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André Dias

por henrique pereira dos santos, em 22.04.20

Não conheço pessoalmente André Dias.

Conheci-o enquanto sócio da Montis, uma associação de conservação da natureza da qual fui presidente, sabia que vivia algures fora do país e que teria uma actividade profissional que se cruzava com tecnologias, não sabia muito mais.

Não sei bem quando, nem como as minhas dúvidas sobre a forma como estamos a tratar uma epidemia - supondo que somos nós que a controlamos, e não o vírus - se cruzaram com o que o André estava a escrever no facebook, para os amigos, sei que a partir de certa altura percebi que o André, cuja formação base é informática, tinha feito um doutoramento em modelação de doenças pulmonares e quando aterrou em Munique, num grande centro de investigação de epidemiologia, estava a gripe suína a aparecer, com todas as discussões que agora temos sobre a covid.

Ao ver os números iniciais que a OMS ia produzindo, ficou aterrado e começou a perguntar a estatísticos e epidemiologistas experiente como nos íamos safar, tendo ficado vacinado contra o medo que forçosamente domina o aparecimento de uma nova doença infecciosa potencialmente fatal.

Com base nessa experiência o André ia descrevendo, para a covid, um padrão das epidemias pulmonares que, ressalvando sempre que um novo vírus poderia fugir desse padrão, me parecia consistente e bastante próximo da realidade que ia vendo à minha frente.

Sem eu perceber nada do assunto, fui fazendo muitas perguntas, tanto mais que o André tem uma maneira difícil de explicar as coisas, deixando muitas pontas soltas, assumindo como certezas o que são hipóteses (por mais prováveis que sejam), correndo rapidamente atrás de todos os indícios que lhe pareçam confirmar a sua visão da epidemia sem a prudência da incerteza, etc..

Durante este tempo disse muita coisa que me parece sólida, também se tem enganado que baste, por exemplo, na dimensão da mortalidade absoluta, ou no arrastamento temporal do planalto e descida da curva epidémica.

Só que, até agora, nenhum desses erros me tem parecido pôr em causa o modelo global que propõe, tanto mais que os erros são várias grandezas abaixo dos erros de previsão da versão dominante sobre a epidemia - o Imperial College previa uma redução de 25 para 1 com a aplicação de medidas estritas de confinamento, e nada que se assemelhe a isso se passou, mesmo nos países que não adoptaram as medidas que o Imperial College achava fundamentais.

Depois de ter feito um resumo do seu entendimento do problema, que foi reproduzido num grupo que junta muita gente, onde foi insultado de toda a maneira e feitio, o André resolveu fazer uma coisa simples: adaptar esse resumo e publicá-lo no jornal ECO.

Se tivesse publicado uma patetice infantil, nem o artigo teria os milhares de partilhas que teve, nem faltariam demonstrações inequívocas de que teria dito disparates. Mais uma vez, insultos e afins.

Na sequência, aceitou dar uma entrevista em que explica bem o seu ponto de vista e, mais uma vez, o video foi muito visto e o André muito insultado.

O André é só um mané qualquer, como eu (de epidemias sabe seguramente mais que eu), como ele próprio diz, só veio ver a bola e foi achando, progressivamente, que deveria dar o seu contributo para travar a loucura em que nos metemos ao adoptar políticas nunca testadas e muito menos demonstradas, e com efeitos secundários gravíssimos.

Por mim, só tenho a agradecer-lhe, mas, aparentemente, cometeu um crime imperdoável em Portugal: disse o que pensa, sem rodriguinhos nem reverências.

O que disse afecta alguém?

Claro que não, ninguém muda uma única decisão por causa do que diz o André.

A barragem selvagem de insultos e ataques pessoais de que foi alvo é mesmo o castigo para o tal crime hediondo de pensar pela sua cabeça, dizer o que pensa e dispôr-se a apanhar a pancada virtual de tanta gente a quem sobra em emoção o que lhe falta em racionalidade.

