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Antes tarde que nunca

por Jose Miguel Roque Martins, em 04.09.21

Um ministro anunciou a criação de mais 3 cursos de medicina. Vem tarde, não se compreende que até há 15 dias dizer-se que não faltavam médicos. Não se percebe que se tenha limitado o curso de medicina privado ( sem custos para o estado) para agora o Estado assumir custos que teria evitado. Mas a noticia é muito boa. Antes tarde que nunca.

A sociedade ganha. Apenas os médicos instalados, que são contra um aumento de concorrência, protestam.

Faltaria, apenas, um aumento das propinas, acompanhada de empréstimos, evitando estar a formar médicos ás custas do contribuinte que, depois, emigram, ou mesmo que fiquem por cá, como todos os licenciados, colham benefícios individuais do investimento publico.

 

 



16 comentários

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De Anónimo a 04.09.2021 às 15:01

cursozinhos provincianos a pensar nas autarquicas
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De Anónimo a 04.09.2021 às 17:43

Meu caro, a Holanda à uns anos atrás fechou Universidades de Medicina e mais, como as mulheres tinham melhores notas, criaram situações onde  os homens com pior notas pudessem frequentar o curso.
Não chegam as que já existem? Sobram até. Haja coordenação.
Cumps.
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De Anónimo a 05.09.2021 às 06:27

"...HÁ uns anos atrás"
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De Anónimo a 05.09.2021 às 11:12


Os cubanos parece não terem dado mal com os cursos de Medicina (contráriamente a outras coisas) de tal forma que até "exportam" médicos para outros países...
Podemos importar alguns - claro que a alguns interesses estabelecidos seriam certamente contrários
Politicos praticam demagogia eleitoral, as associações médicas praticam proteccionismo, e faz décadas que ninguém trata efectivamente dos temas de fundo que é assegurar que o investimento público na sua formação tem retorno, que os profissionais médicos auferem condições minimamente competitivas, que os cursos possam estar orientados às necessidades, que a mancha de cobertura médica ao território seja eficaz, e que o direito do povo à saúde consagrado na Constituição seja ume realidade para todos...
Se no inicio da palermia os profissionais de saúde eram também meus heróis, tornou-se dificil de conciliar com as imagens de enfermarias e serviços de urgência vazios, e enfermeiras e médicos a dançarem no TikTok...

Tretas.
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De TM a 04.09.2021 às 21:06

Depois de mil e um impedimentos para que abrisse a Medicina da Católica, não conseguindo mais travar o processo e vendo como os primeiros sinais são de sucesso, o Governo maçon anti-privados tira este coelho da cartola.
Quem não os conhecer que os compre.
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De Anónimo 78 a 05.09.2021 às 08:37

Não eram cursos de medicina mas cursos rápidos de médicos que adquiriam a especialidade sem o curso geral. Parece mais uma ideia do terceiro mundo onde efectivamente nos situaremos em breve, se é que já não nos situamos.
P.S. Esses "médicos" não seriam reconhecidos fora de Portugal o que seria mais efectivo do que fechar as fronteiras como Cuba.
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De Rui Camacho a 05.09.2021 às 09:53

É lamentável que sejam publicados pequenos artigos onde o próprio autor revela uma total ignorância em relação ao assunto sobre o qual escreve. Nem merece qualquer tipo de comentário...
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De Anónimo a 05.09.2021 às 10:18

