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Costa, o rigoroso

por henrique pereira dos santos, em 19.10.22

Tenho um amigo, bastante discreto, de maneira geral, mas a que vale a pena dar atenção de cada vez que faz um comentário, porque é muitíssimo rigoroso.

Por coincidência, mandou-me ontem um mail que me serve que nem uma luva para o post de hoje.

Comecemos por notar que houve dois ou três comentadores aqui do Corta-Fitas a falar da falta de rigor das previsões de Vítor Gaspar, um clássico da esquerda que não quer reconhecer o que Passos Coelho fez, nem a forma miserável como o Partido Socialista tem usado a mais despudorada mentira, para contar histórias da carochinha sobre as responsabilidades dos diferentes partidos.

Claro que para falar da falta de rigor dos orçamentos do tempo de Passos é preciso esquecer a comparação com o rigor das previsões de terceiros: 1) uma famosa primeira página do Público, em Outubro de 2012, previa uma queda do PIB até 5,3% em 2013 (foi de 0,92%); 2) praticamente um ano depois o mesmo Público afirmava que Bruxelas considerava um segundo resgate como "largamente inevitável"; 3) o Partido Socialista, no início de 2012, afirmava a pés juntos que o país estava numa espiral recessiva indiscutível; 4) um ano depois continuava com a mesma lenga-lenga;  5) e o Bloco de Esquerda, com a queda para o teatro que tem, falava em austeridade perpétua, etc., etc., etc..

E é aqui que a chamada de atenção deste meu amigo para este artigo do JN (na verdade, a mesma informação está por todo o lado, é feita a partir da Lusa) é muito útil porque escuso de ser eu a responder a estes comentadores, deixando esse trabalho a Costa, o rigoroso.

"É muito importante nestes tempos nós conseguirmos preservar a credibilidade internacional do nosso país e conseguirmos preservar a estabilidade financeira do nosso país"

"Costa, que é o primeiro-ministro em exercício desde 2015, explicou à plateia que o ouvia no cine-teatro Capitólio que "Portugal tem uma dívida grande" e no momento atual, de aumento da inflação, "os bancos centrais aumentam significativamente as taxas de juro". Daí a necessidade de prosseguir uma política de redução da dívida pública reduzir os encargos do Estado".

""Estas medidas de apoio social que estamos a dar... Não teríamos condições de dar se estivéssemos a pagar as taxas de juro que pagávamos quando nós chegamos ao Governo", concluiu António Costa."

Agora, caros comentadores (e jornalistas que hoje acham muito importante estar a criticar Montenegro por umas afirmações menos felizes sobre o facto do PS estar travestido em furioso defensor das contas certa, em vez de se concentrarem na metamorfose de António Costa dos santos últimos dias), é só lerem o que escreveu Costa, não à luz da realidade de hoje, mas à luz da realidade do momento em que o Partido Socialista, incluindo António Costa, chamaram a troica, por não terem presente os sábios conselhos de António Costa dos santos últimos dias.

Nessa altura perceberão como António Costa, e o Partido Socialista, sempre souberam que Passos fez o que lhe era possível fazer, no gravíssimo contexto que lhe foi entregue pelo Governo do Partido Socialista, que Sócrates chefiava.

Mas se quiserem perceber mesmo bem quem é António Costa, façam o que o meu amigo rigoroso fez, mas que nenhum jornalista se entretém a fazer.

Comecem por ler este parágrafo final da peça do jornal: ""Estas medidas de apoio social que estamos a dar... Não teríamos condições de dar se estivéssemos a pagar as taxas de juro que pagávamos quando nós chegamos ao Governo", concluiu António Costa".

Depois vão aqui, ver quais eram as taxas de juro em Novembro de 2015, quando Costa chega ao poder, e quais são as de Outubro de 2022.

2,30% quando Costa chegou ao poder, 3,35% nesta altura.

Agora voltem a ler o tal parágrafo: ""Estas medidas de apoio social que estamos a dar... Não teríamos condições de dar se estivéssemos a pagar as taxas de juro que pagávamos quando nós chegamos ao Governo", concluiu António Costa".