E isso não é um problema do André, que nem vive em Portugal, isso é um problema nosso, dos que aqui vivemos e convivemos muito mal com o desassombro de opiniões e com a liberdade de espírito.

O André pode estar errado e dizer muitas asneiras que isso é um problema dele.

Já o facto de haver tanta gente para quem a divergência é insuportável, esse é mesmo um problema nosso.



66 comentários

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De Vasco Silveira a 22.04.2020 às 22:28

Caro Henrique Pereira dos Santos


O senhor deixa-me completamente rendido: depois de um elogio à sua preserverança, etc, etc, escreve este "post" com singelo e muito bonito elogio a um seu parceiro de debates, umas vezes concordando, muitas vezes discordando, mas sempre tentando civilizadamente aprender, evoluir.


Cumprimentos, e um abraço


Vasco Silveira
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De Vsc a 22.04.2020 às 22:47

Já não sei quando tive a Impressão de que poderíamos ( a Europa e os Estados Unidos ) estar a ser vítimas  de uma onda de pânico, porque, entre outros indícios, pareceu-me que ao ver qualquer telejornal o resultado não podia ser outro. 
Resolvi fazer algumas pesquisas na net - e embora faltando-me  muitos anos de estudo para  ser sequer   um “mané” vi o que qualquer pessoa podia ver: a medonha dimensão que atinge a mortalidade em  alguns anos: aqueles números imensos que nos atiravam diariamente tinham existido noutros anos.
Depois, li o artigo de André Dias e vi a entrevista - que recomendo - onde alguém, André Dias, estando ciente do miolo da questão, tenta passar o essencial que vem a ser a não monstruosidade deste vírus.
Pedi amizade no Facebook e, de repente, estava a ler os insultos mais soezes que creio que li no FB. 
Portugal,  neste quase meio século de formalidades democráticas, proletarizou-se mas não se democratizou e continuamos uma sociedade rígida, autoritária, pouco tolerante.
O caso do Doutor André Dias prova abundantemente as minhas mais negras impressões.
Parabéns pelo seu post. 
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De Esteves a 01.06.2020 às 02:35

Deu-se ao trabalho de se informar sobre quem o andre dias realmente é ?
Para a maioria dos carneiros... basta aparecer um moço bem falante, aparentemente sem interesses  e que ponha UMA QUALQUER habilitação no facebook/linkedin e voilá.... um especialista saido de uma lampada mágica


Se tivesse tido essa minima curiosidade tinha facilmente descoberto que o "dr" andre dias é INFORMATICO, e tirou um doutoramento em INFORMATICA onde a tese que escolheu foi sobre usar aparelhometros que medissem a dinamica pulmonar de UMA doença especifica.   Para obter os dados para o seu estudo, teve acesso aos dados de um hospital com "epidemiologia" no nome.  Nao tem qualquer formação clinica, nem tao pouco a sua tese envolveu virus, contagios, ou qq coisa que se pareça.  E assim o CHARLATAO andre silva saltou para a ribalta, onde encanta com uma flauta um rebanho inocente que acredita nas suas missas tudo o que ele fala sobre virologia,infecciologia, epidemiologia, sociologia, politica, pediatria, e sabe la mais o que que ele la diz.   Destimido... teve a coragem de enfrentar um ou outro especialista.... e foi enxovalhado. Mas nao desiste ... no mundinho dele, no meio dos seus carneiros nao tem oposição.  Isto tem um nome... SEITA
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De henrique pereira dos santos a 01.06.2020 às 13:48

Resumindo, quanto aos argumentos, não tem nada a dizer, apenas um ataque pessoal sem qualquer interesse
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De Esteves a 05.06.2020 às 17:00

Obrigado Henrique,  fiquei bastante esclarecido sobre a sua explicação sobre a palhaçada do seu AMIGUINHO papagaioazul.     Outrora especialista em eucaliptos, agora epidemias, amanha engenharia aeroespacial , depois Fisica Quantica..... o que ha para nao adorar no rapaz ???  


