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Bons exemplos

por Convidado, em 18.05.20

estocolmo.jpg

Estou farto de estar a criticar e, por isso, decidi escrever sobre alguma coisa boa, o que é muito mais agradável mas muito mais difícil de encontrar no meio desta crise.

Ontem a Suécia ultrapassou Portugal no número de infectados confirmados. Nunca escondi o minha preferência pela estratégia sueca. Em primeiro lugar, por ser tendencialmente mais sustentável do que a nossa. Em segundo lugar, porque o Estado não trata os Suecos como inconscientes, como aconteceu em Portugal.

O futuro irá confirmar quem consegue melhores resultados. Mas confesso que independentemente do que acontecer, dificilmente deixarei de pensar que eles foram os campeões europeus do Coronavírus. Entendo a estratégia , aprecio a serena coragem e deliro com o respeito ao cidadão.

Não resisto a juntar o gráfico de infecções diárias do  worldometer da Suécia:

suecia.png

Ao contrario da generalidade dos Países, não se nota uma queda evidente das infeções ao longo do tempo, o que confirma as medidas mais leves e menos potentes de distanciamento social que a Suécia implementou. Suficientes, no entanto, para impedir um crescimento exponencial dos casos, como foi garantido por muitos autores.

Embora muito ligeira, descortina-se uma ligeiríssima queda das infeções, eventualmente explicada pela comunicada baixa de casos em Estocolmo, onde, supostamente, 25% da população já está infectada e por isso já existe um grau relativo de imunidade de grupo.

As mortes continuam a ser, para já, muito superiores aos outros países da Escandinávia, mas muito inferiores aos dos países mais fustigados pela letalidade. Em termos práticos, tudo está em aberto, mas já se nota uma diminuição expressiva das criticas á “louca roleta russa” ou “capítulo vergonhoso da história do pais” como já a vi ser citado. Um bom exemplo para continuarmos a acreditar ser possível a liberdade e o bom senso.

 

PS: Uma confinação menos severa, não foi determinada para atingir a imunidade de grupo e muito menos por interesses económicos. A consciência de que a pandemia será prolongada no tempo, tornou evidente a futilidade de medidas

José Miguel Roque Martins
Convidado Especial*

* As opiniões manifestadas pelos nossos convidados são da sua exclusiva responsabilidade. 



4 comentários

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De Anónimo a 18.05.2020 às 13:07

o problema não se resume a infectados
compreende quem mais rebentou com a economia
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De Anónimo a 18.05.2020 às 19:14

 A vantagem da estrategia Sueca, é que é melhor em termos sociais , económicos, e no final, acredito que idêntica em termos de infecções e mortes!
Jose miguel 
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De Txticulos a 18.05.2020 às 14:04

Nem de propósito, acabei de ouvir uma entrevista do responsável de saúde sueco, Anders Tegnell, à BBC no programa HardTalk.
https://www.bbc.co.uk/sounds/play/w3cszc1s (https://www.bbc.co.uk/sounds/play/w3cszc1s)
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De JPT a 18.05.2020 às 20:11

Lamento, mas neste (credo...) "novo normal", não haverá quem reconheça a evidência. Mesmo ao dia de hoje, a resposta aos números suecos assenta na batota emocional (a suposta dicotomia "vida - economia", como se o colapso económico não custasse vidas), na aldrabice pura e dura (frisando a baixa densidade demográfica da Suécia, quando a quase totalidade da população vive numa estreita faixa litoral no Sul e Leste do país e que 40% da população urbana é composta de imigrantes de primeira e segunda geração), na amnésia selectiva (comparando os números suecos com os dos países sujeitos a confinamentos extremos, e não com as projecções delirantes dos Buescus e Fergusons) e, claro, insistindo no número de mortos (75% em lares, onde as autoridades locais reconhecem o fracasso), ignorando que ainda vamos a meio das contas, e que os suecos já há muito estabilizaram os números de internados (as UCI estão a 40% do que estavam no pico) e de mortos (na segunda quinzena de Abril), e estão há dez semanas a aprender a viver com o vírus e não metidos num buraco, a esconderem-se dele - o que só não faz diferença para quem ache que a saúde mental e moral não fazem parte da saúde pública. PS: porque a "nova narrativa" é que, desde hoje, o sol brilha para todos nós, venho só dar conta que a creche da minha filha não reabriu, porque um membro do quadro "deu positivo" - o que quer dizer mais 15 dias de "confinamento" para a criança e de "teletrabalho" para a mãe dela - e que o restaurante onde tinha a minha "diária" não vai reabrir, porque o Sr. Manuel, que há 37 anos o explorava, não aguentou o fecho forçado e as regras da reabertura (e, assim, são menos 4 pessoas a trabalhar e a pagar impostos e menos uma tasca para portugueses na Baixa de Lisboa). 

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