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Contra-corrente

por Maria Teixeira Alves, em 28.01.16

Sobre esta coisa das estátuas serem tapadas em Itália, durante a visita do Presidente iraniano, Hassan Rouhani, e em França o Hollande ter cancelado o almoço com Rouhani porque não podia ter vinho. Só tenho a dizer uma coisa: quem recebe tem de agradar o convidado. O resto são tretas, más educações e obsessões desnecessárias.

Um rei se receber um convidado que come com as mãos, deve também ele comer com as mãos para não fazer o convidado sentir-se mal.

 

Gostava ainda de lembrar que a Michele Obama (mulher do presidente dos Estados Unidos) quando foi em visita de Estado à Arábia Saudita foi de cabelo destapado. 

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27 comentários

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De papaxuxas a 28.01.2016 às 16:40

Depreende-se deste artigo então que a Maria Teixeira Alves se for a um país muçulmano conservador estilo Irão ou Arábia Saudita não irá fazer qualquer alteração ao seu modo de vestir e irá exigir sempre um copito de vinho para acompanhar a refeição?


Ou que se, por exemplo, for ao Vaticano e entrar na Capela Sistina, irá certamente de camisola de alças e calções?


Afinal, é uma convidada e os outros é que têm que mudar os seus costumes e convenções para que a senhora não se sinta desconfortável.
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De Maria Teixeira Alves a 28.01.2016 às 17:08

Gostava ainda de lembrar que a Michele Obama (mulher do presidente dos Estados Unidos) quando foi em visita de Estado à Arábia Saudita foi de cabelo destapado. 



Um convidado não exige nada.
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De papaxuxas a 28.01.2016 às 17:50


"Gostava ainda de lembrar que a Michele Obama (mulher do presidente dos Estados Unidos) quando foi em visita de Estado à Arábia Saudita foi de cabelo destapado."


http://images.indianexpress.com/2015/01/michelle_em2.jpg


Deve ter mudado de ideias desde a visita à Indonésia...
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De Anónimo a 28.01.2016 às 21:29

Cara Maria Teixeira Alves,


de acordo com a notícia
"O reino abre exceções para mulheres estrangeiras, que não são obrigadas por lei a trajar o véu no país."
Portanto, foi apenas isso. Na arábia, apesar de ser o que se sabe em intolerância religiosa, para os estrangeiros de relevo, prefere dar uma imagem um pouco distinta.
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De EMS a 29.01.2016 às 14:04


Michelle Obama apresentou-se com véu negro quando visitou o Papa Bento XVI.


http://3.bp.blogspot.com/_Hw-yQLTJoHo/TIEYCuT1xiI/AAAAAAAAAEo/Iuft1RTK8jU/s1600/obama-pope-benedict.JPG
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De Joaquim Amado Lopes a 28.01.2016 às 18:09


Maria Teixeira Alves,
"quem recebe tem de agradar o convidado"
Concordo se trocar o "tem de" por "deve fazer o possível por". Nunca, de forma alguma, com o alcance que lhe dá.


Eu não fumo. Quem me visita, seja quem fôr, não fuma dentro da minha casa.
Se perguntar se pode fumar a resposta é "não". Não é "só um cigarrinho, se não se importa", "deixe-me abrir primeiro uma janela" ou sequer "preferia que não fumasse". No limite, a resposta é "nesta casa não se fuma". E se acende um cigarro é imediatamente posto na rua porque não admito que me faltem ao respeito na minha própria casa.


Se visito alguém em cuja casa se ande descalço, descalço-me à entrada.
Se visito uma família de vegetarianos não espero de forma alguma que me sirvam carne.
E se visito uma família de nudistas não os obrigo a vestirem-se mas não esperem que eu me dispa.

Quem recebe não obriga o convidado a visitá-lo. Se o visitante se sente incomodado com os costumes de quem visita, não o visita. E o visitante não pode, de forma alguma, insistir nos seus costumes se souber que isso incomoda quem o recebe. Ninguém deve ser obrigado a sentir-se incomodado na sua própria casa.


Pergunto-lhe, se no país do convidado é costume o anfitrião ceder a sua cama e cônjuge ao convidado, como deve proceder o rei de forma a não ser mal-educado?
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De Luís Lavoura a 29.01.2016 às 11:58

"Quem recebe deve fazer o possível por agradar ao convidado."

Claro. Tal como o convidado deve fazer o possível por agradar a quem o convidou. Estamos de acordo.