Ja agora caro Henrique Iniciativa Liberal...... quer comentar sobre como o seu amigo "epidemiologista" que dizia que era o UNICO que percebia do tema em Portugal.... chega às reunioes da oficina da liberdade ????   E... agora dizem que vai ser presidente da republica ?          
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De henrique pereira dos santos a 05.06.2020 às 20:08

Especialista em eucaliptos? Não tenho essa ideia.
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De Esteves a 09.06.2020 às 15:15

Nao tem ? Claro que tem... nao se faça de desentendido.   Há coisas que a internet nao apaga.  Os eucaliptos, as cabras, os incendios.


Mas... espere .. "O André pode estar errado e dizer muitas asneiras que isso é um problema dele"


Esta sua frase ditou por completo a sua honestidade intelectual.   Um problema dele ?? Ou seja.... o incendiario tenta espalhar por portugal inteiro que a DGS nao sabe nada e ele dá palavras de ordem para ir tudo para a rua. E se tiver enganado lava as maos ??  


Henrique... quer comentar sobre os comentarios que VOCE tem feito no observador sobre o Filipe Froes ?  sim... ele nao pecebe nada. Voce é que percebe e muito,..... patetico patetico patetico.   
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De Anónimo a 01.06.2020 às 14:41

Deu-se ao trabalho de verificar as credenciais de quem exigiu o confinamento e fecho de escolas ao governo?  Não é nem virologista nem epidemiologista. 
O parecer do Prof. Jorge Torgal - aconselho-o a ler o CV deste epidemiologists - era no sentido de não se fechar escolas ( na linha das indicações da OMS! ). 
Isto é, o governo seguiu uma política altamente restritiva contra o parecer do maior epidemiologista português e da OMS  mas isso há não o perturba.
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De Esteves a 05.06.2020 às 17:50

Ola Papagaioazul....


Que honra falar contigo.   Mas who the fuck é o Jorge Torgal ?  A entidade maxima da epidemiologia no mundo ? NAO NAO É..... O supra sumo da epidemiologia ÉS TU !!!!   Daqueles anos e anos a ter formação em epidemiologia que apenas te esqueceste de por no CV. .. tu é que resolveste a gripe suina.  Tenho visto N estudos epidemiologicos que te citam varias vezes. Aliás, nenhum estudo é serio se nao fizeres parte da bibliografia.
 
 Mas.. calma, agora o problema sao as escolas ? ah pois é as escolas... entao e o confinamento ?  E os 2 suicidios na belgica? E os 3 mortos na costa Inglesa ? E as pessoas cheia de saude que morreram em casa  ?  E a semana 19 ?  E.....tcha nan... O EUROMOMO ?      E a Suecia.. fala-me da Suécia. E queres falar da pega que levaste com o pneumologista ?  Ainda nao consegui parar de rir quando ele disse que nunca entraste numa urgencia. Eu sei que entraste.....  foste lá instalar o windows.   E os velhinhos que morreram 2 meses depois ? E os Chineses que quiseram apenas assustar os vizinhos da outra provincia ?  E os especialistas que foram destratados e que nao se querem chatear ? E aqueles papalvos com a 4ª classe que te lambem os pés ? Eu sei que nao sao todos.  Li no facebook que até houve médicos que sublinham o teu discurso. Medicos especialistas !! Um caso em esterlização de arrastadeiras na enfermaria de Curral de Moinas e a outro é mudador de algálias em Sta C*na Main Street.    E o medo vende ?  So nao te peço para falares do medo senao nunca mais daqui saimos.  Espero que nao te chateeis mas mandei fazer umas tshirts a dizer "O medo é real" e "A Narrativa existe"  
Fora de gozo, todos sabemos que tu estudaste programação avançada aplicada a virus causadores de doenças pulmonares em eucaliptos.   


