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Eles esforçaram-se. Eles aclamaram Lula como herói do povo, do combate à pobreza e à desigualdade; eles esqueceram-se, zelosamente, de que esse combate foi feito a crédito, ou seja, a custo de uma dívida pública estratosférica, esqueceram a ladroagem do PT, e esqueceram, mais zelosamente ainda, quem foi e o que fez um homem, um estadista de nível mundial, chamado Fernando Henriques Cardoso.
Eles gritaram que a democracia está em perigo por prender um ladrão (um ladrão dos deles) e troçaram xenofobamente da justiça brasileira. Deram, até, voz a Catarina Martins, reaccionária e fascista, que condenou essa justiça em nome do seu entendimento especioso e encapotado de «democracia». A Tvi, numa editorial ralmente obscena, chegou a convocar José Sócrates para, do alto das suas acusações como corrupto, acusar os que condenaram um corrupto seu amigo, Lula.
Foi tudo em vão. Mesmo com a demora duma missinha (o pretexto do adiamento dá toda a medida do carácter da criatura) e uns quantos discursos patéticos, Lula, o corrupto, o ladrão, com sentença passada em julgado, limpamente condenado, foi preso.
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