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Ao menos isso

por Maria Teixeira Alves, em 22.07.15

PSD e CDS aprovam taxas moderadoras no aborto

Era uma vergonha as benesses que eram dadas para matar embriões. Uma vergonha!



19 comentários

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De luis miguel a 23.07.2015 às 00:15

Maria Teixeira Alves, minha senhora, peço imensa desculpa, estava à espera de uma publicação sua ou do João Távora, pessoas com quem discordo em quase tudo, mas por quem tenho grande respeito e admiração pelo que leio há vários anos.
Sou apenas uma pessoa interessada por política e que gosta de escrever em alguns registos mais heterodoxos para o que é comum aqui. 
Uso a ironia, a provocação, e, como era de esperar, recebo respostas à letra, é normal, é o ar da liberdade de expressão que se respira no nosso país, não manda em nós nenhum aiatolá.
Porém, além do vosso colega João Afonso Machado me ter censurado, não um post ou dois, mas em definitivo, os colegas José Mendonça da Cruz e Vasco Lobo Xavier, estão desde ontem a não publicar respostas ou comentários meus.
Isto entristece-me porque, sabendo-me eu à partida, uma pessoa de esquerda, defensora de um maior peso do Estado na sociedade, crítico das privatizações, anti-tróika e anti-governo, defensor do aborto livre por autodeterminação da mulher, do casamento e adoção gay, etc, sempre pensei que intervir num blog de direita seria engraçado, para exercer o contraditório, agitar as águas, para mim um desfio intelectual.
Queria perguntar-lhe, ao ponto a que isto chegou, se me dá licença que publique comentários aos seus posts e vou perguntar o mesmo ao João Távora.
É que parece que qualquer dia me calam mesmo e isso fica mal, porque eu suponho que os autores do blog são da direita democrática e não fascistas.
Agradeço a sua atenção.
Luis Miguel
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De Maria Teixeira Alves a 23.07.2015 às 00:44

Desembuche à vontade :)
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De Vasco Lobo Xavier a 23.07.2015 às 01:02

Meu Caro Luís Miguel,


Acabo de ler a sua mensagem dedicada à Maria Teixeira Alves e não sei o que lhe diga. Eu não censuro ninguém nem os comentários que fazem, ainda que insultuosos, como imagino que não sejam os seus, e nem sei como isso se faz. Não sei mexer nisto, deve estar a haver algum problema para os seus comentários não estarem a aparecer, mas eu não tenho nada a ver com isso e seguramente que nenhum elemento do blog tem a ver com isso.


Eu cresci na Sé Velha, em Coimbra, antes e depois do vinte e cinco do quatro, e mesmo depois de ter sofrido alguns problemas e violências não tenho nada contra pessoas de esquerda e as suas opiniões, que troquei e discuti durante variadíssimos anos naquela zona. Ainda hoje o faço com alegria e saudade quando lá vou e os esquerdistas de lá também. Ambos menos radicais. Recordo com saudade um imenso comunista presidente durante anos da freguesia de Almedina cujo nome não quero dizer e que era das melhores pessoas do mundo!


Eu não sei censurar os comentários dos comentadores (e alguns, por serem ordinários, bem gostaria). Existe qualquer problema para além disso. Não fazendo parte dos ordinários, continue a visitar-nos. Abraços, vlx
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De Vasco Lobo Xavier a 23.07.2015 às 01:16

Caro Luís Miguel,
acabo de me aperceber que vem há tempos em conflito com vários dos meus colegas de blog, colegas esses que não precisam minimamente que eu os defenda, muito menos dos seus ataques. Volto à mesma: desde que não seja ordinário, por mim, e por muito que sejam extraordinários os seus comentários, a casa é sua. Apareça sempre, sempre que com educação e respeito.
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De luis miguel a 23.07.2015 às 14:08

Vasco Lobo Xavier, embora ideologicamente muito distante de si, tenho a noção pela forma como escreve, que, tal como o João Távora ou a Maria Teixeira Alves, é uma pessoa de bem e intelectualmente honesta.
Esclareço apenas que não tenho conflitos com ninguém e que apenas o vosso colega JAM me censurou de vez como se eu lhe tivesse falado em termos impróprios. Se eu lhe tivesse dito você é um filho da ..., ou coisas desse nível (que nem na vida real, para lá do ecrã, sou capaz de dizer), ele tinha mais do que legitimidade para me censurar.
Nada disso aconteceu. Uso a ironia, a desconstrução, o cinismo, a provocação. Já houve jornalistas e cartoonistas a morrer por isso, mas penso que é um património do Ocidente o valor da liberdade de expressão.
Eu próprio ouço coisas aqui que preferia não ouvir, por exemplo, de um tal anónimo e outros. 
Mas estas coisas, estes confrontos verbais são normais em democracia, mesmo que sejam uma chatice.
E por fim, Vasco Lobo Xavier, não acredite que os meus comentários são extraordinários. Apenas gosto de escrever por desporto e não especialmente brilhante (longe disso) na minha escrita, como é fácil perceber.
Um abraço
Luis
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De António Maria a 23.07.2015 às 08:32