Mas.... do que eu quero mesmo que tu me fales..... é da tua campanha presidencial.  .  Estamos ansiosos para te ver em debates na TV !   
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De Anónimo a 01.06.2020 às 14:54

https://observador.pt/opiniao/retorno-ao-normal-devagarinho-com-muito-cuidado-ou-talvez-nao/  (https://observador.pt/opiniao/retorno-ao-normal-devagarinho-com-muito-cuidado-ou-talvez-nao/)
PS:  As opiniões são legitimas e, por muita certeza que tenhamos numa proposta e num conjunto de ideias, é sempre possível que existam outras mais adequadas, melhores. Mas o que me parece redutor e que nos envergonha a todos é a ausência de pluralidade opinativa, diversidade ideológica, divulgação e debate franco e criativo. Só se fala no politicamente correto. Contraditório? Pífio. Ideias diferentes? Népias. É esta sociedade que queremos?
 
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De Esteves a 05.06.2020 às 17:57


Mas......  OBSERVADOR ?  A sério ????????????  



"pluralidade opinativa"... onde é que eu ja ouvi isto recentemente....Ah ja sei.... quando meteste no facebook o video daquele KO na oficina da liberdade.  Em que dizias que so punhas no facebook em nome da pluralidade opinativa.  Claro.....  foi bom assim.  Imagina aquilo vir ao de cima de qualquer das maneiras e alguem por no facebook ? Assim os teus fieis iam ficar um pouco desiludidos contigo.... a esconder coisas ? Big no no 


Lembrei-me agora.... e os casos em UK onde querem processar o governo ?
E a tua petição nacional ? E a carta ao teu rival presidente da republica ?
Epah tu tem cuidado comigo... Eu assim ainda me dá uma coisinha má
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De Eremita a 22.04.2020 às 23:26

Não acompanhei essas polémicas com o André Dias. Mas como é evidente que está a descrever-se através do que vai dizendo sobre ele, fica este reparo. Não é a divergência que é "insuportável". Fez mais um exercício de vitimização. O que é insuportável é a sua manipulação dos dados, a sua incapacidade para admitir erros grosseiros, a sua enorme arrogância e a recusa em responder às perguntas que lhe coloco, dizendo-se ofendido. Quer saber o que também é um problema nosso? Só eu o aborrecer aqui a propósito das suas sucessivas asneiras heterodoxas.
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De Pedro Abreu a 22.05.2020 às 22:51

Este senhor André Dias é o típico impostor das redes sociais. Foi estudante de doutoramento em Ciências Computacionais numa Universidade Norueguesa com uma bolsa da FCT, tendo completado o doutoramento em 2014 com uma tese sobre sensores para monitorizar doenças pulmonares. Depois tem trabalhado como informático em empresas de tecnologias aplicadas à área da saúde. Não tem qualquer formação científica, habilitação académica, nem publicações nas áreas da epidemiologia,  virologia ou infeciologia. Faz-se passar por especialista e cientista sem ser nem uma coisa nem outra. Lê algumas notícias e publicações, cola a cuspo alguns conceitos de cientistas da denominada corrente da Medicina Baseada na Evidência (ex. Ioanidis), e atira para as redes sociais um rol de disparates muito apreciados por ignorantes bolsonaristas, anti-vacinas e demais seitas de extrema direita. A sua página do FB mais parece um mural duma seita evangélica. Este senhor é um negacionista da COVID, tal como Trump e Bolsonaro. É preciso desmascarar este impostor.
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De Filipe a 01.06.2020 às 03:01

👏👏👏
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De Esteves a 05.06.2020 às 18:20

Olá Pedro,  muito bem
Atenção que no Scimed( ciencia apoiada na evidencia) não o podem ver pintado


Ja sabe que ele é candidato a presidente da republica ?
E nao... nao é gozo.
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De Anónimo a 22.04.2020 às 23:53

Boa noite ,
Digo desde o primeiro dia que a pandemia 
acaba quando acabar o dinheiro e já se nota que o dinheiro acabou .
Alguns ainda falam na segunda vaga , não vai haver segunda vaga porque como não vai haver dinheiro , já não vai haver segunda vaga .
E se houver segunda vaga , todos os políticos vão
fazer como o Bolsonaro e dizer que é uma gripezinha mais forte .
Não sei se me fiz entender , mas um ditado que diz quando não há dinheiro não há palhaços .


