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As Índias e os Brasis

por Vasco Mina, em 27.08.15

António Costa, na segunda carta aos indecisos, escreveu que “há 600 anos partimos à descoberta. É altura de descobrir e valorizar as Índias e Brasis que temos em nós.” Esta afirmação se fosse feita por alguém do Governo da Coligação ou de um dos dirigentes dos partidos que a formam, seria, pela esquerda e pelo próprio António Costa, classificada ou de neo-liberal (post-it muito útil quando se desconhece o conteúdo) ou de saudosista. Sendo feita por alguém da esquerda é o convite ao sonho. As Índias e os Brasis referidos repostam-se a um tempo em que Portugal teve de sair do seu reduzido espaço (e de uma situação financeira muito difícil, ou seja de uma crise) para procurar novos territórios e outras fontes de rendimento. Tal significou a partida (a emigração de que a esquerda hoje tanto critica e da qual se envergonha) de muitos portugueses e a construção de uma rede comercial que teve, no nosso velho território, a sua plataforma para as trocas entre o Velho e o Novo Mundo. Novas atividades surgiram, muitas oportunidades apareceram aos portugueses de então e Portugal expandiu-se pelo Mundo e enriqueceu. Hoje não existem novos territórios para descobrir mas existem, sim, mercados para onde devemos exportar o que cá sabemos produzir. Por isso as Índias e os Brasis de hoje são os países para onde deveremos enviar os nossos bens transacionáveis. Esta é a aposta do atual Governo e da coligação! A aposta de António Costa é no consumo interno! Uma vez mais está Costa equivocado!

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6 comentários

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De João das Regras a 27.08.2015 às 08:22

Costa a sonhar com a India que há dentro dele...
Nada mais natural!
Não se pode dizer que seja um apelo à emigração, realmente.
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De frar a 27.08.2015 às 09:22

Todos diferentes, todos iguais!...
Isto é: TODAS as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta!...
{nota: Inclusive as de 'baixo rendimento demográfico' (reprodutivo)!... Inclusive as economicamente pouco rentáveis!...}
Bom, existe a CONVERSA DO COSTUME dos nazis made-in-USA [nota: estes nazis provocaram holocaustos massivos em Identidades Autóctones]:
- «a sobrevivência de Identidades Autóctones provoca danos à economia…»
.
.
P.S.
http://separatismo--50--50.blogspot.com/
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De Pedro Repolho a 27.08.2015 às 13:50

Vasco Mina, não transforme a emigração numa espécie de saga romantica dos descobrimentos. As pessoas não foram porque quiseram, foram porque foram obrigadas pelas circunstâncias, pela fome e pelo desemprego. Eu critico a emigração, no que ela tem de causa de separação de familias e desertificação de território, e tenho vergonha de o meu pais ter obrigado tantos a emigrarem. Respeito. Fala-lhe um neto e filho de emigrantes. 
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De frar a 27.08.2015 às 15:07

AUTONOMIA LEGISLATIVA

Não acontece só nos clubes de futebol, acontece também em muitos ramos das sociedades (e das regiões): os melhores duma região/sociedade tendem a deslocar-se para regiões/sociedades mais ricas - é uma situação natural, dificultosa... todavia, no entanto... confere a muitas regiões/sociedades uma legítima Autonomia Legislativa!
De facto, todos nós sabemos que as regiões/sociedades mais pobres... tendem a ficar mais pobres... em relação às regiões/sociedades mais ricas - pois, estas vão buscar os melhores das regiões/sociedades mais pobres.
.
Ora, tudo ok... agora, todavia, no entanto, como é óbvio... as regiões/sociedades mais ricas NÃO PODEM TER O DESPLANTE DE PRETENDER IMPOR LEGISLAÇÃO às regiões mais pobres!
Dito de outra maneira: as regiões/sociedades mais pobres devem possuir Autonomia Legislativa em relação às regiões/sociedades mais ricas (isto é, ou seja, em relação àquelas que vão buscar os seus melhores)!
.
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De Vasco Mina a 28.08.2015 às 07:58

Caro Pedro Repolho,
Não foi minha intenção transforma a emigração numa saga romântica. Referi e saliento o tempo de crise que então se vivia. Quem romantiza com o assunto é a esquerda que até de sonho caracteriza aquele tempo. A emigração é sempre uma via dolorosa para quem é forçado a sair da sua terra. Também o meu avô, que nasceu numa aldeia de Moncorvo, foi obrigado a partir e por isso sei do que estou a escrever. Por isso tenho imenso respeito pelos emigrantes. Tenho por eles o orgulho de terem sido pessoas que se bateram por uma vida melhor e terem construdo um caminho que os libertou da pobreza.´Evitar que tal aconteça é obrigação de uma política responsável e por isso a opção romântica da via do aumento do consumo interno é (como já o foi na governação PS) é o garantia de nova situação de bancarrota a obrigar à emigração de muitos. Por esta razão, tal como o Pedro Repolho, tenho vergonha destas vias ditas românticas. Mas tenho muito orgulho naqueles que partiram.
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De Pedro Repolho a 28.08.2015 às 11:53

Não sei. O que me parece é que está na moda apontarem a emigração como um sinal de empreendedorismo, sair da zona de conforto, não serem piegas, etc. Acho que este primeiro-ministro já começa a mudar esse discurso e faz bem, que as eleições estão à porta. Fazia-lhe bem a ele fazer um estágio a assentar tijolo em Champigny, onde eu nasci e de onde tive de voltar aos cinco anos para junto dos avós, deixando lá os meus pais.


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