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Centeno dá facada no casamento com PCP

por Maria Teixeira Alves, em 03.12.15

Segundo a imprensa: “A protecção, sem limites, dos contribuintes” é a preocupação do ministro das Finanças quanto ao Novo Banco e Banif. Mário Centeno reconhece ser “um problema sério” e avisa que quer “zelar pela estabilidade do sistema financeiro”.

Ora  “proteger contribuintes” dos custos do Novo Banco e do Banif é o oposto das suas nacionalizações, defendida em directo na SIC por Jerónimo de Sousa. O líder comunista, alegado parceiro de António Costa, disse em entrevista recentemente que no seu partido: “Defendemos o controlo público da banca, neste caso concreto em que se corre o risco de vender barato um banco com esta dimensão [Novo Banco] e em que o Estado já pôs dinheiro e corre o risco de pôr mais. [Então], entrega à privatização e depois quem paga?”, começou por perguntar o líder comunista. “Mais uma vez a solução parece ser sempre a mesma. Esta realidade tem de ser tratada politicamente. Depois de tantos escândalos, depois do BPP, BPN, do BES, o que é preciso mais para acabar com esta sangria que estão fazer aos portugueses para acudir aos desmames da banca?”, interrogou Jerónimo de Sousa, antes de criticar o “falhanço redondo do sistema de supervisão”.

E o Bloco não era também defensor das nacionalizações? 


1 comentário

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De jo a 03.12.2015 às 16:41

Meter alguns milhares de milhões de euros do fundo de resolução no Novo Banco,
Vender o banco ao desbarato, sem ficar com controlo nenhum sobre ele,
Seguidamente meter milhares de milhões de euros na banca para ela não falir por causa do prejuízo do fundo de resolução, sob a forma de ações sem direito a voto.
Eis o processo que se está a preparar há algum tempo para o Novo Banco.


Isto tudo sem prejuízo dos contribuintes. Continuam a ter aquilo que pagaram: uma banca independente do poder político, isto é, do poder dos contribuintes (apesar de serem sempre eles a pagar).


Não sei porquê mas só me vem à memória um BPN turbinado.

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