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Críticos e comentadores de Paulo Rangel:

por Vasco Lobo Xavier, em 30.08.15

Neste país é tudo feito em cima do joelho. Assisti às declarações de três críticos (Francisco Assis, Marques Mendes e Marques Lopes) de Paulo Rangel e nenhum pareceu ter ouvido (ou lido) exactamente o que Paulo Rangel disse. Ou ficaram pela rama, o que é grave no caso de comentadores pagos para isso e muito grave no caso de um político em campanha, pois evidencia tentativa de enganar os ouvintes.

 

Paulo Rangel disse: “Foi durante este Governo, não é obra do Governo, não é mérito deste Governo, mas foi durante este Governo que pela primeira vez em Portugal houve um ataque sério, profundo e consistente à corrupção e à promiscuidade.” (sublinhados meus, evidentemente)

 

Ora isto é inequívoco, é um facto, é indiscutível, o próprio Marques Mendes o assumiu (o que é hilariante, face às críticas que proferiu).

 

E o cuidado de Paulo Rangel em evidenciar que isso “não é obra do Governo, não é mérito deste Governo” impede qualquer comentador sério (e político sério) que tenha ouvido a totalidade das declarações de dizer que as afirmações de Paulo Rangel indiciariam alguma intervenção do poder político no poder judicial. Se perceberam assim, perceberam mal, e, se não ouviram a totalidade das declarações, deveriam abster-se de comentar ou de fazer ataques políticos.

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10 comentários

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De João. a 30.08.2015 às 17:06

Eu não ouvi a totalidade das declarações mas parece-me que você também não uma vez que esqueceu de mencionar a parte que está em questão na polémica:


"Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação?” ou que “o maior banqueiro estaria sob investigação?”

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De José Manuel Faria a 30.08.2015 às 19:10

Estas é que são as questões em causa.
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De Vasco Lobo Xavier a 30.08.2015 às 19:11

Eu pensei que estava a escrever para bons entendedores e, assim, não precisava de referir a criação do mundo.
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De João. a 30.08.2015 às 22:47

Por mim não tem que mencionar a criação do mundo mas apenas a criação da polémica em questão - enfim, as declarações que são a sua causa material.


Se eu disser que você não era íntegro na sua profissão quando o PS estava no governo mas o é agora que o PSD foi eleito eu estou a colocar em causa a sua idoneidade - nomeadamente se o PS for reeleito. E pouco importa para o osso da questão que eu diga que a sua conversão à integridade quando o PSD governa não decorre de uma solicitação directa do partido ou do governo. 
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De Vasco Lobo Xavier a 31.08.2015 às 00:53

Sim, mas isso já tinha referido em post anterior, não vou estar a repetir-me. Você faça as leituras que quiser sobre quem quiser sobre idoneidade, o ponto não é esse. O ponto é que aquilo que Paulo Rangel disse é um facto, o próprio Marques Mendes o admitiu.


A propósito, relembre todas as declarações de Soares e Cª sobre Sócrates e imagine o rodopio de telefonemas que seria se os seus amigos estivessem no poder.
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De João. a 31.08.2015 às 04:05

Aquilo que você cita de Rangel neste post não desfaz o carácter polémico daquilo que Rangel disse. Esse é o meu ponto. Pouco importa que Rangel diga que o PSD não é o responsável pela suposta boa acção da justiça durante o seu governo, mas a própria justiça, uma vez que ao mesmo tempo dissemina a suspeição sobre a idoneidade da justiça se o PSD não for governo e for o PS.
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De Vasco Lobo Xavier a 02.09.2015 às 01:43

Não se trata de justiça, trata-se de investigação. Todos nos lembramos de investigações que foram sustidas em momento em que os investigadores consideravam que ainda não tinham tido oportunidade de exercer toda a sua actividade. Isto hoje não seria possível.

E não é por causa do governo, é pelo clima.

Outra coisa evidente: o clime é importante. Por isso é que hoje os magistrados tendem a desculpar menos fuga aos impostos, brigas domésticas e violência conjugal, violação de menores, o clima social varia e influencia os magistrados, como seres humanos e que são. Isto é um facto. O que Rangel disse é um facto.

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De João. a 02.09.2015 às 04:01




O que Rangel disse é que se fosse com o PS no governo não havia processos a primeiro-ministros ou a banqueiros. Se isto é um facto então a justiça é corrupta.



Depois, como julgo que deve saber melhor do que eu (por alguma razão presumo que é formado em direito), quando se trata de investigar alguém que está em exercício do cargo de PM os impedimentos institucionais, legais até, constitucionais, são maiores. Não deve ser muito fácil aprovar buscas em casa ou escutas telefónicas do PM em exercício - seja de que partido for


Então, na verdade, até pode ser que Rangel tenha sido mais idiota ainda - é que se estamos a falar de Sócrates durante o governo do PS, ele foi investigado (portanto durante o período em que era PM).  Se estamos a falar do período em que ele é preso então já não se trata do PM; ao fim de contas isto que torna o presumível PM investigado durante o mandato do PSD, Passos Coelho, que é o PM em exercício.  


Enfim quanto mais se pensa no que disse Rangel mais a coisa fica pior.
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De monge silésio a 30.08.2015 às 20:38

Os Lopes ou os Delgados eriçaram-se com as declarações de Paulo Rangel. Este não disse nada de novo e manifestou um ponto de vista. Nem tem nada a ver com o M.P. ou osTribunais : só neste país em que a iliteracia tem adjetivo de excelência (em que se é premiado) é que se pode concluir tal proposição. O assunto Sócrates é político como é judicial. Como político, tratem - no como tal, como judicial está a ser tratado.
A liberdade de expressão e de opinião serve só para os jornalistas do troco politico e da bola?
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De Laranjeira a 31.08.2015 às 00:17

Só o PS e a esquerda é que podem politizar impunemente os casos judiciais dos OUTROS. Fizeram-no e fazem-nos com os submarinos, com o caso dos Sobreiros, com a Tecnoforma, etc., mas se alguém chamar o PS à pedra por causa do Sócrates estar PRESO por actos de corrupção cometidos num governo socialista, ai qu'horror, isso ninguém pode fazer. Tretas. Há muita gente sem vergonha na cara.

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