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Chover no molhado

por henrique pereira dos santos, em 01.09.21

"Qual é a explicação para o facto de a vacinação não estar a conseguir contrariar este planalto?

Manuel Carmo Gomes não vê outra explicação se não esta: a presença da variante Delta. Esta nova estirpe “é altamente contagiosa” — o que faz aumentar a incidência. “Estamos com uma incidência muito elevada — de cerca de 2.300 casos em média por dia — quando comparada com a mesma altura do ano passado. Estamos aproximadamente com três vezes mais casos por dia do que estavámos nesse período. É uma diferença dramática”, considera. O especialista admite mesmo: “Se em abril/maio me dissessem que em agosto íamos ter esta cobertura vacinal e me pedissem para traçar uma previsão do número de casos, desenharia um cenário mais otimista. Infelizmente, com a Delta, as coisas complicaram-se”."

Esta peça jornalística (tinha escrito notícia, mas na verdade os jornais são hoje conjuntos de peças, não necessariamente notícias, como neste caso) é de 29 de Agosto, hoje é 1 de Setembro e o que se desenha é uma queda brusca de casos.

Veremos se se confirma, claro, mas se se confirmar, isso altera alguma coisa a credibilidade das explicações de Carmo Gomes?

Claro que não, pode continuar a dizer o que entender que boa parte do jornalismo repete, sem qualquer escrutínio.

Adenda de 2 de Setembro: os números de ontem foram artificialmente baixos por constrangimentos informáticos. Assim sendo, a queda brusca que parecia desenhar-se ontem não parece verificar-se, mas antes a relativa estabilidade (aparentemente descendente) que tem caracterizado os últimos dias.



10 comentários

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De Anónimo a 01.09.2021 às 18:02

« sábios eramos 7 ..um deles a modéstia não me permite dizer quem era »
oiço como novidades paleio que se dizia há 60 anos
porca miseria
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De Carlos a 02.09.2021 às 08:29

"Só sábios, sem contar comigo, éramos sete".
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De balio a 01.09.2021 às 18:08


Mas quereria o Henrique que os jornalistas se metessem a estudar a epidemia como se fossem especialistas na matéria?
O que os jornalistas têm a fazer é reportar aquilo que afirmam os cientistas todos. Aqui reportaram o que diz Carmo Gomes, será conveniente que também reportem o que dizem outros. O debate deve ser feito entre diferentes cientistas, não entre cientistas e jornalistas.
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De Anónimo a 01.09.2021 às 18:35

"pode continuar a dizer o que entender"...  que nunca será despublicado ainda  que a realidade o contrarie.
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De Anónimo a 01.09.2021 às 18:42


Defensores dos interesses da indústria farmacêutica têm sempre tempo de antena.

As actuais mezínhas da Pfeizer e da Moderna não são vacinas, vacinas contra o vírus chinês. São "barragens na estrada" que as variantes do vírus já ultrapassaram, vacilmente, como se constata pelo número de vacinados/hospitalizados.

Qué dos fármacos genuínos?. Será assim tão difícil criá-los ou será pouco oportuno para os interesses da indústria farmaceutica?.

Qué do poder político, o representante dos interesses do caidadão?. Não há quem ponha fim a isto?
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De Carlos Sousa a 01.09.2021 às 21:47

Se o Carmo Gomes também for pago como o Filipe Froes ou como o Pedro Simas a perda de credibilidade não deve ser o maior problema. 
O problema é que continuamos com esta palhaçada e não há ninguém ou nenhum partido que consiga parar esta loucura.
Será só até às eleições?
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De balio a 02.09.2021 às 17:42


Notícia de hoje:
"Há mais 2.830 infeções em Portugal, segundo o boletim da DGS desta quinta-feira que esclarece que 848 destes casos não foram reportados na quarta-feira devido a um constrangimento informático."

Portanto, a "queda brusca de casos" que o Henrique ontem assinalou neste post não passou afinal de um "constrangimento informático"...
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De henrique pereira dos santos a 03.09.2021 às 08:14

Sim, é o que diz a adenda do post, feita umas horas antes do teu comentário.
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De Anónimo a 04.09.2021 às 19:27


HPS, sabemos que há coisas humanas com as quais o lavoura vegeta por aqui. Deus é quem sabe o motivo.
«Chacun est autorisé pour être stupide, mais certains maltraitent le privilège».

ao
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De Elvimonte a 03.09.2021 às 00:19

“Se em abril/maio me dissessem que em agosto íamos ter esta cobertura vacinal e me pedissem para traçar uma previsão do número de casos, desenharia um cenário mais otimista. Infelizmente, com a Delta, as coisas complicaram-se”." (Manuel Carmo Gomes)


Portanto, ao contrário do verdadeiro cientista que apenas confia nos dados experimentais, ele desenharia um cenário mais optimista, algo que também podia ter sido afirmado pelo Prof. Karamba cuja bola de cristal teima em enganá-lo. A afirmação de MC Gomes é ridícula, não é digna de cientista que se preze e o Prof. Karamba, bem vistas as coisas, ficáva-nos mais barato. 



Além do mais, inferir-se da transmissibilidade de uma doença a partir de dados epidemiológicos sempre careceu de "prova provada" laboratorialmente. No meio de inúmeras variáveis, muitas delas desconhecidas, produzir afirmações categóricas sem confirmação laboratorial é uma completa negação de todos os princípios científicos.


Basta aumentar-se o número de testes, aumentar-se o cycle threshold (ct) do teste RT-PCR para se ter mais casos, hoje da delta, amanhã da variante teta (leia-se "téta"). Ora compare-se o número de testes por estes dias com o número de testes de idêntico período de 2020, com o mais que provável e velado agradecimento de todos os economicamente interessados, para onde o dinheiro dos nossos impostos se escoa.


Factualmente, aquilo que sabemos relativamente à variante delta é que a taxa de mortalidade dos vacinados é cerca de seis vezes maior do que a taxa de mortalidade dos não vacinados, conforme  Tabela 5, páginas 18-19 do relatório  "SARS-CoV-2 variants of concern and variants under investigation in England Technical briefing 19" publicado aqui
https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/1005517/Technical_Briefing_19.pdf , 
de onde podemos chegar a estas conclusões:
- vacinados, 2 doses: 28773 casos, 224 mortos, taxa de mortalidade 0,779%
- não vacinados: 121400 casos, 165 mortos, taxa de mortalidade 0,136%. 


Tal como na epidemia, também nas tempestades e nas inundações há personagens, entre eles jornalistas, que nos contam estórias de meter medo ao susto que a realidade se encarrega de desmentir. O vídeo tem 3 minutos e gera umas boas gargalhadas, até nos estúdios: 
https://newtube.app/user/Raw_Bacon/NsZgU6Z
  



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