Luis Almeida
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De zazie a 23.04.2020 às 07:43

Mas foi insultado onde?
À porta de casa?
Em que país?
Por estrangeiros?
Por portugueses?
Deu no jornal?
Houve assuada académica ou manifestação popular?
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De zazie a 23.04.2020 às 07:52

O que eu li foi contaditório de quem sabe e que seria mais útil para se aferir os tais "insultos" que foram apenas críticas pelos disparates que ele proferiu. As tais curvas todas iguais com pico para cima e depois 15 dias tudo igual para baixo, a que chamou gaussianas, por exemplo. O carácter biológico e inofensivo de mais uma gripe que mata menos que a que ainda por cá matava há 2 anos.r E foi proferido por quem sabe um pouco mais;João Vasconcelos Costa. O link não entra. Deve ser para evitar insultos
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De zazie a 23.04.2020 às 07:53

https://jvascosta.wordpress.com/2020/04/22/de-como-uma-abordagem-critica-pode-resultar-em-negacionismo/?fbclid=IwAR1LMlRMvBTeT7wSCjEA9xwMqz7eILbV4_t-x9AF1PsKp3rAGC9JbNngBVI
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De voza0db a 23.04.2020 às 09:37


Só não compreendo porque não colocou a ligação ou o vídeo embutido da entrevista que fizeram ao André?!


Claramente contra a Ignorância colectiva e pior, contra a clara vontade de quererem permanecer na Ignorância, não há volta a dar!


O mais divertido é que o André não está errado, ele e muitos outros!


SARS-CoV-2 não passa de mais um vírus (classifico de fraco) que aparentemente só agora foi "descoberto"!


Não MATA mais que os restantes. Só tem capacidade para matar animais com sistemas imunitários fracos e/ou com uma ou mais doenças crónicas (não esquecer que nos tempos em que vivemos excesso de idade é só por si uma doença crónica).


Mas a reacção tem sido deveras DIVERTIDA. Destruir países desta forma por nada, é deveras curioso. E isto é que deve ser o foco da atenção. Porque motivo este ano a morte de uns quantos milhares de animais humanos é motivo para a implementação de medidas de COMANDO E CONTROLO tão radicais?...



E a festa ainda só agora saiu da Caverna.
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De Esteves a 05.06.2020 às 18:27

Ola Papagaioazul
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De Luís Lavoura a 23.04.2020 às 14:50

André Dias faz uma previsão (boas teorias centíficas devem fazer previsões): que na semana 19 o covid, tal como todos os vírus respiratórios antes dele, colapsará. Estamos na semana 17. Dentro de meras duas semanas veremos se a previsão de André Dias está correta ou não.

Entretanto, seria conveniente olhar para o que se passa no hemisfério Sul. Se a teoria de André Dias estiver correta, então nesse hemisfério a pandemia não tem condições para se desenvolver, devido ao excesso de raios ultravioletas.
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De JPT a 23.04.2020 às 18:06

Aos raios ultravioletas e à comparativa escassez de sexagenários, septuagenários, octogenários, nonagenários et al...
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De zazie a 23.04.2020 às 19:15

Completamente! Num continente cuja média de idade são os 18 anos, que é que o vírus tem lá de alimento?
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De marina a 24.04.2020 às 00:28

a idade média da Europa é de 42 anos , Zazie , também não temos porque nos preocupar...
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De zazie a 24.04.2020 às 08:02

Pois não. Só se fosse de 90 anos é que era mau...
Enfim... eugenismo é isso mesmo. 
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De zazie a 24.04.2020 às 16:40

Já agora, os velhinhos que morrem e ajudam à "renovação da geração que não procria, são estes: 


«A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 50 aos 59 anos (3.880) , seguida da faixa é a dos 40 aos 49 anos (3.830), e das pessoas com mais de 80 anos, em que há 3.489 casos.

