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Cansaço

por henrique pereira dos santos, em 10.05.22

"Hospital de São João com "recorde triste" de admissões na Urgência na segunda-feira
Hospital registou o maior número de casos de urgência da sua história e cenário pode piorar. Diretor pediu "coerência" nas medidas sobre a Covid-19, lembrando que testes deixaram de ser grátis."

Título e lead de uma noticia do Observador que na verdade é da Lusa e por isso não sei se toda esta parvoíce é do director das urgências do São João (tenho-me cruzado com várias parvoíces dele sobre a Covid, portanto a hipótese não é de excluir) ou dos jornalistas da Lusa, em primeiro lugar, de vários outros sítios que reproduzem, acriticamente, este trangolomango.

Vejamos os números de Nelson Pereira, o tal director das urgências.

Foram atendidos 1022 doentes na urgência, na Segunda-Feira. Destes, 144 foram admitidos na área respiratória (menos de 15%) foram-no na área respiratória (ou seja, 85% dos doentes atendidos, seguramente, não tinham nenhuma relação com a Covid), e 53% testaram positivo (ou seja, cerca de 5%).

Daí eu não perceber o que tem a Covid com o recorde nas urgências, visto que 95% dos doentes não eram doentes covid.

"O diretor contou que “as pessoas continuam à procura de um teste”, teste esse que deixou de ser gratuito nas farmácias e em outros locais, e do documento que lhes permite não ir trabalhar quando está a fazer isolamento, “um isolamento que continua a ser obrigatório”, sublinhou".

Esta parte é ainda melhor: as pessoas Covid, ou potencialmente Covid, vão à urgência resolver um problema administrativo: fazer um teste sem pagar ou arranjar o papelinho que lhes permita justificar um isolamento obrigatório, mesmo quando não estão doentes.

Finalmente, tudo se esclarece: "Ainda sobre o aumento de incidência por infeção pelo vírus SARS-CoV-2, Nelson Pereira admitiu que a Queima das Fitas ou os festejos pelo título de campeão do FC Porto estejam a ter repercussões".

Os festejos do Porto foram no Sábado à noite, o vírus tem um período de incubação superior a dois dias, e na Segunda o recorde das urgências, com 95% de doentes não covid, já resulta desses festejos.

O problema não o vírus nem a Covid, é gente desta que diz coisas erradas e irresponsáveis porque estão fartos de ter doentes nas urgências que dirigem.

Parabéns à prima.



4 comentários

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De João Távora a 10.05.2022 às 17:48

Que enjoo! 
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De passante a 10.05.2022 às 23:37

Os festejos do Porto foram no Sábado à noite, o vírus tem um período de incubação superior a dois dias,


Uma das coisas deprimentes cá na paróquia é a qualidade tosca das malfeitorias, seja a pequena bojarda para as notícias, seja o desvio ou desfalque.


Falta de brio.



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De camaradas a 11.05.2022 às 03:35

O covid dá muito dinheiro aos directores de compras, convém manter o covid em alta...
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De balio a 11.05.2022 às 09:48


Conclusão: centenas de pessoas estavam com vontade de não ir trabalhar e, porque os testes nas farmácias agora custam dinheiro e os portugueses têm uma enorme tolerância para gastar tempo, mas nenhuma para gastar dinheiro, centenas de pessoas dirigiram-se às urgências do hospital para fazer o teste que, assim esperavam, lhes concederia o direito de passarem uma semana sem trabalhar mas a receber algum da Segurança Social. Infelizmente para elas, de todas as centenas que fizeram o teste, somente 53 conseguiram alcançar o seu objetivo.
É isto?

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