva declarou-se de consciência tranquila.

Vamos lá ver. Esquecendo o Galamba e as suas imbecilidades habituais de empurrar tudo o que há de negativo nos dias de hoje para o Governo anterior, há que explicar a Câncio que Maria Cavaco Silva apoiar uma IPSS importante não quer dizer nada. O facto de a IPSS Raríssimas ser apoiada por Maria Cavaco Silva, Ramalho Eanes, a Rainha Letícia, Marcelo Rebelo de Sousa e muitas outras pessoas de boa fé não inocenta Paula Brito Costa de qualquer acto ilegal, se é que existe, nem transforma aqueles em cúmplices de qualquer atitude menos própria da dita senhora. O facto de diversas pessoas darem a cara ou emprestarem o seu nome por uma IPSS que parece (e será) meritória não se confunde com actuações menos próprias da pessoa que dirige a IPSS. E o que fica dito vale também para Vieira da Silva enquanto Vice-Presidente da mesa da assembleia geral da dita instituição: nessas funções, ele não tinha necessariamente de se aperceber de qualquer irregularidade ou excesso que porventura se tivesse verificado na actuação da dirigente da Raríssimas. Isto parece-me evidente.

Posto isto, temos que nos centrar no essencial e aí Vieira da Silva não escapa. Foram feitas várias denúncias a organismos e instituições e ao próprio Ministério tutelado por Vieira da Silva de factos graves que constituem sérias acusações sobre a actuação de Paula Brito Costa à frente daquela IPSS. Denúncias feitas desde Agosto de 2017 e cujo teor não deixa margem para dúvidas. O Ministro Vieira da Silva nunca foi claro nas declarações que proferiu mas ficámos a saber uma de duas coisas: ou os serviços que tutela foram incompetentes na posterior actuação de investigação que fizeram (isto é uma evidência) ou houve tentativa de nada fazerem e concluírem (esta é a única segunda hipótese). Em qualquer dos casos, o responsável é ele.

E em qualquer dos casos, atenta a ligação de Vieira da Silva e seus familiares à pessoa responsável pela Raríssimas, a suspeita é grave e o responsável último é ele. E está de consciência tranquila?!?

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4 comentários

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De Anónimo a 14.12.2017 às 08:54

Sabe o que é que me irrita tanto em Portugal? Toda a gente ser chamada de doutor(a) e a falta de escrúpulos e de de sentido de ética de certas pessoas!
Ontem vi uma entrevista a uma das pessoas que trabalha(ou) na associação a referir-se à presidente da associação como a "doutora Paula". Deram-me uns vómitos e desliguei a televisão.
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De Anónimo a 14.12.2017 às 09:47

Denúncias feitas desde Agosto de 2017

Quer-me parecer que a inatividade do ministério durante 4 meses nada tem de, propriamente, anormal. 4 meses está perfeitamente dentro do tempo de reação típico de um qualquer ministério português, quer o ministro seja Vieira da Silva quer seja qualquer outr@. Os ministérios portugueses só reagem mais rapidamente que 4 meses quando está em causa qualquer escandaleira que apareça na televisão; se não aparece, o mais típico é o ministério reagir no prazo de 1 ano.

Quero eu dizer: nada há a criticar no facto de o ministério não ter reagido desde agosto.
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De O SÁTIRO a 15.12.2017 às 04:40

depende meu caro...
depende do plano de ação anual....depende da existência de muitas queixas....depende da gravidade.......e neste caso..do alarme social...
a queixa passou numa TV...coisa rara.....já os trabalhadores pedem intervenção do governo
conclusão..4 MESES FOI MUITO.....principalmente pk há conflito de interesses entre ministro e viajante á conta da raríssimas
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De O SÁTIRO a 15.12.2017 às 04:36

li, já não sei onde, que vieira da silva aprovou as contas da raríssimas antes de ir para o governo..
portanto, SABIA DA MAROSCA   ele não é analfabeto.....as contas não são de muitos milhões......e tb viajou para a suécia....logo....CONFLITO DE INTERESSES...
hoje entrou em cena o PCP.......arménio disse o óbvio ( num país civilizado, não na mona dele)  tem que se provar as acusações contra v da silva
obviamente
o significado de ele abrir a boca   em politica é importante.....depois do C CÉSAR ter tirado o tapete ao vieira......é um diktat do pcp ao kosta:  vieira não pode cair....!!!
e com a influência que o pcp tem nos media, PJ, algum MºPº   adivinho uma reviravolta nisto tudo..
por alguma razão o MºPº...PGR     NÃO ESCLARECE NADA........e sobre a professora e os exames...saltaram noticias no jornais....
a entrada do pcp vai mudar o processo...como explico no blog.....pk tem muito a defender com vieira....amendoins....rebuçados.....sindicatos    etc.....etc....
e assim se vê a força do pc

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