Claro que nada disto tem muita importância, é verdade que Costa governou com uma situação muito favorável no que diz respeito a taxas de juro, por comparação com Passos, e é verdade que grande parte da distribuição que Costa fez (e que poderia ter sido usada para amortizar dívida que hoje nos permitiria estar muito mais bem preparados para o que aí vem, como diz António Costa dos santos últimos dias, ao contrário do que dizia o António Costa habitual) só foi possível por causa da folga que as baixas taxas de juro lhe deram.

Costa, o eternamente rigoroso, jamais perderia a oportunidade de dizer mais uma mentireta para reforçar a grande mentira sobre as responsabilidades do Partido Socialista e de Passos Coelho na triste rampa descendente em que vivemos: é mais forte que ele a volúpia de saber que pode dizer impunemente estas coisas e rir-se da quantidade de idiotas que nas redacções dos jornais continuam a tomar o que diz Costa pelo valor facial das suas palavras, em vez de, sistematicamente, verificarem cada afirmação de Costa que seja verificável.


35 comentários

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De Carlos Sousa a 19.10.2022 às 11:05

Por acaso é engraçado ver o rigor com que os rigorosos comparam as austeridades. Ora dizem estas luminárias que esta austeridade é tão ou mais grave que a outra austeridade boazinha do Passos. Pois é, mas se tirarmos as palas dos olhos e olharmos à nossa volta vemos que:
-O IC19 está cheio de carros a qualquer hora. 
- Os restaurantes estão a abarrotar. 
- Os centros comerciais idem.
Agora é que tem razão de ser a famosa frase do Passos Coelho " não sejam piegas".
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De henrique pereira dos santos a 19.10.2022 às 14:36

E sobre o post tem alguma coisa a dizer?
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De Carlos Sousa a 19.10.2022 às 14:58

Sobre o post não, sobre o autor do post sim.
Não percebo como é que uma pessoa perfeitamente lúcida ao desmascarar o embuste covid, não tenha o mesmo discernimento ao comparar as diferentes formas de governo. A não ser que tenha a mesma visão do actual líder do PSD, Luís Montenegro, quando em 2012 disse que as pessoas estavam pior mas o país estava muito melhor.
Que eu saiba este governo não me tirou o 13°mês, não me meteu nenhum imposto extraordinário e não foi tirar nenhum dinheiro às reformas contratualizadas.
Eu compreendo que se queira reabilitar a imagem do Passos Coelho, mas não o façam à custa da mentira, por favor.
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De henrique pereira dos santos a 19.10.2022 às 15:13

Percebo que não queira dizer nada sobre o post: isso permite-lhe pedir menos mentiras, não tendo em atenção que o post tem a demonstração do que é um mentiroso
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De Carlos Sousa a 19.10.2022 às 18:11

Felizmente qualquer trabalhador ou reformado dessa altura sabe perfeitamente quem é que está a mentir.
Não é por repetir muitas vezes que a mentira se torna verdade, e quem sentiu na pele o roubo descarado e desproporcionado das medidas dificilmente se irá esquecer. 
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De henrique pereira dos santos a 19.10.2022 às 18:18

Vamos a factos: Costa disse que os juros que herdou eram maiores que os que agora pagamos, é falso.
O camarada Carlos diz que foi Passos que lhe tirou o 13º mês, quando foi Sócrates (foi ele que gastou o seu dinheiro).
Por fim, não se preocupe com o que o povo sabe: Passos ganhou as eleições em 2015.
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De Carlos Sousa a 19.10.2022 às 18:37

"O camarada Carlos diz que foi Passos que lhe tirou o 13º mês, quando foi Sócrates (foi ele que gastou o seu dinheiro)."
É pena o camarada Henrique confundir a estrada da Beira com a beira da estrada. Quando corrigir essa dislexia vai ver que a vida faz muito mais sentido.
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De Anónimo a 19.10.2022 às 19:21

"confundir a estrada da Beira com a beira da estrada".


Vejo que o Carlos Sousa não conhece mais expressão nenhuma, é a 2ª vez
este mês que a escreve em matérias de que pelos vistos desconhece tudo.


