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Combate desigual

por João Távora, em 06.08.19

Francisco Sousa Tavares.jpg

(…) Concebido assim, nenhum Rei é obstáculo. A nenhum ideal político o rei é oposto. A nenhum homem e a nenhuma ideia. Só ele é por si, um princípio de síntese, de integração histórica dos contrários no processo evolutivo da vida nacional. Só o rei, só o princípio real, contem a força política autónoma que o torna «indiferente». O Rei não precisa de partido porque não é votado; não precisa de propaganda porque não é efémero; não precisa de conquistar o poder porque está para além do poder.

O princípio da autoridade, que nele se contém é como o fundamento da participação de todos nós no mistério do poder. Nas grandes crises nacionais, nas épocas em que a Nação busca ansiosamente rumo, como é a nossa, só o Rei tem a virtualidade de se identificar com todos e com ninguém, de «servir», de realizar todos os ideais sem com eles se confundir, de consentir todas as esperanças sem que uma exclua ou mate necessariamente as outras. (…)
Não será necessário que a Nação viva livremente e que como outrora, da pujança nacional brotem gradualmente as formas genuínas da liberdade, da convivência e da política do homem português?
E quem garante a vida livre da Nação? Quem tem por si o dom de El-Rei, o dom da serenidade no poder, o dom de deixar, sem medo, brotar a liberdade?  (...)

 

Francisco Sousa Tavares in "Combate Desigual - Ensaios" 1960



2 comentários

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De Luís Lavoura a 07.08.2019 às 11:56

Nas grandes crises nacionais, só o Rei tem a virtualidade de se identificar com todos e com ninguém

Um rei que se identifica com todos e com ninguém não tem qualquer utilidade prática na resolução de crises. Não influencia, não arbitra, é um zero à esquerda - tal como, por exemplo, a rainha de Inglaterra que, completamente desprovida de poderes políticos, nem pode fazer aquilo que atualmente se imporia - dissolver o Parlamento e convocar novas eleições. Nas grandes crises nacionais, aquilo que o País necessita é de um Presidente eleito, portanto com respaldo popular, que possa sentir o País e a sua vontade e intervir de acordo com ela.

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