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Dar e Receber

por Vasco Mina, em 01.05.14

Dar e Receber é um Projeto que ontem teve o seu início. Iniciativa da Sociedade Civil e com liderança da Cáritas e da EntrAjuda. É uma plataforma digital de partilha que reúne quem precisa de receber e quem pode dar. De uma lado as pessoas que podem doar bens equipamentos e talentos e, do outro lado, pessoas que precisam de receber. Estas duas instituições que, genuína e efetivamente, apoiam, no terreno, quem realmente necessita de apoio, juntaram várias instituições e pessoas neste projeto. Todos os que queiram poderão ajudar: basta querer! Quanto ao processo é simples bastando, a título de exemplo, olhar para o carrinho de bébé que se quer dar mas não sabendo a quem. Agora passamos a ter a resposta e alguém receberá!

Tendo em atenção quem dá a cara (Isabel Jonet e Eugénio da Fonseca) muitos dirão que é mais uma forma assistencialista de dar ajuda. Mas eu pergunto: porque só vemos ajudar aqueles que são classificados de assistencialistas? O que fazem aqueles que criticam? Nada! Nem querem pois entendem que cabe ao Estado fazer. Para os assistencialistas é a necessidade que o outro tem que os faz mover. Para os estatistas é o sistema que tem de resolver o problema de quem precisa. Recordo sempre a velha frase de JF Kennedy: "Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela." Foi o que fizeram a Cáritas e a EntreAjuda.



6 comentários

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De Anónimo a 01.05.2014 às 10:57

Ignora, ou finge ignorar,que o presidente da Cáritas é o mais critico  do governo e sempre tem dito que em primeira linha deve estar o estado, não a caridade.
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De Anónimo a 02.05.2014 às 10:11

Vasco, o que diz não tem grande lógica e nem sequer sabe do que fala. Eu sou pai, viúvo, e tenho dois filhos e a minha mãe a meu cargo. Recorro com frequência à minha junta de freguesia para ir buscar livros escolares em segunda mão, roupa e sapatos para os meus filhos, que a junta recolhe. Eu agradeço, mas o que eu quero acima de tudo e isso o Vasco é incapaz de perceber, porque não consegue mesmo, é deixar de ser pobre, é sair da minha condição, por mim e sobretudo pelos meus filhos. Essa  tarefa compete ao Estado, aumentando os subsídios às familias, promovendo a economia, etc. . Eu entendo que o Vasco não perceba do que estou a falar, mas vou tentar explicar-lhe de outra forma. Os bombeiros voluntários apagam fogos e todos lhes devemos muito por isso. Mas a melhor maneira de combater os incêndios florestais é evitá-los, limpar as matas, fiscalizar e ordenar as florestas. São os próprios bombeiros que se queixam que arriscam a vida porque o Estado não cumpre esse seu papel, que é o principal de todos.
Vasco, as pessoas precisam de caridade quando são pobres, mas não gostam de caridade, gostam é de não ser pobres. Quando o Vasco, um dia em que esteja a dar em mãos um par de sapatos ou um pacote de comida a um pobre (deve fazê-lo trodos os dias, já que acusa os outros de o não fazer), olhe nos seus olhos directamente e tente perceber que mais do que gratidão, têm vergonha nos seus olhos.  Ninguém quer isso, está a ler o que estou a dizer?
Antes que alguém me acuse de ter coisas acima das minhas possibilidades, tenho dinheiro para ter internet, sim, porque é a maneira mais barata de tentar arranjar emprego. 
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De Vasco Mina a 02.05.2014 às 13:00

Gostaria de o tratar pelo seu nome mas não me é possível. Mesmo assim vou responder, pela 1ª vez, a um comentário anónimo. Percebo (melhor do que pensa) a sua situação. O que referi, no meu texto, é a atitude de quem, como eu, tem possibilidades de ajudar e não o faz porque considera que a ajuda depende apenas do Estado. Por isso destaquei e aplaudi a inicitiva destas duas entidades. Para os estatistas o Estado tem de fazer tudo e aqueles que contribuem para minimizar o mal de quem está numa situação idêntica à sua são classificados como assistencialistas. Por outras palavras quis dar destaque ao papel da contribuição da sociedade (seja a título inidvidual seja a título colectivo) nas situações de pobreza. Eu recuso-me (é uma opção minha, obviamente) a olhar para quem precisa e limitar-me a considerar que é o Estado a unica entidade que pode ajudar. Certamente não resolverei o problema de base mas seguramente poderei dar uma ajuda a cada momento. È essa a minha experiência pessoal de quem colaborou e colabora com várias entidades da chamada sociedade civil. Mas, claro, concordo consigo quanto à situação de base: compete ao Estado garantir a sobrevivência digna dos cidadãos!
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De Anónimo a 02.05.2014 às 14:42

Obrigado pela resposta, Vasco, foi simpático da sua parte. A única coisa que eu queria é que pensasse no que digo, porque ninguém a quem o Vasco presta a sua caridade lhe vai dizer isto directamente. Só quis dizer que o principal é a função do Estado, não dos particulares, como o Vasco pensava. Eu sei que quem dá tem orgulho em dar, mas isso não compensa de maneira nenhuma a perda de dignidade e auto-estima de quem recebe. A vida é tramada, mas é assim. Só mais uma coisa, se dá aos outros, obrigado e eu um dia posso precisar também do que o Vasco dá, mas isto não é um concurso sobre quem dá mais e quem dá menos. Deve haver mais gente a criticar o governo, comunistas e socialistas, a também dar do que é seu, sem fazer alarde disso.

Eu fico a ler aquela frase do Kennedy como um burro a olhar para um palácio, salvo seja ;). Mas é bonita, o raio da frase.

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De se ficar à espera do Estado... a 03.05.2014 às 00:44

Nunca o Estado,qualquer estado,chegará a todos os que precisam.E quando isso acontece alguém deve tomar a iniciativa para que :
"à hora do jantar vale mais uma malga de sopa que mil teorias"(Eça de Queirós,esse grandessíssimo reaccionário).
Mas nada disto iliba o Estado.
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De Anónimo a 09.05.2014 às 23:02

boa noite na vossa instituição tem alguma área de financiamento. Estou em desespero não consigo credito .maria pt

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