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Cheias, fogos, pestes e afins

por henrique pereira dos santos, em 21.07.21

De vez em quando pedem-me comentários sobre alterações climáticas (raramente falo ou escrevo sobre isso por minha iniciativa).

De maneira geral é assunto de que fujo, e portanto sugiro que falem com outras pessoas que saibam mais que eu sobre alterações climáticas, mas respondem-me que é sobre as consequências de cheias ou fogos que querem que eu fale e eu, que gosto de falar (e também gosto de estar calado), acabo por dizer que sim.

O que quer que me perguntem sobre estas matérias, faço mais ou menos como Álvaro Cunhal: tenho um kit de respostas que é razoavelmente autónomo em relação às perguntas.

O primeiro ponto é o de que cheias, fogos, pestes e outros grandes fenómenos que tais são processos naturais que é estulto tentar dominar. Na verdade dizer isto é uma parvoíce da minha parte, não porque não seja verdade, mas porque não é isto que as pessoas querem ouvir e muita gente sente-se desconfortável, mesmo que sem consciência imediata disso, pelo facto de não sermos nós que comandamos os processos naturais.

O segundo ponto é que enfiar as discussões sobre este tipo de coisas nas discussões sobre alterações climáticas só serve para complicar: 1) construir em leito de cheia, sem ter em atenção o que é uma cheia e um leito de cheia, é uma asneira, com ou sem alterações climáticas; 2) com ou sem agravamento dos fenómenos meteorológicos extremos, controlar o fogo é gerir combustíveis, ou seja, gerir paisagens; 3) as variações de localização das espécies selvagens até pode depender de alterações climáticas, mas sem habitats favoráveis, o que depende da gestão dos usos, não se ganha muito em tentar controlar o clima; ... e por aí fora.

O resultado será frustrante para mim - acabo sempre a ser classificado como negacionista vendido aos interesses - e frustrante para quem me ouve, que em vez de ter uma justificação moral para a indignação do momento, dizendo que os outros são do piorio e se todos fizessem como eu o mundo seria um paraíso, acaba sem moral da história e com mais dúvidas que certezas.

Ter dúvidas é uma actividade muito cansativa e pouco compensadora.



5 comentários

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De Anónimo a 21.07.2021 às 21:34

a ó-nu e a ue da sra telha van
propõem-se impedir o planeta de produzir terramotos, emissões de lava dos vulcões activos. e períodos de monção
o Titanic afundou-se por ter chocado com o gugu durante o seu banho de mar
metam o nariz no cu-meta
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De Elvimonte a 21.07.2021 às 23:51

"Ter dúvidas é uma actividade muito cansativa e pouco compensadora." 


Ter dúvidas está na génese do conhecimento e para as ter é preciso pensar, uma actividade altamente consumidora de energia e, talvez por isso, "muito cansativa e pouco compensadora".


Tanto assim é que uma das teorias explicativas da paragem evolutiva do aumento da capacidade craneana sustenta que cérebros maiores, e por isso com maiores consumos de energia associados, não são compatíveis com a fisiologia do Homo Sapiens Sapiens. 


Seja como for, o que parece hoje indiscutível é uma erosão do QI médio das populações do mundo ocidental, que já se regista há décadas, não se sabendo bem quais as razões na origem do fenómeno.


Curiosamente, o mesmo se passa com as decrescentes contagens de espermatozóides, apontando-se para ambos os fenómenos, que se limitam ao mundo ocidental, causas ambientais, culturais e sociais.
 
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De Anónimo a 22.07.2021 às 12:20


pensar, uma actividade altamente consumidora de energia



O cérebro humano consome 20% da energia total consumida por todo o corpo. No entanto, que eu saiba ou tenha lido, não consome mais por pensar. Ou seja, consome mais ou menos o mesmo quer esteja a pensar quem não esteja.
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De Elvimonte a 22.07.2021 às 15:57

Por acaso já li que o facto de se pensar consome energia. Por experiência própria também tenho isso como verdade e raciocínios simples fundamentados na fisiologia e no princípio de conservação de energia conduzem à mesma conclusão.


Pense agora: quantos grandes mestres de xadrez são/eram obesos?
E continue a pensar: quantos laureados com o prémio Nobel em áreas científicas são/eram obesos?
Quantos conhece nestas áreas de actividade sedentárias? 
Porque penso, sei que correlação não é causalidade, mas mesmo assim não posso deixar de colocar estas questões.
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De Anónimo a 22.07.2021 às 12:25


cérebros maiores, e por isso com maiores consumos de energia associados, não são compatíveis com a fisiologia do Homo Sapiens Sapiens



Mesmo o tamanho atual do cérebro só é possível porque


(1) O Homem aprendeu a cozinhar os alimentos, o que lhe permite extrair deles quantidades extra de energia, que não teriam podido ser extraídas caso fossem consumidos crus.


(2) O Homem gasta muito pouco energia com os seus músculos, tendo-os subdesenvolvidos quando comparados com os de outros primatas. A generalidade dos primatas tem músculos muito melhores (mais fortes, etc) do que o Homem.

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