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Conclusão de um ignorante no assunto

por henrique pereira dos santos, em 16.09.16

Acho que estou finalmente a perceber.

O BE impôs o seu amado imposto sobre grandes fortunas em troca da aprovação do OE 2017.

O PS cedeu porque era preciso dar ao BE oportunidade para explicar ao seu eleitorado que, apesar de tudo, mais vale esta solução a ter a direita no governo, mas negociou as excepções necessárias para que o efeito prático da coisa não se notasse muito. Daí as excepções ao património produtivo e ao arrendamento.

O importante não é bem a receita arrecadada com isto (as grandes fortunas em Portugal são poucas e, de maneira geral, pequenas) mas poder dizer-se que finalmente as grandes fortunas que não pagavam IRS vão deixar de viver à custa dos pequenos contribuintes.

Parece-me um programa de governo muito inteligente para aplicar numa economia em que a falta de investimento, o capital para o fazer e a confiança para o mobilizar onde exista (geralmente fora de Portugal) anda pelas ruas da amargura.



12 comentários

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De SS a 16.09.2016 às 09:44

As grandes fortunas em Portugal são poucas porque quem pode já as desviou para o Panama e outras offshores.
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De Ora porra e + 3 = a 15 a 16.09.2016 às 15:02

Ainda me lembro duma entrevista a Jorge de Melo (da CUF) logo após o 25/4/74 à RTP e à pergunta sobre o dinheiro da Ciª que iria acontecer, a resposta foi:
- Já há muito que o dinheiro não está cá!
Por isso, veja se entende de vez... desde 1973 ou antes, já cá não havia nada...


Quando ao BE não se amofine.
Diga-nos só, quanto é que Portugal perdeu quando o irrevogável quis ser vice-1º ministro?
Olhe os telhados de vidro.
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De Fernando S a 17.09.2016 às 11:43

"Diga-nos só, quanto é que Portugal perdeu quando o irrevogável quis ser vice-1º ministro?"

Não perdeu nada !...
A crise politica foi em Julho de 2013, Portugal estava ainda sob resgate (acabaria 1 ano depois), não se financiava nos mercados.
A subida momentânea da taxa de juro no mercado secundário (compra e venda de titulos de divida já emitidos) mostrou apenas que os mercados ficaram então preocupados com a possibilidade de uma queda do governo e, sobretudo, de uma mudança de politica económica e financeira.
De resto, a taxa de juro da divida portuguesa voltou ao normal e continuou o movimento de descida vindo de trás logo que ficou claro que não apenas o governo não caia como a nomeação de um novo Ministro das Finanças não alterava o essencial da politica que vinha anteriormente a ser seguida com Carlos Gaspar.
E na altura não havia sequer a ajuda que há hoje por parte do BCE.
O mesmo não se pode dizer actualmente do aumento regular da taxa de juro, iniciado em meados de 2015 logo que os mercados (isto é, investidores, observadores, analistas, agências, etc) perceberam que o risco de mudança de governo e de politica era elevado e continuado a seguir às eleições de Outubro de 2015 até hoje.
Este aumento não é temporário, é progressivo, só não foi ainda maior porque há a ajuda do BCE, e está já, agora sim, a representar perdas reais para o pais em milhões em custos de financiamento nos mercados.
E o pior é que o pior ainda está para vir !! 
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De francisco menezes a 16.09.2016 às 12:22

No poder no tempo do PREC, o PCP meteu os ricos na cadeia; agora o BE quer apertar-lhes o pescoço com a conivência do PS. 
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De Anónimo a 17.09.2016 às 05:33

Bom... Não respondeu à pergunta do irrevogável... 
As verdades incomodam, leia a Bíblia...
É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, que um rico entrar no reino dos céus:
Mas aposto que esta já sabia...  
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De Fernando S a 16.09.2016 às 13:17