Fica-se cada vez mais limitado, a idade é lixada e, sem exercitar o cérebro,
então vai-se tudo num instante.
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De Carlos Sousa a 19.10.2022 às 19:40

Não confunda a obra-prima do Mestre com a prima do mestre de obra.
Gosta mais assim?
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De Luis a 19.10.2022 às 22:01

Não seja anjinho, quem faliu o país e chamou a troika acabando por aceitar um empréstimo de mais do que 75.000 milhões de euros e onde Portugal se comprometia a tomar medidas duras foi o PS com o sr Sócrates ao leme e não o Passos que herdou a bancarrota socialista e ficou depois com o menino nas mãos ou você acha mesmo que alguém gosta de aplicar uma série de medidas impopulares e de ser insultado diariamente como passos o foi ao executar o programa de ajustamento que repito, não só foi uma consequência direta da governação socialista como ainda foi negociado e contratualizado por ela. Ou não me diga que o Sócrates e o Teixeira dos Santos não eram do PS?  Bom se acredita que Passos e todo o seu governo aplicaram uma carrada de medidas impopulares por desporto e que gostavam de ser insultados então a sua época preferida do ano deverá chegar já em Dezembro com aquela personagem vinda da Lapónia.
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De Carlos Sousa a 19.10.2022 às 22:30

Pois, o Eduardo Catroga estava lá só a tirar fotografias. 
E parece que era o Passos que dizia à boca cheia que aplicava a austeridade em dobro.
O problema não era o gostar de aplicar medidas impopulares, o problema foi a ganância de ir ao pote, nem olharam a meios para atingir os fins.
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De Luis a 20.10.2022 às 01:21

Por falar em ganância de ir ao pote, agora até tem lá um PM que, há uns anitos atrás se vendeu por 20 moedas à extrema-esquerda para se agarrar ao tacho e, pasme-se é do PS. E pasme-se também Sócrates era do PS (por mais que queira culpar o Passos foi Sócrates quem faliu o país e quem originou a necessidade de se recorrer à troika ou já não se recorda que nem dinheiro para 1 mês de ordenados havia?). Quanto à ganância do Passos e ao ir para lá aplicar austeridade em dobro, veja só que Portugal, ao contrário do que se vaticinava saiu do programa em 4 anos ao invés dos 8 pensados inicialmente (mesmo período que a Grécia)... Mas se calhar isso foi mau, se calhar para si era melhor ter ficado no campeonato da Grécia com juros bem lá em cima durante mais uns bons anos. Enfim não gostou da austeridade (eu também não) mas não consegue perceber que o causador é quem merece o foco da reprovação e não o que veio limpar a asneirada de anos de governação irresponsável à la socialista. Mas fique descansado está a começar a levar com a mesma receita e novamente cortesia de governação dos socialistas - como gosta muito deles espero que a si lhe calhe austeridade em dobro daquela que bate e baterá à porta da maioria dos portugueses que é para ficar verdadeiramente feliz com o seu querido PS. Aliás a triplicar que é para apreciar mesmo bem o socialismo. Enfim já percebi que para você o que interessa é a cassete xuxa e não o que se passou, por isso, argumentar consigo ou com um calhau é igual, aliás o calhau ao menos consegue ser imparcial, responde sempre o mesmo seja sobre quem for sem olhar a cores políticas. 
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De Carlos Sousa a 20.10.2022 às 10:37

Pois é, a dor de cotovelo é tramada, mas agora não há nada a fazer, tens de aguentar mesmo os 4 anos. Não sejas piegas.
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De Anónimo a 20.10.2022 às 22:26

Inestimável Carlos Sousa
Tem ele que aguentar, tenho eu que aguentar e tem você que aguentar.
Como se calhar nós os dois aguentamos melhor que você aí à beira do IC19...
Eu aguento de certeza.
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De Anónimo a 20.10.2022 às 22:22

Continue a escrever.
Mais uns 3 ou 4 comentários e só me falta o seu número de télémóvel.
Ignorante em tudo.
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De Anónimo a 20.10.2022 às 22:19

Gosto muito mais, muito obrigado.
Alguém lhe disse que você tinha graça e acreditou ou é mesmo bronco de todo?


