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As gémeas e a faixa de gaza

por Jose Miguel Roque Martins, em 09.12.23

Muito se fala sobre as gémeas brasileiras que receberam um tratamento milionário, de quem foi a cunha, de quem participou nesse processo. É difícil imaginar que o Presidente e o governo não estejam implicados. Seria óptimo que se tirassem algumas consequências. Seria ainda melhor que o sistema deixasse de ser o que sempre foi.

Neste caso, existem dois elementos subjacentes: o tratamento é um acto de humanidade, o custo do tratamento, ultrapassa aquilo que muitas pessoas consideram como razoável para a prestação de cuidados de saúde ou para actos humanitários. O humanismo dos envolvidos não pode ser invocado como justificação se for feito à custa de terceiros, neste caso os Portugueses.

Em Gaza, o Hamas ganhou a batalha mediática exactamente porque sermos humanos à custa dos outros é muito mais popular do que com o nosso dinheiro ou segurança.Tal como aconteceu com o Presidente da Republica e o governo que, na melhor das hipóteses,  foram humanos à custa do dinheiro dos Portugueses. 

Para protecção de tantos palestinianos inocentes, o mundo civilizado deixou os EUA sozinho na defesa de Israel. No entanto, não conheço um Pais civilizado que não exigisse o seu direito de se defender de um grupo terrorista que cometa atrocidades em larga escala, mesmo que obrigue a catástrofes humanitárias de quem tem a infelicidade de lhes servir como escudos humanos.

É evidente que estamos na presença de um desastre humanitário. Não podemos deixar de exigir a contenção possível a Israel. Não podemos hipocritamente ditar Humanismo, que para nós não tem qualquer custo, mas que representa um custo para outros (Israelitas), tão vitimas como os palestinianos.

PS: Antecipando alguns comentários, sou completamente contra os colonatos na Cisjordânia. Aproveito para lembrar as humanitárias da segunda grande guerra ( bombardeamento de cidades alemãs), que são comummente aceites como justificáveis, apesar de bem mais brutais do que acontece  na faixa de Gaza. 


22 comentários

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De urinator a 09.12.2023 às 13:26

estranhamente pela 1ª vez vejo tratar de 'desastre humanitário' numa guerra e muito menos dum exército contra guerrilheiros.
«quem vai à guerra dá e leva!»
a da Ucrânia fica para a 'calendras gregas'


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De Cá não há bar a 09.12.2023 às 14:37

Não entendi,pode repetir?
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De IMPRONUNCIÁVEL a 09.12.2023 às 13:36

Mas o que o «exército de Israel» fez durante 50 anos aos Palestinianos não é um acto terrorista e genocida? Comparado com o que o «exército Palestiniano» fez, não é um terrorismo em muitíssima mais larga escala, e com muitos mais milhares de assassínios e mortos? Cercar um Povo, e tentá-lo destruir através de colonatos durante mais de 60 anos, à revelia do que ficou acordado em 1946?
Mas podemos debater (se se quiser) esta questão, a um nível mais geral, da Humanidade. Em vez de se vir para os blogues fazer propaganda à facção de cada um dos grupos humanos.
Basta haver coragem, em transformar os blogues numa referência da Democracia e da Cultura Portuguesa.
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De César a 09.12.2023 às 13:45

Uma coisa são as devastadoras consequências de uma guerra convencional. Outra são indivíduos que degolam bebés. E outra ainda são os que justificam e aplaudem as degolações, esquecem reféns, evitam falar de de violações e todo um sortido de crimes de guerra e crimes contra a humanidade efectuados pelos irmãos siameses dos nazis caseiros que temos por cá.
Israel retirou-se unilateralmente de Gaza mas, passados 18 anos, Gaza permanece "ocupada". E , ainda pior, com um bloqueio que limita o acesso de ajuda e bens essenciais como electricidade que curiosamente é fornecido por Israel. Esse "bloqueio" não impediu um bando de criminosos nazis fabricar milhares de rockets com que se entretêm a massacrar civis do outro lado da fronteira. É que para esta malta as 100 mil passagens anuais de pessoas, combustivel, alimentos etc pela fronteira de Erez não existem. Nem a fronteira de Gaza com o Egipto fechada por estes porque sabem o que a casa gasta. Nem a realidade existe para estes nazis que apoiam e desculpam bestas.
Tanta conversa e pretenso humanismo para esconderem o que realmente desejam: estes nazis do Sec XXI não se interessam pelo "sofrimento do povo palestiniano" nem por cessar fogo algum. O que realmente desejam é a eliminação de Israel e, se possível, um novo Holocausto em que desta vez não escape nenhum judeu. 
Esta gente não presta mesmo. Dizer que tenho vergonha não chega. É asco mesmo.
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De balio a 09.12.2023 às 13:55

Israel tem o direito de se defender, pois tem. Mas aquilo que Israel está a fazer não é defender-se - é atacar.
Já agora, os bombardeamentos sobre cidades alemãs na Segunda Guerra são hoje em dia largamente classificados como injustificáveis e indesculpáveis.  Os próprios ingleses e americanos concedem isso.
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De Anonimo a 09.12.2023 às 15:24

Claro que concedem.
Isso e invadir países. Já foi alguém a tribunal em consequência da invasão do Iraque? Ora, ora...