O busilis é precisamente que precisamos de manter e atrair mais "grandes fortunas" para Portugal para que se constitua capital e se invista.
Este tipo de medidas, sobretudo no nosso contexto actual (não somos os EUA, ou o RU, ou a Suiça, etc), mesmo que globalmente acabe por não atingir muitas familias, não resolvendo por isso sequer o problema das nossas contas públicas, é um sinal que vai no sentido exactamente oposto ao que deveria ser agora feito para dar do nosso pais uma imagem atractiva para os investidores em geral (sendo que estes têm sociológicamente muito a ver e financeiramente dependem em boa medida das ... "grandes fortunas").  
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De Ora porra e + 3 = a 15 a 17.09.2016 às 14:28

Desculpe lá!
Mas que grande fortunas é que querem vir para esta merdaleja aqui nos fundilhos da Europa e que só dá vinho e chouriças...
Se bem calha, pensa que isto aqui é o paraíso na terra...
Tenha um bom fim de semana patrioteiro...
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De Fernando S a 17.09.2016 às 20:13

Anda mal informado ...
O nosso pais não é "um paraiso na terra" mas também não é nenhuma "merdaleja" !... (até tenho algum distanciamento critico para o dizer porque vivi mais tempo fora do que dentro)
Desde há muito que há uma grande apetência por Portugal por parte de estrangeiros com algum poder economico e até mais do que isso.
Temos muitas limitações mas também temos muito para oferecer.
Claro que podia haver ainda mais e, em particular, mais investidores própriamente ditos (que não têm necessáriamente de viver em Portugal).
Mas para isso é preciso fazermos mais, muito mais.
O que é certo é que não é com atitudes fechadas e negativas como a sua que lá vamos. Antes pelo contrario.
Se ser "patriota" é amar o seu pais, desejar e fazer com que os estrangeiros também gostem e cá ou para cá venham, querer o melhor para o pais e os portugueses, então sim, sou "patriota" (mas parto do principio, e estou até convencido, de que voce também o é ... à sua maneira !...).
De qualquer modo, ser "patriota" não é incompativel com a consciência da nossa pequenês e do nosso atraso e com a critica de muito do que fazemos de mal.   
Agradeço e também lhe desejo um bom fim de semana ... sem "patrioteiros" a zurzir !... :)
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De Ora porra e + 3 = a 15 a 18.09.2016 às 05:29

(até tenho algum distanciamento critico para o dizer porque vivi mais tempo fora do que dentro)

Só para terminar:
Sempre vivi cá dentro na tal "merdaleja"... E nunca pedi ao ricos que me venham ajudar. Se procura uma mão para o auxiliar, procure no final do seu braço.
Estou de acordo consigo quando diz que temos muita coisa boa. É verdade! O que não presta é o povo que cá vive... deu por isso?
Gosto muito de Portugal!
O que detesto são os portugueses!
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De Fernando S a 18.09.2016 às 09:33

Portanto, estamos de acordo nalguns aspectos e em desacordo noutros...

Eu também não "peço [nem exijo !...] aos ricos que nos venham ajudar".
Acho é que é do nosso interêsse que os estrangeiros "ricos" venham investir, visitar e eventualmente instalar-se em Portugal e que, como é altamente improvável que venham apenas como missionários humanitários e pelos nossos lindos olhos, para isso temos de lhes dar em troca condições tais que ele vejam também interêsse próprio nisso.
É uma troca de serviços que só é viável e sustentável quando há vantagens para os dois lados.

