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Nos últimos oito dias, duas afirmações de António Costa merecem reflexão pois levam a acreditar que passou finalmente a optar por uma oposição séria e intelectualmente honesta. Primeiro, admitiu que hoje estamos numa situação bastante diferente, para melhor, do que há quatro anos, quando o PS deixou Portugal na bancarrota. Diz que o fez para “valorizar factores positivos” no país, o que equivale a dizer que considera existirem factores positivos na governação dos últimos 4 anos. É um começo. Uma posição bastante diferente daquela que é usual no PS, a de criticar por criticar, criticar até o que deveria ser louvável.
Depois, numa conferência promovida pelo “The Economist”, António Costa admitiu que é um erro definir estratégias nacionais que ignorem as negociações a 28 na União Europeia. Afirma que não se pode prometer um resultado que depende da incerteza negocial com várias instituições e múltiplos governos de orientações diversas. Está, obviamente, cheio de razão. Falta agora explicar aos portugueses porque anda o PS há 4 anos a prometer aos portugueses um cenário que depende exactamente de negociações com várias instituições e múltiplos governos, ignorando a incerteza negocial, mas isso ficará certamente para os próximos dias.
António Costa tem plena razão nestas suas duas intervenções. Talvez por isso o PS e a restante oposição andem furiosos com ele. Não gostam da razão nem da realidade. Chatice.
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Esses que por aqui andam a desconversar(ou a virar...
Não é obrigado a saber, pois parece-me ser você um...
a quem aprecie as ditaduras
A mim o que me provoca nervoso (e nem é miudinho) ...
A chamada Comunicação Social tem uma enorme, enorm...