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António Costa

por Corta-fitas, em 04.10.19

Anctonio costa.jpg

É preciso que não nos esqueçamos nunca de que António Costa é a pessoa que, em 2015, conseguiu perder as eleições para Passos Coelho e Paulo Portas depois de estes terem tido de gerir o país em extrema dificuldade, durante quatro anos, em virtude da bancarrota socialista de Sócrates, e manietados pelo memorando da Troika negociado e acordado também pelo PS de Sócrates. Costa perdeu na altura e alcançou tal feito porque os portugueses não confiaram nele.

Passados outros quatro anos, e depois de ter andado a oferecer o que o país tem e principalmente o que este não tem, com o apoio e o silêncio da extrema-esquerda, António Costa não vai conseguir ganhar as eleições legislativas como pretendia (maioria absoluta). E vai atingir novamente tal resultado porque os portugueses não confiam nele, não acreditam nele.

Ora os portugueses não acreditam em António Costa porque ele, na verdade, não é de confiança, como o demonstra, mais uma vez, o triste episódio de hoje.

Numa arruada em Lisboa, António Costa fez frente e mostrou peito a uma pessoa aparentemente muito mais velha do que ele e um bom palmo e meio mais baixa. Se não fossem os seguranças de Costa a proteger o velhinho, este levaria que contar de Costa. Pelo menos um par de sopapos do nosso valente Primeiro-Ministro.

E porquê? Qua a razão deste acto de Costa tão violento quão corajoso? Por uma questão de honra, explicou depois o candidato. Porque o velhinho (posto ali a mando de alguém da direita, acusou logo, não obstante o homem se assumir do PS) se quis aproveitar, com mentiras, da tragédia de Pedrógão Grande. E isso ele não admitia.

Sobre a tragédia de Pedrógão Grande não vou falar, todos a conhecem. Analise-se então a terrível mentira do velhinho.

Em síntese, o homem disse que estava incomodado por António Costa, aquando da tragédia de Pedrógão, estar em férias e não as ter interrompido. Foi então que Costa se insurgiu e avançou violentamente para o coitado, que ou estava num degrau abaixo ou é muito mais baixo que o PM, berrando que era mentira.

E o que é a verdade, como já queria saber Pilatos?

A verdade é que, por altura dos incêndios de Pedrógão, Costa não estava em férias, com efeito. Recordemos que os incêndios trágicos iniciaram-se a 17 de Junho e só foram considerados extintos a 24 de Junho. Mas acresce que uns dias depois, a 28 e 29 de Junho, dá-se e divulga-se o extraordinário caso do roubo de Tancos. Mas mesmo assim António Costa vai alegremente passar a primeira quinzena de Julho em férias para Espanha. Tanto que, recordam-se certamente, foi Augusto Santos Silva quem assumiu as rédeas e o comando deste episódio de Tancos nos primeiros dias. Entretanto, e nessa altura, é verdade que António Costa interrompeu as suas férias, veio dois ou três dias a Portugal (por causa de Tancos), voltou para as férias em Espanha, e só voltou para o debate sobre o Estado da Nação, a 12 de Julho.

Tudo isto se passou em duas ou três semanas; o país (pelo menos a parte que não se encontrava de férias) estava em estado de choque. Incêndios terríveis, mortes trágicas, roubos em paióis militares, incompetência inacreditável da administração pública, e, num momento que o comum dos mortais pode naturalmente confundir, o Primeiro-Ministro vai de férias, que até interrompe por uns dias mas por causa do roubo de Tancos. É natural que se crie alguma confusão na cabeça das pessoas, até na de socialistas como a deste a que Costa fez peito.

É grave, a acusação confusa que fez o velhinho? Justifica a violência e o perder de cabeça de António Costa? – Não e não, a ambas as questões.

O que as pessoas retêm destes tempos, meu caro António Costa, é que logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande (e outros concelhos) e ao roubo de Tancos, o Primeiro-Ministro abandonou o país e foi de férias. E não há volta a dar: pior do que estar de férias enquanto se deram estes episódios trágicos, pior do que interromper (ou não) as férias enquanto eles se deram, pior do que tudo isso é, para os portugueses, António Costa ter ido alegremente de férias imediatamente após tais acontecimentos. Não as ter desmarcado.

É essa fuga do país (que só a si, António Costa, se deve), num momento em que era necessário apoio à população (independentemente do direito a férias), que os portugueses consideram cobarde e indigna e, por isso, mesmo socialistas como este que o abordou têm o direito de o confrontar e acusar, mesmo que com alguma confusão à mistura.

O direito que lhes concedeu, com a sua atitude na altura e que me abstenho de qualificar, retira-lhe por completo o direito de se indignar com as abordagens que lhe sejam feitas, como a de hoje. E seguramente não lhe dá o direito nem justifica a reacção que teve para com aquela pessoa. E muito menos invocando o direito à honra.

“Honra”?!? – Tenha antes vergonha na cara e acredite que é por atitudes deste tipo que os portugueses não confiam em si.

Vasco Lobo Xavier

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2 comentários

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De Ricardo a 05.10.2019 às 12:29

https://www.dn.pt/poder/amp/idoso-que-irritou-costa-esta-ligado-ao-cds-pp-11372808.html?__twitter_impression=true (https://www.dn.pt/poder/amp/idoso-que-irritou-costa-esta-ligado-ao-cds-pp-11372808.html?__twitter_impression=true)
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De António a 05.10.2019 às 13:44

Mas é claro que está...

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