Este texto demonstra a carência que a população sente de médicos no SNS e principalmente nos cuidados de saúde primários e como tal, é legítimo que se pense que abrir mais cursos de Medicina represente o aumento do números de médicos disponíveis para colmatar esta lacuna. Contudo, permita-me que demonstre a causa dos médicos serem contra esta medida. Um curso de Medicina demora 6 anos. Durante o curso, os alunos terão que ter acesso a hospitais na região das faculdades com todas as especialidades alvo de estudo (o que não existe em todos os hospitais) e médicos disponíveis para a sua formação (atualmente no limite), assim como doentes que não se importem de serem consultados por uma dezena ou mais de alunos ao mesmo tempo (quanto maior o número de estudantes de Medicina, maior será o número de pessoas que estarão dentro do consultório ao mesmo tempo e menor a oportunidade para cada um treinar). Tudo isto já não será muito agradável para o doente que se encontra numa situação vulnerável, mas também não será para o estudante que apesar de fazer o curso de Medicina repara que teve poucas oportunidades de treinar gestos clínicos visto ter que dividir as oportunidades de aprendizagem por tantos colegas. Mas o real problema não está só nisto, a real falácia está no pensamento de que mais estudantes de Medicina representam mais médicos. Isto porque após concluir o curso de Medicina, o recém-formado terá que concorrer a um concurso de acesso à especialidade onde todos os anos 40% dos candidatos ficam de fora pelas vagas abrirem em número limitado inferior aos candidatos. Ora, se essas vagas não esticam, ao abrir mais vagas para o curso de Medicina vai representar mais gente a chegar a este funil, mas os que passam, ou seja, os médicos que depois vão colmatar as necessidades da população vão ser em número semelhante ao que agora existe. Por isso os médicos dizem que é tão mau abrir mais cursos de Medicina em Portugal, porque o problema não está na entrada, mas sim na saída.
Só para acrescentar, depois do médico acabar a sua especialidade (Pediatra, Cirurgião, Médico de Família, Ortopedista, etc) pode trabalhar no SNS (público) ou no privado. Qualquer pessoa em qualquer profissão pode colocar-se nesta posição. Na possibilidade de escolha, opta pela proposta de trabalho melhor. Daí a solução também passar pelo SNS reformular as condições laborais e tornar-se mais apelativo.
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De Anónimo a 06.09.2021 às 13:46

Tem toda a razão: não basta abrir mais cursos de medicina, é necessário abrir mais vagas para especialidade. Mesmo que não garantam colocação obrigatória no SNS. 
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De jo a 07.09.2021 às 19:04

"Qualquer pessoa em qualquer profissão pode colocar-se nesta posição. Na possibilidade de escolha, opta pela proposta de trabalho melhor. Daí a solução também passar pelo SNS reformular as condições laborais e tornar-se mais apelativo."
Nesse caso os médicos que fossem para o SNS fariam falta no privado. A menos que o privado ande a contratar sem precisar só para drenar o SNS.
Se se aumentar o número de potenciais candidatos os preços baixam. O que se passa agora é que há escolha porque há médicos a menos. 
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De Anónimo a 05.09.2021 às 12:36

Não percebo se o artigo pretende ser irónico - é possível que apenas esteja mal escrito.
Por um lado, é bom haver mais lugares para a formação de médicos, de modo a - consequência de todo impossível de prever - baixar os preços da actividade médica. Até aqui, de acordo, embora não preveja que impacto isso teria na qualidade da actividade (mas isso é outra discussão). Porém, por outro lado, defende o aumento das propinas, que criam uma barreira de acesso, sobretudo a pessoas de meios mais desfavorecidos (o que é francamente injusto).
A opinião expressa no artigo parece, pois, muito pouco estruturada e pouco ponderada. É curioso: parece ver a formação dos médicos como algo que apenas traz benefícios ao médico individualmente, que vão enriquecer às custas do país, e não como algo que beneficia todo o país... Provavelmente é só mais uma pessoa pouco informada mas com muitas certezas.
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De Anónimo a 06.09.2021 às 13:48

Ao contrario do que sugere, o regime dos empréstimos, facilitaria o acesso aos menos favorecidos. Que teriam dinheiro para as propinas e para viver. 
Mesmo que as propinas sejam gratuitas, há sempre o empecilho do dinheiro que e necessário para viver, e que os menos favorecidos não têm hoje. 
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De Anónimo a 05.09.2021 às 16:36

lamento, mas não sabe do que fala, tal como o ministro mas este sem desculpa;
não sou médico
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De s o s a 05.09.2021 às 21:05

até parece que voce escreve bem mas em ...grego. 
Nao se percebe nada, ou por outra, o que mais se percebe é a sua meia verdade. 
Com que entao o ensino privado nao tem custos para o estado ?!!!!!!!!!!
continue que para anedota tá razoavel. 


Porque nao explica essa coisa dos emprestimos que etc etc etc e acabam nao sendo pagos e sendo pagos pelo contribuinte na fatura do credito mal parado. 


O descaramento nao tem limites. 
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De Anónimo a 06.09.2021 às 13:43

Muito agradecia que me explicasse como o ensino privado a nível universitário implica custos para o Estado. 
Quanto aos empréstimos, alguns não seriam pagos. Prefere pagar tudo? 
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De Anónimo a 08.09.2021 às 15:34

outro que é incapaz de não debitar disparates.

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