Israel é o que é, é um erro histórico (que alguns da claque azul e branca tentaram deturpar), mas existe, e não pode ser apagado à borracha.
O Hamas é um grupo militar, cuja agenda e sobrevivência política centra-se no conflito com Israel. 
Não há solução política, nem sequer militar. Israel não será varrido, nem o Hamas extinto.
Há uma guerra, o resto é conversa. Não vejo problemas morais com atrocidades cometidas contra russos. A guerra tem "regras", mas não há árbitro nem var.
O que se passa em Gaza é tão filtrado que nem se tem ideia, ajuda os prós e contras a serem felizes nas suas verdades absolutas. 
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De JPT a 09.12.2023 às 16:59

Agora, é fácil aos filhos, netos e bisnetos dos soldados e civis que não morreram porque os nazis e os japoneses foram derrotados, criticar as decisões que contribuíram para encurtar a guerra e salvar as vidas dos soldados aliados. 
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De Hugo a 09.12.2023 às 17:23

Só pode ser comédia. Os putos que morreram nas praias da Normandia devem andar às voltas no túmulo com tanta correção.
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De urinator a 09.12.2023 às 18:59

«as outas andam atacar»
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De IMPRONUNCIÁVEL a 09.12.2023 às 14:11

Israel e a Ucrânia não se podiam ter defendido com muito mais eficácia e sucesso se não tivessem recorrido à força das armas? E tivessem feito como Portugal (e outros Povos e Nações) face aos seus vizinhos mais poderosos?

 

É apenas nisso, a minha divergência, com a maioria que se põe ora do lado de uns ora do lado dos outros.

 

Sim ou Não? Culpados ou Inocentes? Terroristas ou Terroristas? Justos ou Injustos? Mal ou Bem? Israelitas ou Palestinianos?

1 – Se a resposta à pergunta for «sim e não», então, inevitavelmente somos iguais aos que criticamos.

2 – Até poderíamos dizer isto de outro modo. Assim:

Um dia um condenado pela Justiça entrou numa cadeia.

Antes de ser encarcerado o algoz tentou examinar-lhe a consciência.

Perguntou-lhe: «Porque estás aqui? O que fizeste? Diz!».

E o condenado respondeu-lhe: «Estou aqui porque sou humano, como tu. Faz um favor a ti próprio encarcerador justiceiro, dá-me a tua arma para me poder matar. Assim será um suicídio, e não te poderão culpar de homicídio. Para poder matar a Humanidade que não conseguimos deixar de ser (tu, eu, e todos nós)».

E o algoz não teve coragem de lhe dar a arma.

3 – Foi a partir desse dia que, provavelmente, Santa Teresa disse: - «Aquela vida, que é a prometida? Só quando esta for perdida. / Vivo porque hei-de morrer, morro porque não morro. / Que longa, é esta vida. Que duro, este desterro. Este cárcere, estes ferros, onde a alma está metida. / Vida que possa eu dar ao que Há-de Vir (e já vive em mim, impronunciável) não é perdê-la, é morrer para o alcançar».

4 – Assim sendo, a palavra da Transformação (a possibilidade de Evolução e de Continuidade) estará inevitavelmente em «O Que Há-de Vir». No (ainda) Impronunciável. Quiçá, para lá da ‘espécie humana’ (‘homo sapiens sapiens’) e da fase evolutiva dita ‘Humanidade’.

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De Cá não há bar a 09.12.2023 às 14:44

Que grande enciclopedia ambulante,onde aprendeu tudo isto que rotineiramente vem aqui lecionar? Não acredito que tenha sido na Faculdade de Ciências Sociais e Desumanas.
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De urinator a 09.12.2023 às 18:58

«conversa para boi dormir!»
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De IMPRONUNCIÁVEL a 09.12.2023 às 14:37

QUEM SOMOS NÓS?

Todas as perguntas são parciais. Porque transportam, já, dentro de si próprias, antecipadamente, a resposta.

Perguntar se é “Sim ou Não” é, antecipadamente, obrigar a essas duas respostas. É a prisão da palavra e da linguagem, a que a espécie humana está condenada eternamente.

1 – Todavia, a um nível mais geral (e disfarçado), responder a essa pergunta é querer encontrar uma resposta para a pergunta «o que é a Existência».

2 – E para essa resposta apenas existem 4 perguntas sem resposta: 1. Será uma POSSIBILIDADE (será possível «ser possível ser»)? 2. Será uma IMPOSSIBILIDADE (será possível «não ser possível ser»)? 3. Será uma CONTINGÊNCIA ou um acaso (será possível «ser possível não-ser»)? 4. Será uma NECESSIDADE (será possível «não ser possível não-ser»)?