Vergonha ainda mais acentuada ao ouvir os argumentos da chamada esquerda.
Ouvir alguém dizer que o pagamento de uma taxa moderadora iria fazer com aumentasse o aborto clandestino, é o cumulo da estupidez.
Por não poderem pagar 30 euros nos hospitais vão recorrer ao "mercado paralelo" a pagar 10 ou 20 vezes mais? É isto que "eles" querem dizer?
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De Slade a 23.07.2015 às 11:12

Não, não é isso. É a espécie de espada de Damócles metafórica sobre a cabeça da mulher que quer recorrer à IVG que tal taxa (associada à consulta obrigatória com contornos cada vez mais sinistros) representa. É o partir do princípio que quem recorre à IVG o faz por uma de três razões: tendências assassinas, irresponsabilidade no uso da vagina ou simplesmente por ter prazer em o fazer. É o usar duas vezes a palavra vergonha e uma vez a palavra benesses e matar numa única frase, como fez a Exma. Sra. Maria. É pressupôr o pior na natureza da mulher enquanto mãe potencial. É a colocação dos digníssimos objectores de consciência como parte do processo. É o colocar no corpo da mulher todo o peso de uma posição insustentável: pode fazer o que vai fazer, mas tenha consciência do erro que vai cometer.
Pois a tudo isso, contraponho com o peso de outra responsabilidade, o da individualidade; que obriga a que cada um, de si para si, enfrente as decisões que tem de tomar.
E lamento o cruel que isto lhe possa parecer, mas interromper uma gravidez até às dez/doze semanas tem tanto de acto de matar como o espalhar de espermatozóides, que todos nós, sortudos machos-alfa, deixámos escorrer para as carpetes dos nossos quartos na nossa querida adolescência. Quanto ao anterior, e no que se refere ao presente, não falo para não corar de vergonha!
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De António Maria a 23.07.2015 às 14:07

O que é isso tem a ver com o pagar ou não pagar taxa moderadora e ser ou não ser consultada por um médico??
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De Slade a 23.07.2015 às 16:03

O que é isso tem a ver com o pagar ou não pagar taxa moderadora e ser ou não ser consultada por um médico??

Por moi-même:
"É a espécie de espada de Damócles metafórica sobre a cabeça da mulher que quer recorrer à IVG que tal taxa (associada à consulta obrigatória com contornos cada vez mais sinistros) representa. É o partir do princípio que quem recorre à IVG o faz por uma de três razões: tendências assassinas, irresponsabilidade no uso da vagina ou simplesmente por ter prazer em o fazer. É o usar duas vezes a palavra vergonha e uma vez a palavra benesses e matar numa única frase, como fez a Exma. Sra. Maria. É pressupôr o pior na natureza da mulher enquanto mãe potencial. É a colocação dos digníssimos objectores de consciência como parte do processo. É o colocar no corpo da mulher todo o peso de uma posição insustentável: pode fazer o que vai fazer, mas tenha consciência do erro que vai cometer.
Pois a tudo isso, contraponho com o peso de outra responsabilidade, o da individualidade; que obriga a que cada um, de si para si, enfrente as decisões que tem de tomar"
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De Joaquim Amado Lopes a 23.07.2015 às 14:19

A taxa moderadora é paga por quem recorre às urgências por se sentir doente e precisar de ajuda médica. Também é uma "espécie de espada de Damócles metafórica sobre a cabeça" dessas pessoas?


O comentário do Slate só confirma o que o Vasco Lobo Xavier escreveu no artigohttp://corta-fitas.blogs.sapo.pt/abortando-argumentos-mortos-a-nascenca-6091337 (http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/abortando-argumentos-mortos-a-nascenca-6091337).

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De Slade a 23.07.2015 às 16:11

"Também é uma "espécie de espada de Damócles metafórica sobre a cabeça" dessas pessoas?"

Não! Pois a metáfora da espada apenas impende sobre quem se desloca ao hospital para um acto de grande agrura emocional, que por não ser obrigatório, e implicar algo tão profundo como a maternidade, merece mais do que uma fatura-recibo...

