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Da criação

por João Távora, em 06.02.24

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Li por aí que se calcula terem já habitado a Terra cerca de 108 biliões de pessoas, considerando o ponto de partida há 50.000 anos, com o “casal inicial”. Para se chegar a este número foram usados dados históricos e arqueológicos, bem como estudos da ONU sobre o aumento populacional ao longo da história. Mais curioso para nós leigos, é que o método usado pelo demógrafo Carl Haub do Population Reference Bureau não tenha sido aquele que aparentemente seria mais lógico regredindo nas gerações e somando todos os ascendentes de cada um dos 7 biliões de seres humanos actualmente vivos. A formula usada foi o de uma pirâmide com início no ano 50.000 a.C., a partir do "casal inicial" da nossa espécie (Adão e Eva?), e cujos descendentes se multipliquem até chegar aos actuais 7 biliões.

Se a demografia é uma matéria fascinante, atrai-me mais conjecturar sobre a questão existencial que o assunto levanta. Ou seja, por este estudo semicientífico (porque segundo leio implica alguma especulação) já viveram na Terra 108 biliões de pessoas como eu, como cada um de nós, seres únicos e irrepetíveis, cada vida uma história particular, cada um com o seu drama, tragédias, alegrias e tristezas, dores e consolos. Como é que é possível que esta criação não possua um sentido existencial superior é algo que parece não fazer qualquer sentido. É ilógico reduzir-se a humanidade a um mero acaso. A consciência de nós mesmos, o anseio de liberdade, o desejo de amor e de beleza, multiplicado por tantos indivíduos únicos e irrepetíveis que alicerçam a nossa História, reclama um sentido superior à nossa existência. Jesus Cristo afirmou-o e lançou o mote para a modernidade: “E quanto aos muitos cabelos da vossa cabeça? Estão todos contados” (Mateus 10:30). Cada pessoa como templo único e irrepetível de Deus.


18 comentários

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De IMPRONUNCIÁVEL a 06.02.2024 às 20:16

SEM ALTERAR A QUESTÃO DE ‘DEUS’, não será legitimo perguntar?


50.000 OU 200.000 ANOS?

Mas a atual ciência afirma que os primeiros humanos, iguais a nós, aos da nossa actual espécie (‘homo sapiens sapiens’), surgiram há 200.000 anos a sul do rio Zambeze, numa área correspondente ao atual Botswana, Namíbia e Zimbabué (ver a publicação deste dado na prestigiada revista científica ‘Nature’, num estudo coordenado por Vanessa Hayes, do Instituto Garvan de Investigação Médica de Sydney, na Austrália).


SER-HUMANO?

Mas em que ano começou o «ser-humano»?

Será esse ano (50 mil ou 200 mil, ou outro), o do começo do seu «corpo»?

Então, se o «ser-humano» coincide com o início de um «corpo anatómico e molecular especificamente humano» (isto é, se não se puder separar «Corpo» de «Ser») qual é o ano em que isso ocorreu?

Todavia, se o «ser-humano» não estiver condenado ao «corpo anatómico que lhe serve de casa», que idade terá? Quantos terão existido? Quantos ainda existirão?

Um «ser-humano», assim desligado do seu «corpo», estará ainda «vivo», ou já terá «morrido»?

 

O QUE DIZ A ACTUAL CIÊNCIA SOBRE ISTO?

CORPO HUMANO? … Mais de metade do corpo humano não é de facto humano. As células consideradas humanas perfazem apenas 43% da contagem total, o resto são bactérias do microbioma” (Ruth Ley, Max Planck Institute, 2018). “Geneticamente somos mais micróbios do que humanos” (Rob Knight, Universidade da Califórnia/San Diego/EUA, 2018).

--- VIDA?... “Um sistema químico autónomo capaz de seguir uma evolução darwiniana, originado a partir de matéria inerte através de processos de auto-catálise (moléculas com a capacidade de criarem cópias de si mesmas) e de processos de auto-organização (moléculas com a capacidade de criarem espontaneamente estruturas mais complexas a partir de estruturas mais simples)” (Gerald Joyce, NASA, 1994/2013; Otto Sijbren, 4jan2016, Nature Chimestry).

 

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De IMPRONUNCIÁVEL a 06.02.2024 às 21:12

PORQUE NASCEMOS, SE MORREMOS?” (foi o título do debate e exposição realizado no ‘Museu do Ser-Humanono passado dia 30 de novembro de 2023).

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De IMPRONUNCIÁVEL a 06.02.2024 às 21:24

CORPO e SER...