3 – A essa pergunta o Impronunciável responde: «Provavelmente, a Humanidade terá evolutivamente de deixar de ser. Mas, não deixando de ser completamente (podendo ficar algo dela codificado no ADN, como ficaram outras que a antecederam). Para poder continuar a ser noutro modo evolutivo. Logo, através de uma «espécie e ser posterior» (que Há-de Vir) diferente da «espécie e ser anterior». Isto é, de «aquilo que se é agora».

4 – Ou, em alternativa, talvez a Existência seja apenas uma coisa, e uma apenas. Talvez a Existência seja (tenha sido, ou venha a ser) sempre a mesma coisa. Apenas tendo mudado a nossa consciência e compreensão sobre ela (sendo a essa mudança que, erradamente, chamámos ‘evolução”). Talvez a Existência seja sempre a soma insolúvel e indecomponível de: a Energia (a matéria, o pó) + a Violência (a acção, o agir, e suas consequências) + o Ser (aquilo que sente, repercute e perpetra).

5 – Então, nesse caso, não há israelitas e palestinianos, russos ou ucranianos, estes e aqueles, nós e outros. É tudo uma ilusão, dada pelo limite perceptivo-cognitivo da fase evolutiva a que chamamos ‘Humanidade’. Poderemos pensar a Humanidade e a identidade sem a categoria da Diferença? Poderá existir Justiça, enquanto houver Poder? Poderemos nascer, sem ter de morrer? Acederemos à ressurreição e entraremos no reino-dos-céus?

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De Anónimo a 09.12.2023 às 14:44

O que se passa em Gaza não e uma perseguição ao Hamas e uma destruição completa de Gaza!!! Terra queimada...mas enfim, crianças serem assassinadas pelo povo eleito e uma benção divina... E o único povo em que o Ocidente da autorização para matar crianças...só pode mesmo ser o povo eleito do decadente Ocidente, que tem como seu guia espiritual o Netanyahu...ainda estou para perceber porque e que o embaixador de Israel ainda não foi expulso e espero que a UE congele activos financeiros de Israel para reconstruir Gaza....
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De Anonimo a 09.12.2023 às 16:15

Nao relacionado ou talvez sim, a imprensa nacional descobriu que os data centers (aquelas cenas etéreas onde se guardam videos do tik tok e as coordenadas gps das minhas últimas férias) têm "custos ambientais ".
Adorava estar presente numa redacção quando estes critérios editoriais são discutidos.
Completo degredo intelectual. 
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De maria a 09.12.2023 às 19:08

Se o HAMAS quisesse acabar com a guerra entregava os reféns conforme lhes é solicitado por Israel.
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De zé onofre a 09.12.2023 às 19:56

Boa tarde, Miguel R. Martins


A Europa, desde que Constantino declarou o Cristianismo religião oficial do Império, persegui todos as profissões religiosas que o não fossem.
O Catolicismo para além de perseguir outras crenças religiosas também perseguiu outros Ramos Cristãos - arianismo, os albigenses (devido a estes  inventou a "inquisição" (ver ou ler «O nome da Rosa») - e a religião judaica foi sempre um ódio de estimação da Europa Cristã, que atingiu o Clímax no Holocausto.
No fim da 2ª guerra os dirigentes europeus não fizeram o que deveriam fazer, isto é, repatriar todos os crentes judaicos às suas pátrias (Ilse Lose, no livro «O mundo em que vivi», assume como sua pátria a Alemanha). 
Contudo a Europa fez o que sempre fez - confinar os Judeus num gueto (ou como se dizia em Portugal numa Judiaria. Tentaram a Argentina, Tentaram África, mas resolveram ceder às pretensões do Sionismo (liderados, então, por David-Ben-Gurion) cujo objetivo é recriar o Grande Israel dos reis David e Salomão.
Como satisfazer claramente essa ambição era impossível resolveram implantar uma Judiaria na Palestina.
Neste momento o que os Europeus e os seus Descendentes, das antigas colónias, tinham a fazer era um embargo de armas aos dois lados.
Porém, os negócios, das armas, das riquezas minerais e controle das rotas comerciais faram e falam sempre mais alto.
Não condenemos as pessoas que vivem na Palestina dividida, porque os culpados somos nós.
Zé Onofre


















 inventou
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De balio a 11.12.2023 às 12:14


Não condenemos as pessoas que vivem na Palestina dividida, porque os culpados somos nós.


Em boa parte, sim.


A Europa tem uma longa tradição de resolver alguns dos seus problemas com indivíduos indesejados através da utilização desses indivíduos para a colonização de terras distantes. Foi desta forma que, em boa parte, se colonizou a América e a Austrália.


Israel é mais um projeto colonial deste tipo. Tem-se uns indivíduos indesejados (os judeus), manda-se esses indivíduos colonizar uma terra distante, onde não incomodem.


Por azar ou imperícia, praticou-se isto um bocado tarde de mais (o colonialismo já não estava na moda em meados do século 20) e no sítio errado (o Médio Oriente já tem muita população para ser facilmente objeto de colonização).


Conviria corrigir o tiro, mandando os judeus regressar às terras de onde vieram.

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