Há ainda 3.189 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 2.723 entre os 60 e 69 anos, 2.608 entre os 20 e os 29 anos e 2.047 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista ainda 360 casos de crianças até aos nove anos e 671 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.»

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De marina a 24.04.2020 às 17:52


sim.,  e ?  é normal que haja mais infectados entre a população trabalhadora e a que sai à rua para se divertir.  e é por essa escala de  idades dos afectados  que  em 80 % dos casos o vírus entra e como entra sai , sem problemas de maior.
se a maior parte dos afectados tivessem 70 e mais anos e com patologias prévias  é que era uma tragédia.
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De zazie a 24.04.2020 às 22:07

Pois entra e sai. E com números de mortos e espatifados, idem.
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De marina a 24.04.2020 às 23:43


tens aqui um gráfico , de há 2 dias, muito claro da situação em Espanha , casos , hospitalizados , uci ( cuidados intensivos , a maioria  destes casos são homens ), mortos.

86.3  % dos falecidos tinham 70 ou mais anos. falta o dado das patologias prévias , mas suponho  que se manterá.   portanto , na maior parte dos infectados , que são da mesma escala de idades que tu disseste, o bicho entra e sai.



https://www.rtve.es/noticias/20200422/perfil-enfermos-coronavirus-espana/2010608.shtml
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De zazie a 25.04.2020 às 09:14

Ainda bem. A ver se escapo


AHAHAHAH
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De zazie a 25.04.2020 às 18:21

NY: 88% dos internados morre. Média de Idade:  63 internamento, 68  UCI
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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 09:37

Na Austrália e na Nova Zelândia não falta gente idosa. Creio que na Argentina também não.
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De Eremita a 24.04.2020 às 05:55

Essa previsão é para Portugal ou para o mundo? Se for para o mundo, podemos já concluir que o André Dias só acertará se tiver falhado na descrição da curva como sendo gaussiana, pois uma gaussiana prolonga o número de mortes para lá de daqui a 15 dias. Isto é factual, basta olhar para a curva. 
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De zazie a 24.04.2020 às 08:04

É para o planeta. Ele não fez a coisa por menos. Tudo igual e acabar tudo ao mesmo tempo.
Aliás. Esta semana, segundo ele, Portugal e a Áustria já estavam em zero mortes. Tudo com imunidade de grupo, também. E sem haver qualquer outra vaga. 
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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 09:43

Esta semana, segundo ele, Portugal e a Áustria já estavam em zero mortes.

É possível que seja verdade. Portugal contabiliza como mortos por covid todas as pessoas que morrem e estão contaminadas por covid - mesmo aqueles casos em que é perfeitamente evidente que as pessoas não morreram devido ao covid, mas sim devido ao cancro (por exemplo) que também tinham, ou devido à simples velhice. Ou seja, em Portugal, enquanto houver pessoas contaminadas por covid, haverá mortos contabilizados como sendo por covid. E, como a infeção por covid demora normalmente umas semanas a desaparecer, continuará a haver mortos contabilizados como sendo por covid mesmo quando a epidemia já estiver extinta.
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De zazie a 24.04.2020 às 10:26

É isso mesmo. Já acabou em todo o mundo. 
Pode oferecer-se para limpeza em hospitais que há falta.
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De Eremita a 24.04.2020 às 11:05