Quanto ao elogio, não metafórico, que faz a Vasco Lobo Xavier, junto-me a si, e fazemo-lo os dois... Só não percebo em que é que o raciocínio de VLX inutiliza o meu. Eventualmente complementa-o, por ir em direcção contrária.
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De Joaquim Amado Lopes a 23.07.2015 às 20:05

Slate,

Quer-me parecer que não entendeu (não leu?) o que o Vasco Lobo Xavier escreveu.

Eu explico-lhe: o Vasco Lobo Xavier escreveu sobre a desonestidade intelectual de quem apresenta disparates sem qualquer sustentação ou sentido como "argumentos" para criticar aquilo de que não gosta. Exactamente o que o Slate fez nos seus dois comentários.


Podem-se debater ideias diferentes das nossas, contestar premissas questionáveis e discutir processos de raciocínio. Mas é uma perda de tempo tentar discutir com quem escreve aberrações como as que o Slate escreveu.


Nesta matéria só lamento que a maioria PSD-CDS não tinha tido a coragem e o sentido de Estado para acabar com o subsídio público e com a licença de maternidade para o aborto por opção. Lá chegaremos.


Fique bem.

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De slade a 24.07.2015 às 10:45

Deixe estar, JAL, e veja a coisa pelo lado positivo:
Você só tem de aguentar os meus disparates sem qualquer sustentação ou sentido, por breves instantes na caixa de comentários. Agora imagine eu, que vivi e vivo com eles, e ainda viverei o que me restar de vida (mais coisa menos coisa, noventa anos).
Sofrer é isto...
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De anonimo a 23.07.2015 às 10:31

(desculpem-me por me meter na conversa)


Mas o senhor de esquerda armado em vítima, melhorou o discurso formal apenas para se armar em vítima e porque estava a ver que lhe estavam a fechar as caixas de comentarios. Vem agora de mansinho, pobre vítima do fascismo e da censura....


Provocações humorísticas exigem humor saudável e não rasteiro, e conversa ordinária, como a dele, pode não recorrer ao vernáculo, mas não deixa de ser  rasteira.
Ademais,  a má índole das pessoas não se afere pelas "porras" que por vezes é necessário deixar marcadas no discurso. 
Basta ler o histórico dos comentários do cavalheiro para se perceber.
Ele nunca contrapõe ao argumento. Vai à pessoa directamente ou invoca "escandalos" politicos que ele acha que podem sujar a pessoa que está a discutir com ele.
É a forma de argumentar da esquerda, onde são muito raros os arguentes que não estejam enfiados até ás sobrancelhas em má fé intelectual.
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De luis miguel a 23.07.2015 às 13:54

Indivíduo sem nome, como está?
as minhas respostas aos seus deliciosos comentários perderam-se, não sei como, mas tenho a dizer-lhe isto:
tome os comprimidos e um supositório se necessário
vai ver que se sente logo melhor e deixa de dizer brejeirices
aquele abraço ao seu patrão, JAM
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De anónimo a 23.07.2015 às 19:58

Quanto a conversa rasteira e ordinária e  ao mais QED.
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De luis miguel a 24.07.2015 às 10:45

beijinhos
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De luis miguel a 23.07.2015 às 14:18

Vasco Lobo Xavier, embora ideologicamente muito distante de si, tenho a noção pela forma como escreve, que, tal como o João Távora ou a Maria Teixeira Alves, é uma pessoa de bem e intelectualmente honesta.
Esclareço apenas que não tenho conflitos com ninguém e que apenas o vosso colega JAM me censurou de vez como se eu lhe tivesse falado em termos impróprios. Se eu lhe tivesse dito você é um filho da ..., ou coisas desse nível (que nem na vida real, para lá do ecrã, sou capaz de dizer), ele tinha mais do que legitimidade para me censurar.
Nada disso aconteceu. Uso a ironia, a desconstrução, o cinismo, a provocação. Já houve jornalistas e cartoonistas a morrer por isso, mas penso que é um património do Ocidente o valor da liberdade de expressão.
Eu próprio ouço coisas aqui que preferia não ouvir, por exemplo, de um tal anónimo e outros. 
Mas estas coisas, estes confrontos verbais são normais em democracia, mesmo que sejam uma chatice.
E por fim, Vasco Lobo Xavier, não acredite que os meus comentários são extraordinários. Apenas gosto de escrever por desporto e não especialmente brilhante (longe disso) na minha escrita, como é fácil perceber.
Um abraço
Luis
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De jose a 25.07.2015 às 18:13

O facto mais relevante da lei parece-me ser o aconselhamento psicológico compulsivo. Não vejo como se pode defender semelhante coisa.

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