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De Anonimo a 19.10.2022 às 16:20


Faltou um gigantesco par de $#%#"$% ao PS (saía o Sócrates, entrava o rigoroso Costa. E se fosse preciso o Bloco e o PC ajudavam) para governar o país após chamarem a Troika, como tinham legitimidade democrática para o fazer. Preferiram dar ao pedal.
Aí queria ver a redistribuição.
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De Anonimo a 19.10.2022 às 14:47

-O IC19 está cheio de carros a qualquer hora.

Sempre esteve, mesmo com a troika


- Os restaurantes estão a abarrotar. 
Estão? Quais?



- Os centros comerciais idem.
Passear nas lojas ainda não custa dinheiro
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De Anónimo a 19.10.2022 às 16:58

É com prazer que verifico que o Carlos Sousa continua vivo e com a qualidade habitual, ou seja, absolutamente nenhuma.


Não perca tempo com ele que já só vem aqui, desistiu de outras paragens.
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De Anónimo a 20.10.2022 às 11:58

Passos Coelho foi só o melhor 1º Ministro da Democracia.

https://observador.pt/programas/ideias-feitas/o-odio-a-passos-e-proporcional-ao-seu-merito/

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De Ricardo a 19.10.2022 às 11:19


https://boasabertasneo.blogspot.com/2022/06/as-noticias-nos-telejornais.html

Na actual visão da informação televisiva,são seleccionadas,em primeiro lugar,as notícias geradoras de choque ou de entretenimento,o que acaba por distorcer a percepção que os cidadãos têm da própria realidade e dos mais importantes acontecimentos na sociedade. Muitas das crenças hoje existentes sobre o mundo derivam das leituras efectuadas nos media e,principalmente na televisão. Mais precisamente,na visualização sobre a realidade que é feita na informação e sobretudo nos seus noticiários televisivos. Estamos nos actuais noticiários televisivos em presença de factos seleccionados pelo "interesse do público"(e por outros não confessados)menosprezando o "interesse público" dos acontecimentos.Hoje os media,cada vez mais,recolhem o "pulso da sociedade civil",interpretando e dando sentido à opinião pública.Por outro lado,decidem sobre o que devem pensar os seus eleitores e audiências,muito mais do que sobre como devem pensar. Quanto ao discurso televisivo,é um facto que o telespectador pensa estar diante da verdade absoluta,pois passa na televisão.No entanto,o que ele efectivamente está é perante a "verdade da representação". (do livro As Notícias nos Telejornais de Nuno Goulart Brandão, estudos dos telejornais de horário nobre de 2000 a 2009,da televisão generalista portuguesa)
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De O apartidário a 20.10.2022 às 22:59

"Hoje os media,cada vez mais,recolhem o "pulso da sociedade civil",interpretando e dando sentido à opinião pública.Por outro lado,decidem sobre o que devem pensar os seus eleitores e audiências,muito mais do que sobre como devem pensar. Quanto ao discurso televisivo,é um facto que o telespectador pensa estar diante da verdade absoluta,pois passa na televisão.No entanto,o que ele efectivamente está é perante a "verdade da representação". "----- Ora nem mais! 
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De Anonimo a 19.10.2022 às 11:40


Gosto de António Costa. Confio em António Costa. Vai ficar tudo bem.
Precisamos de um muro, acredito que os contribuintes dessas monarquias europeias muito em breve migrarão em massa para Portugal em busca de uma vida melhor.
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De Luis a 19.10.2022 às 22:04

Os nórdicos então até já se acotovelam nos aeroportos para cá chegar. Que tristeza de país e gentinha que nos governa! Vá todos a cantar a internacional e o Grândola Vila morena é já agora a gritar bem alto PS, PS, PS, vá todos em êxtase a caminho da cauda da Europa. 
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De entulho a 19.10.2022 às 14:43

ps ou o verdadeiro «CANCRO da MAMA»
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De pitosga a 19.10.2022 às 14:45


Como sempre a virgindade e a credibilidade só se perdem uma vez.


