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Na sua «consoante muda» de hoje, Rui Tavares faz um extraordinário contorcionismo político— e deixa a geringonça naquela atitude de despeito típica de quem se sente ultrapassado pela agilidade vaselínica dum parceiro ou camarada de trapézio.
Comentando o prejuízo dos trabalhadores independentes (serão eles livres?), diz Tavares, grande activista político:
«É uma pena (sic!) ver que a geringonça não tem por eles a mesma compreensão [caramba!] que tem pelos trabalhadores do Estado ou do privado [oi!].» E para concluir em grande, «Uma desnecessária e lamentável falha de solidariedade num exercício orçamental que na maioria dos seus outros aspectos é globalmente positivo».
Os trabalhadores a recibos verdes podem sofrer, mas em compensação — lá está! — podem ter uma certeza já garantida: ajudaram a aveludar a linguagem extrema-esquerdista.
Ora, como poderiam supor que teriam afinal um tão grande papel histórico!
Abençoada coligação, que tanto faz pelo país e pela sua gente..

Na foto, RT ainda bastante perplexo — ou nem por isso! … com os acordos parlamentares dos seus amigos.
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