“Hashem Al-Ghaili, cientista que trabalha na Universidade de Berlim (Alemanha), criou a solução para a natalidade através do “primeiro ventre artificial do mundo”. A solução, designada “EctoLife” consiste em 75 laboratórios separados, que conseguem acomodar 400 cápsulas de crescimento, capazes de replicar as condições do ventre de uma mãe. Cada um destes laboratórios é capaz de incubar 30 mil bebés por ano, com o crescimento a poder ser monitorizado diretamente através do telemóvel dos donos destes procriados (ditos pais»). Os «pais» (que estejam dispostos a pagar) poderão escolher diversos aspetos genéticos dos ditos «filhos»: como altura, tom de pele, inteligência, etc.” (The Next Web, 22 dezembro 2022).


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De RR a 06.02.2024 às 21:30

Então o meu caro não passa de um conjunto de moléculas impronunciáveis , sendo que, menos de metade (43%), é humana. É isso?
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De IMPRONUNCIÁVEL a 06.02.2024 às 22:34

Essa sua conclusão apenas é válida por ter optado pela ideia de que o Corpo (macaco, anatómico, darwinista) é o mesmo de que o «Ser». 
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De IMPRONUNCIÁVEL a 06.02.2024 às 23:35

Responderei à sua pergunta no comentário adiante, por não caber aqui.
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De Anónimo a 06.02.2024 às 21:10

"Quem somos, de onde vimos, para onde vamos ? "...
E não há volta a dar-lhe...
Juromenha
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De Cá não há bar a 07.02.2024 às 08:47

Já perguntava o guarda noturno ao Bocage.
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De cela.e.sela a 07.02.2024 às 09:07

estou cansado de aldrabões incompetentes.
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De IMPRONUNCIÁVEL a 07.02.2024 às 10:14

Portanto, das duas uma:

Ou, o «Ser-Humano» é uma associação pluricelular e molecular de milhões de seres vivos que convivem em simbiose e reciprocidade mútua dentro do «Corpo Humano», não sendo nenhum deles;

Ou, em alternativa, é um deles e ainda não sabemos qual é nem a que escala está.


Ou, é algo que está em todas as Partes não estando em nenhuma totalmente (como disse Giordano Bruno em 1584), e nesse caso seria uma espécie de fantasma imaterial. ii) Ou, é uma Parte, e nesse caso é um corpo concreto dentro dos outros a uma escala diferente.

 

Ou é um fantasma imaterial; ou é um corpo concreto. Mas não é de certeza o «Corpo Humano» tal como o definimos atualmente.


Mas seja como for, nalgum lugar tem de estar.

 

O que nos conduz à pergunta: De que modo o «ser-humano» e o seu agir podem ser investigados como uma coisa, como um corpo? Onde está o «ser-humano»? Onde está efetivamente o seu corpo ou a sua coisalidade (como disse Heidegger)?

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De IMPRONUNCIÁVEL a 07.02.2024 às 10:22

No início de qualquer curso de biologia e antropologia ensina-se ‘como o corpo morre’. 

Diz-se que é um processo que passa por quatro fases. Que, em 64 dias em média (dependendo da temperatura, da humidade, e da pressão), ficam apenas os ossos. Sujeitos à diagénese, num processo de decomposição do colagénio (proteína) e dos minerais que pode demorar anos ou décadas, e até pode fossilizar.

 

As perguntas dos Colegas - nessa iniciação à biologia antropológica, quando somos jovens estudantes - ficam-nos para sempre na memória. Perguntamos uns aos outros: «mas o Ser-Humano morre logo, ou também agoniza durante esses 64 dias até ao Corpo desaparecer?»

 

Porém, depois disso desfilam centenas de relatos etnográficos dos comportamentos humanos em sociedades e culturas, as mais diversas, de Oriente a Ocidente e de Norte a Sul.

 

E para nossa estupefação, nesses dados empíricos da Etnografia, o «Ser-Humano» não é o «Corpo» feito de proteína e minerais que desaparecia em 64 dias. Mas um espírito viajante e mutante com a capacidade de se metamorfosear.


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De IMPRONUNCIÁVEL a 07.02.2024 às 10:30

Em 3 de dezembro de 2016, a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, convidou-me para proferir uma ‘conferência’ na Fundação Eng.º António de Almeida no Porto. Intitulei-a, “O Corpo em Mutação”.

Comecei por dizer o seguinte:

--- Em 2013, uma equipa da Universidade de Pittsburgh fabricou um coração com células estaminais retiradas da pele.

--- Em 2014, na Universidade de Nova Iorque, foi possível criar Vida a partir de um cromossoma sintético desenhado em computador por uma equipa de sessenta biólogos moleculares.

--- Em 2015, através da manipulação de proteínas, a equipa do prémio Nobel Erik Kandel conseguiu dar a memória da juventude a um rato idoso que a tinha perdido.

--- Em 2015, no Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest nos EUA, uma bio-impressora 3D conseguiu imprimir estruturas ósseas e musculares, que se converteram em tecido vivo funcional com vasos sanguíneos.

