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André Ventura e os Intocáveis

por Jose Miguel Roque Martins, em 17.11.20

Ontem, não deixei de assistir á entrevista ao homem do momento, André Ventura.

O entrevistador, Miguel Sousa Tavares, mais parecia um Pitbull. Como teria sido bom vê-lo tão assanhado nos tempos de Sócrates!

O entrevistado, até foi dando boa conta de si, defendendo as suas posições mais populistas da forma possível, aqui e além procurando agradar ao entrevistador.

Quando começaram as discussões económicas é que foi mais complicado. Para explicar como compensaria a diminuição de impostos que propõe, André Ventura concentrou-se em dois temas.

O primeiro, que devíamos deixar de pagar PPP`s ou as contas que aparecem do passado, como a falência do BPN. Sabe que os Portugueses acreditam que foram prejudicados e que ninguém quer pagar esse tipo de contas. Na pratica,  aprendeu com o Bloco, que os compromissos não são para cumprir e que devíamos assumir de uma vez por todas que não somos um Estado de direito. Mais por uma questão de principio, do que pelos valores envolvidos.

O segundo, a extinção de Institutos e serviços que não servem para nada.  A este propósito, André Ventura revelou que é afinal completamente do sistema. Extintos esses institutos, não seriam despedidos os Funcionários Públicos.  Seriam reciclados. Afinal, não temos funcionários públicos a mais, nem correspondem a um custo importante ou que não seja sempre justificado.

Da esquerda à direita, dos radicais aos moderados, parece existir apenas uma verdade absoluta e inquestionavel. Os funcionários públicos são intocáveis.



16 comentários

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De marina a 17.11.2020 às 09:35

Bem ,  do que diz interessa-me apenas a parte dos compromissos ...quando comecei a trabalhar contratei com o Estado uma  solução de final de vida activa  muito diferente da que me irá proporcionar ( e nem sequer sei qual será porque constantemente mudam o contratado com o discurso de que não há dinheiro)  , Ora , se o Estado pode faltar aos compromissos assumidos com os cidadãos particulares não estou a ver porque não pode faltar a outros. Simples , ou comem todos ou há moralidade.
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De balio a 17.11.2020 às 15:24


contratei com o Estado uma  solução de final de vida activa


De verdade, marina? Onde está o contrato? Quero lê-lo!


Você não contratou nada, marina. Nem eu. Não há contrato nenhum. Há um esquema, que o Estado impõe. Nós somos obrigados a aceitar esse esquema. E, nele, o Estado não se compromete a nada.


Se a marina não gosta, pode tentar uma "solução de final de vida activa" proposta por um privado. Verá que o privado também não se compromete a nada.
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De Jose Miguel Roque Martins a 17.11.2020 às 17:45

 O Balio tem razão. O Estado, para os seus súbdito,  tem o poder de determinar o que quiser. Ainda por uma, como é o caso, ser um povo manso. 
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De Anónimo a 17.11.2020 às 09:55

faltam na  instrução e no ministério do Covid
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De Anónimo a 17.11.2020 às 10:14

Não se trata de o Chega (André Ventura) ter aprendido com o BE sobre se deve ou não pagar dividas.
Sugiro ao JMRM que vá rever os videos do Dr. Medina Carreira "olhos nos olhos"  da TVI, e há de notar que MC dizia que um falido não paga dividas.
Portugal está FALIDO! Ponto final.
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De Jose Miguel Roque Martins a 17.11.2020 às 17:45

para isso é necessario assumi-lo e sofrer as consequências. 
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De Anónimo a 18.11.2020 às 08:32

Talvez mais cedo do que tarde, Portugal tem de se assumir incapaz de cumprir com os seus comprimissos. Depois, é óbvio que tem de assumir as respectivas consequaencias. Para onde foi parar tanto dinheiro que entrou em Portugal. E é aqui que está o busílis.
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De Zacarias Castanho a 17.11.2020 às 12:40

"Miguel Sousa Tavares".
Francisco era um homem sério, um homem a sério.
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De Jose Miguel Roque Martins a 17.11.2020 às 18:16

as minhas desculpas por um lapso imperdoável!
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De Anónimo a 17.11.2020 às 18:35

Que tal corrigir o erro?
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De Anónimo a 17.11.2020 às 16:45

Antes da entrevista, que também vi, estava à espera que as perguntas fossem ao candidato a Presidente da República, mas afinal foi a um hipotético 1ºMinistro (ou MIn. da Economia, no mínimo).
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De Anónimo a 17.11.2020 às 17:09

" Notícia do Público de hoje. O jornal omite completamente qualquer referência à entrevista televisiva de A. Ventura ontem (...) 

A censura do Público é tão notória como a que existia antes de 25 de Abril em não se escrever ou mencionar temas que incomodavam particularmente o regime e segundo os critérios de uma comissão arbitrária."


portadaloja blog
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De Anónimo a 17.11.2020 às 17:35

E depois, o veterano jornalista, escritor de renome, descendente de ínclita geração, confortável no seu bom berço acima desta gentinha dos tuiteres facebuques, pergunta ao candidato "gostava que a sua filha casasse com um cigano?" e "tem algum amigo preto?". Credo!, que ininteligência, que básico. Mais popularucho, mais "redessocial" não haveria ... 



delito de opinião blog

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De Andre Miguel a 17.11.2020 às 22:12

Em Portugal quem diga que despede funcionários públicos jamais vencerá eleições. Se quisermos reformar o Estado a direita deve comportar-se como a Esquerda: mentindo. Prometa mundos e fundos, quando chegar ao poder, faça o inverso: baixe impostos, despeça FP, corte no Estado, reduza PPP's, acabe com subsídios, etc, etc etc.
De outra forma não vai dar, os portugueses acreditam que o dinheiro nasce nas árvores.
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De Anónimo a 18.11.2020 às 06:30

Não, não são intocáveis, mas são uma soma (muito) considerável de votos.

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