Quanto a "detestar" os portugueses ...
Eu não "adoro" os portugueses, não tenho deles uma visão mitificada e idilica, trata-se de um povo que como todos os povos tem caracteristicas comuns com outros e tem também certas especificidades, uma mais positivas outras menos.
Uma vez ou outra, até já fui inclusivamente acusado por outros portugueses, normalmente "de dentro", de fazer apreciações "racistas" (?!!...) e "ofensivas" sobre os meus proprios compatriotas ("És um estrangeirado !..."). Acusações que considero infundadas, injustas e até discriminatórias. Como se a critica do que é português fosse apenas permitida aos portugueses "de dentro" e recusada aos estrangeiros e "estrangeirados". Poderia dar muitos exemplos concretos deste tipo de atitude (esta sim, "patrioteira") mas seria demasiado longo e fastidioso para aqui.
De resto, posso até reconhecer que já fui mais intolerante e mais orientado para ver os defeitos e não tanto as qualidades dos portugueses.
Mas, o tempo, a experiência e a "sabedoria" (passe a presunção !...) fizeram com que evoluisse para uma visão bem mais compreensiva e moderada sobre o que é e representa o ser português.
Os portugueses em geral não são em geral nem piores nem melhores do que os outros ; são diferentes e, como todos os outros, são únicos.
E, sobretudo, os portugueses somo nós todos, os "de dentro" e "os de fora", os "melhores" e os "piores", os "urbanos" e os "provincianos", os gordos e os magros, os "ricos" e os "pobres", os de "esquerda" e os de "direita", o "Ora porra" e eu ....
O mais natural e salutar é gostarmos de nós proprios e dos nossos próximos, por maiores que sejam os defeitos.
O "patriotismo" natural e salutar é simplesmente "amar" o seu pais e os seus compatriotas ... mesmo quando se critica, se diz mal, se desespera.
Neste sentido, quero acreditar que o "Ora porra" seja tão "patriota" ou "patrioteiro" quanto eu !!..
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De Ora porra e ! a 18.09.2016 às 15:16

Tanta letra, tanta letra para no fim, depois de espremido não deita nada.
Sou do centro de Portugal desde que nasci e só saí para defender(?) a "Pátria!
( Safar os diamantes da Diamang, o petróleo da Gulf Oil e as madeiras preciosas das fábricas do Norte, etc... etc... e mais não digo e não me chame estrageirado que ofende os meus pergaminhos de português que sou!
Já agora, leia (se quiser a carta que me foi enviada e assinada por Fernando Negrão (Ministro da Segurança Social) e Paulo Portas (Ministro da Defesa) 


Caro Antigo Combatente
Está concluído o processo respeitante ao requerimento apresentado por V. Exª  ao abrigo da lei 9/2002, de 11 de Fevereiro. Este é o primeiro grande esforço do Estado para reconhecer os mais de 400 mil Antigos combatentes que serviram a Pátria em condições especiais de dificuldade ou de perigo.

É com satisfação que lhe enviamos um vale postal no valor de 158,10 euros (desde o governo do vigarista já vai em 110 euros) referente ao Complemento Especial de Pensão  calculado de acordo com a contagem de 2 anos e 1 mês de bonificação do tempo de serviço.
O Sr. , como esteve muito tempo fora, terá este miserável papelucho?
Já está a ver porque me chama racista ? E os miseráveis que nem o tempo de serviço para a minha reforma me contaram são o quê? "Patriotas" porque roubam os seus concidadãos?
Recuso  ser patrioteiro.... 
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De Fernando S a 18.09.2016 às 23:01

Pelos vistos não percebeu (ou percebeu ao contrario) o que eu disse ....
Provávelmente porque, apesar de "tanta letra", não fui suficientemente claro.
Não o chamei "estrangeirado" ou "racista".
Disse antes que estas foram acusações que alguns me dirigiram, julgo que precisamente por eu não ter uma visão "patrioteira" do ser português.
Mas não faz mal, há mais vida para além de simples malentendidos !...
Li com interêsse a carta que transcreveu, noto e compreendo a sua amargura.
O assunto daria pano para mangas mas, fique descansado, não vou acrescentar mais "letras" às "tantas" que aqui já escrevi e que para si, depois de "espremidas", não deram "nada" !
Agradeço a atenção dispensada e desejo-lhe uma boa semana.

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