Neste ponto, eu considero que o presidente iraniano é demasiadamente e estupidamente exigente ao pedir que os seus anfitriões não consumam vinho (moderadamente, esperemos!) às refeições e que estátuas de nus não estejam expostas. Porém, considero também que não tem grande mal nem causa grande prejuízo satirfazer-lhe a vontade. Não faz mal nenhum uma pessoa manter-se sóbria numa refeição, e muita gente prescinde sem problemas de beber vinho à refeição; se o sr Hollande o fizesse por uma vez na vida, isso só lhe faria bem. E as estátuas continuam lá, não foram danificadas e podem voltar a ser destapadas mal o sr Rohani parta.
Portanto, não deve haver crise por causa destas ninharias.
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De PiErre a 28.01.2016 às 18:33

Que texto tão incoerente!
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De Anónimo a 28.01.2016 às 18:40

No tempo do rei D. Carlos era costume os reis terem à sua mesa o oficial do dia e a sua mulher. Uma vez, a mulher do oficial do dia, atrapalhada com a complicação dos vários utensílios que a rodeavam, bebeu a água do lava-mãos ... imediatamente, a rainha D. Amélia pegou no seu lava-mãos e bebeu. Mas isso era no tempo em que as pessoas tinham a noção de que boa educação é fazer o outro sentir-se bem, e que em caso de recepção isso compete a quem recebe! Aqui vemos ainda mais que isso - a grandeza duma rainha que faz questão em igualar-se a uma pessoa mais humilde para lhe poupar uma humilhação!
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De Joaquim Amado Lopes a 28.01.2016 às 19:37


Anónimo,
De que forma relaciona o caso que descreve com o que a Maria Teixeira Alves escreveu?
É que, tanto quanto sei, desconhecer as regras da etiqueta e ter sido educado segundo regras diferentes são coisas completamente diferentes.
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De Maria Joana a 29.01.2016 às 00:52

Não percebo a sua dúvida: a rainha D. Amélia fez com que a sua hóspede não se sentisse envergonhada, passando por cima da mera etiqueta e fazendo prevalecer uma regra universal - tanto quanto sei, a hospitalidade pode variar nas regras de boa educação em culturas diferentes, mas o seu objectivo, fazer a pessoa recebida sentir-se bem, é universal!
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De Joaquim Amado Lopes a 29.01.2016 às 15:29

Não percebeu mesmo. Leia o que escrevi mais uma vez ou duas vezes. Não é longo e é bem explícito.
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De João Távora a 28.01.2016 às 19:40

"Quando Renzi visitar o Irão, as autoridades, "por respeito", farão os enforcamentos nas traseiras do palácio."
Eduardo Cintra Torres
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De Maria Teixeira Alves a 28.01.2016 às 20:42

Bom, então não os convidem
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De Kruzes Kanhoto a 28.01.2016 às 21:36

Quando um sportinguista visita a minha casa não tapo os posters do Benfica... mas isso sou eu que devo ser mal-educado!
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De Maria Teixeira Alves a 29.01.2016 às 13:34

Pelo menos tem mau gosto ;) 
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De Kruzes Kanhoto a 29.01.2016 às 19:40

Também você! 
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De João. a 29.01.2016 às 17:32

O benfica é mais dar cheques-jantar aos árbitros. Quem quer colinho, paga.
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De Nuno a 28.01.2016 às 22:07

Tomemos por certa a sua tese.


Porque leva-lo ao museu se isso o ofende? Não é confrangedor para ambos uma porção de peças estarem tapadas? Receber bem é levar o homem a um sítio que enfatiza que uns sãos uns púdicos e outros uns depravados? Não tinham outro sítio onde o levar?
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De Anónimo a 28.01.2016 às 23:22

"quem recebe tem de agradar o convidado"



Só se fizer questão absoluta de o receber e assim sendo o imperativo advem
 de algum interesse.
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De Miguel A. Baptista a 29.01.2016 às 10:04



Ainda bem que nunca recebi em casa um esquimó. A tradição era para agradar ao hóspede disponibilizar a mulher para dormir com ele.


PS - De qualquer modo parabéns por ter tido coragem de escrever algo contra-corrente. A net funciona demasiado na lógica da "carneirada".
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De Sousa a 29.01.2016 às 12:01

"contra-corrente"? Andam distraídos o Miguel e a Maria. A maioria dos comentadores diz precisamente o mesmo que vocês dizem. 
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De Slade a 29.01.2016 às 12:34

Ceder à individualidade do outro implica uma reciprocidade que, caso não exista, cria um desiquilíbrio inaceitável.
Por exemplo: Quantas mesquitas existem em Paris? Quantas igrejas cristãs existem em Riade?
Eu, outro exemplo (neste caso mau exemplo), perante deus, que não existe pois não pode logicamente existir, escolho jamais ceder.

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