Abraço
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De pitosga a 19.10.2022 às 14:49

O rigoroso era um puto quando na Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa foi preciso intervir a polícia para que o rigoroso entregasse as chaves da Associação após ter perdido as eleições. Daí lhe vem o rigor (mortis).
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De Maria Oliveira a 19.10.2022 às 15:01

Não sou de partidos mas de pessoas e princípios.... na minha opinião  nem um nem outro , Passos ou Costa , tiveram vida fácil; pior para António Costa, em tempos de pandemia e guerras; Mas quanto ao rigor, sou de opinião, que em Politica, o rigor anda de lado, ou nem isso ; Haja pelo menos quem esteja atento, porque  o povo quer  respeito e transparência; 
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De Anónimo a 19.10.2022 às 17:47

Comentário apagado.
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De pitosga a 19.10.2022 às 21:39

Não seja reles.
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De Anonimo a 20.10.2022 às 10:33


Pior para Costa, juros baixos e injecção de capital via turismo. Foram só dificuldades. As pessoas ficaram com mais rendimento, mas disso foi resultado da baixa dos juros, foi tudo o Costa e a sua redistribuição.
Só tenho pena que esta excelência em pessoa não tenha, quando o Eng Socas abdicou, chegado à frente e assumisse as rédeas do país nesses tempos de facilidades.
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De mariam a 19.10.2022 às 19:36

Desde que Costa entrou uma casa custava 100.000 hoje custa 300.000.
Os pobres de hoje não ganham para casas.Hoje as casas só para ricos.
Não tivessem os meus filhos comprado à 9 anos hoje não teriam casa.
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De Anónimo a 20.10.2022 às 12:49

" há  9 anos "
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De Anónimo a 19.10.2022 às 23:16

Infelizmente Portugal não é uma monarquia, El-Rei Marcelo I e o Marquês António Costa ao leme era receita de sucesso.
Duque Pedro Nuno Santos, Baronesas Mortáguas e Cardeal Louçã, o Rasputine dos ricos.
Ninguém nos parava.
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De jo a 20.10.2022 às 11:28

"Claro que para falar da falta de rigor dos orçamentos do tempo de Passos é preciso esquecer a comparação com o rigor das previsões de terceiros: 1) uma famosa primeira página do Público, em Outubro de 2012, previa uma queda do PIB até 5,3% em 2013 (foi de 0,92%); 2) praticamente um ano depois o mesmo Público afirmava que Bruxelas considerava um segundo resgate como "largamente inevitável"; 3) o Partido Socialista, no início de 2012, afirmava a pés juntos que o país estava numa espiral recessiva indiscutível; 4) um ano depois continuava com a mesma lenga-lenga;  5) e o Bloco de Esquerda, com a queda para o teatro que tem, falava em austeridade perpétua, etc., etc., etc.."


Comparar afirações aos jornais com o apresentado em OE não é muito rigoroso, já agora.
O que se contesta é a afirmação dum suposto rigor que é atribuído a Passos, e a Gaspar, que não existiu. E não passa a existir porque Sócrates ou Costa são pouco rigorosos.
Considerar que um ministro das Finanças é um especialista destas coisas quando falha estrondosamente só porque os outros também falham, é como dizer que o Zandiga acertava as previsões porque os outros não acertam. Não! foram ambos farsolas, o Zandiga e Vítor Gaspar, porque ambos se arrogaram de conseguir fazer o que não sabiam. E o Zandiga ao menos não foi trabalhar para as pessoas com quem andou a negociar em nome do país..
Quem veio primeiro com a imagem da espiral recessiva foi um ilustre professor de finanças e santinho da direita chamado Cavaco.
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De henrique pereira dos santos a 20.10.2022 às 15:19

Muito obrigado por reconhecer, de forma clara, que afinal o que dizem sobre desempenho do governo de Passos Coelho não tem a menor importância, não passa de tretas dos jornais.

É raro, nestas discussões, encontrar pessoas com tanto fair play

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