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Segundo o Expresso de hoje, a lei da maternidade de substituição (vulgo barrigas de aluguer) entrou em vigor esta semana e já se encontram 53 casais registados. A minha opinião sobre esta lei já aqui e aqui a expressei. Referi então que estava a “porta aberta para a mercantilização do corpo da mulher”. Bem podem os defensores desta lei defender a tese de que que não haverá negócio pois a mulher gestante não poderá receber qualquer pagamento. Mas quais as formas de garantir que tal não aconteça? Num país onde é roubado material militar de um paiol e morrem 64 pessoas num incêndio em que ninguém assume responsabilidades efetivas em nenhuma das situações, percebe-se bem como irão evoluir os contratos entre a gestante e o casal de beneficiários. Aliás, como o próprio Expresso refere, 25% dos casais candidatos são estrangeiros. Mas a Lei está aprovada e com o apoio da agora candidata à Câmara Municipal de Lisboa que, lembro, “no final da votação fez sinal de vitória com o polegar para Catarina Martins. A líder do Bloco cruzou o hemiciclo para lhe dar um beijinho”.
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