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Os partidos políticos têm regulamentos eleitorais que definem, entre vários procedimentos, as condições necessárias para o exercício do voto. O pagamento de quotas é uma dessas e por esta razão a primeira ação em qualquer disputa eleitoral é conseguir que os militantes atualizem a sua situação. Percebe-se o porquê desta exigência e o natural seria que os militantes cumprissem anualmente a sua contribuição para o financiamento do partido. Refira-se que, no PSD (e no PS não deverá ser muito diferente), a quota anual tem o valor de 12,00€. Ou seja não é um custo elevado para a disponibilidade financeira dos militantes. No entanto e dado o afastamento da grande maioria dos militantes verifica-se que apenas uma parte cumpre com o pagamento de quotas. Por esta razão se assiste, ao aproximar-se um acto eleitoral, a um grande movimento de regularização de quotas em atraso. Mas o que fazer com aqueles que se esquecem ou mesmo não querem pagar? Os tais sindicatos de voto tratam do assunto e por isso se assiste com frequência (como de resto aconteceu nas Primárias do PS agora realizadas) ao pagamento por terceiros; ou seja, alguém financia e paga as quotas de muitos; por isso assistimos quer a queixas de militantes que questionam como lhes foi paga a quota quer ao pagamento de quotas de pessoas já falecidas. Com o passar dos anos foram sendo introduzidas condicionantes para combater estes pagamentos “em massa” mas são sempre encontradas soluções e uma das mais usadas atualmente é a via dos vales postais que asseguram o pagamento individual para cada militante mas impossibilitam o conhecimento de quem pagou (no caso quem foi à estação dos CTT e tratou do assunto). O passo seguinte a este processo é a cacicagem. Em resumo, ganham aqueles que melhor “oleada” tiverem esta “máquina” de angariação de votos. Quem avançar com uma candidatura não recorrendo a estes meios terá, certamente, a derrota garantida. Claro que quanto maior o universo de militantes mais difícil (ou seja, mais oneroso) se torna suportar este e outros processos. As diretas nos partidos e porque se realizam a nível nacional, são menos expostas (do que as eleições locais ou distritais) a estes “esquemas”. Mas não são imunes e por isso a estratégia passa por garantir (a troco de lugares em futuras estruturas dirigentes, como sejam os Conselhos Nacionais e as Comissões Políticas Nacionais) o apoio dos dirigentes distritais.
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