--- Em 2016, na Universidade de Sidney começaram a experimentar medicamentos que substituem os efeitos fisiológicos do exercício físico no corpo humano.

 

OU SEJA… da pele fizemos um coração. Com uma bio-impressora fizemos tecido vivo. De proteínas refizemos a memória. Com a bioquímica substituímos os efeitos da atividade física feita com as pernas e os braços.

 

Vamos substituindo as partes do Corpo, umas por outras. Porém, o agir propriamente humano e a consciência-de-nós não se perdem. Essa substituição não afeta a coisalidade do «Ser-Humano».


ONDE ESTÁ O «SER-HUMANO»? O que queremos dizer, quando dizemos "a sua criação"?

 

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De Francisco Almeida a 07.02.2024 às 11:03

Admiro as convicções coragem de João Távora, que, no geral partilho (as convicções, não a coragem).
Não se discute nem se ensina Fé mas, em termos de simples inteligência, aceito mas tenho dificuldade em perceber os que, observando o mundo com as suas leis físicas, acreditam numa origem por acaso.
Mas João Távora pode ser actualizado e corrigido. A população mundial já ultrapassou os 8, não está nos 7, e são mil milhões, não biliões. 
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De João Távora a 07.02.2024 às 11:23

Agradeço a correcção. Agora pergunto: um bilião não corresponde a mil milhões? Confesso que os grandes números às vezes me confudem, que eu sou de letras
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De Anonimus a 07.02.2024 às 11:54

Um bilião é um milhão de milhões. Em português, e penso que na Europa.
Billion, em "amaricano, são mil milhões. 
Os camaradas brazucas também usam este, como bilhao.
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De Francisco Almeida a 07.02.2024 às 12:01

Em inglês (e americano)
One billion = 1.000.000.000
One trillion = 1.000.000.000.000
Em português 
Mil milhões = 1.000.000.000
Um bilião = 1.000.000.000.000
Mil billões = 1.000.000.000.000.000
Um trilião = 1.000.000.000.000.000.000
Como sabe a língua inglesa tornou-se dominante e muitos estudantes têm inclusivamente de recorrer a livros técnicos em inglês. Acresce que os "nossos irmãos" brasileiros, traduziram do americano (com a particularidade de dizerem bilhão) e, assim, a minha correccção pode bem ser uma caturrice em vias de extinção.
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De IMPRONUNCIÁVEL a 07.02.2024 às 11:52


Por mais Conhecimento que o «ser-humano» consiga e acrescente, para mim, a questão de ‘Deus’ está sempre para além.

 

O Conhecimento de que o «ser-humano» é capaz, pode alterar as fronteiras daquilo que se sabe ou compreende em cada época, mas nunca alcança ‘Deus’.

 

O ‘Impronuncialismo’ partilha a mesma Fé que João Távora aqui tão bem expressa. No sentido de que, independentemente da opção religiosa ou científica, acredita n’«O Que Há-de Vir», que, por ainda não ter cá chegado e não sabermos sequer ‘o que é’, ainda, por isso, não temos palavras para o pronunciar. É ‘impronunciável’ nesse sentido pleno da assumpção da Fé. Não nos remetendo ou condenando ao silêncio, ao acaso, ao laicismo, ao agnosticismo, ao niilismo, e às outras formas de existência sem-Fé que atual ciência e epistemologia nos querem convencer.

 

 Ou, como disse Kimitake Hiraoka:

--- “Dizem que o que transforma este mundo é o conhecimento. Percebes o que quero dizer? Dizem que nada mais pode mudar alguma coisa neste mundo. Dizem que, apenas o conhecimento é capaz de transformar o mundo. Mas, eu digo que o deixa exactamente como é. Quando olhas para o mundo com conhecimento, percebes que as coisas são imutáveis e, ao mesmo tempo, estão em constante transformação. Podes perguntar que bem isso nos faz. Vamos considerar a questão deste modo: o ser-humano possui o conhecimento para tornar a vida suportável. Aos animais, isso não é necessário. Os animais não precisam de conhecimento, ou de qualquer coisa do género, para tornar a vida suportável. Porém, os seres-humanos sem fé precisam do conhecimento para suportarem a intolerabilidade da vida que essa sem fé lhes acarreta. Embora, essa intolerabilidade não seja minimamente reduzida. E é tudo.”

(Yukio Mishima, pseudónimo de Kimitake Hiraoka</a>, 1959, in “The Temple of the Golden Pavilion“) 


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De marina a 07.02.2024 às 20:21

é impossível ser um acaso. impressões digitais únicas , iris únicas , padrões de  listas de zebras únicas , cada indivíduo  é mesmo único. tudo ordenado , equilibrado , sinfónico.  como era possível a nona sinfonia ou a mona lisa  ou crime e castigo  resultarem de um acaso? 

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