Não complique. A maior parte das mortes de COVID-19 são de pessoas que foram testadas para a COVID-19, é verdade. Mas como a morte é relativamente rápida (poucas semanas), seria muito fácil rebater o seu argumento, a menos que acredite em grandes coincidências. Mesmo a introduzir alguma correcção, é evidente que continua a morrer gente de COVID-19. Aliás, a correcção a introduzir a nível global vai no sentido contrário (basta ver a estatísticas dos excessos de mortes neste período). 
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De Eremita a 24.04.2020 às 11:22

Aliás, ontem foi um dos três dias com 35 mortes em Portugal. Só houve um dia com mais mortes (37). Se a epidemia já acabou, então é porque não chegou a começar. Mas talvez esta seja uma tese a explorar - aqui já nada me surpreende.
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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 12:05

ontem foi um dos três dias com 35 mortes em Portugal

É verdade. Mas, tal como já referi, devido à forma como a contagem de mortes é feita em Portugal, as pessoas que morreram até podem ter morrido de cancro e já nem estarem com o vírus (podem ter sido testadas há duas semanas e ter-se verificado que estavam infetadas, entretanto eliminaram o vírus do seu organismo mas pioraram do cancro e morreram sem terem feito um novo teste a confirmarem que estavam livres do vírus, e são contabilizadas como mortos covid apesar de não ter sido o covid quem as matou).

Ademais, é bem sabido que o covid mata, em muitos casos, muito lentamente. Por exemplo, o escritor Luis Sepúlveda faleceu recentemente de covid, seis ou sete semanas após ter sido infetado. Os 35 mortos de ontem possivelmente já tinham sido infetados há muitas semanas. Mesmo após a epidemia terminar (dentro de duas semanas, de acordo com André Dias) continuará a haver mortos covid durante algumas semanas, apesar de já ninguém (ou pouquíssima gente) contrair o vírus de origem.
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De Eremita a 24.04.2020 às 15:49

O que diz sobre a COVID-19 também poderia ser dito sobre a gripe. A minha impressão é que se formos fazer essa recontagem de mortos, os partidários da tese da COVID-19 como um "resfriadinho" vão sair a perder (aumentará a distância entra a gripe e a COVID-19. A gripe mata 72 000 por ano na Europa. A COVID-19 já matou mais de 100 000 e estamos muito longe da imunidade de grupo. Num artigo do NYT que estima o número de mortos de (ou devido a consequentes associáveis à) COVID-19 conclui-se que 36000 mortes ficaram por contar. 
https://www.nytimes.com/interactive/2020/04/21/world/coronavirus-missing-deaths.html


Muito bem. Então os mortos acabam quando, pode indicar? 2 meses? E acabarão naturalmente ou por causa das medidas de confinamento social? Já agora, na China a epidemia seguiu a sua evolução natural ou foi controlada pelos chineses? 
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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 17:48

os mortos acabam quando, pode indicar?

Podem nunca acabar. Basta que a DGS não faça testes às pessoas que foram identificadas como portadoras do vírus para demonstrar que elas já estão livres do vírus. Enquanto os testes não forem feitos (ou enquanto derem resultados inconclusivos), as pessoas continuarão a ser consideradas portadoras do vírus e portanto, quando morrerem (mesmo que morram por caírem de um andaime ou por serem atacadas por um cão asselvajado) serão consideradas mortes por covid.
Simples.

Às outras duas perguntas não sei responder. Nem ninguém sabe.
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De Esteves a 05.06.2020 às 18:34

cairem de um andaime, têm covid... sao contabilizados como mortes covid
Amigo largue o tinto sff


Ja agora... o seu guru andre diz que nao se devem testar pessoas assim
Decidam-se
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De Esteves a 05.06.2020 às 18:30

O andre nao se rege pela natureza... a natureza rege-se pelo andre !
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De Anónimo a 06.06.2020 às 11:14

E isso mesmo. O pateta do pequenote não faz a coisa por menos
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De Esteves a 08.06.2020 às 21:26

"e quando aterrou em Munique, num grande centro de investigação de epidemiologia"

"Ao ver os números iniciais que a OMS ia produzindo, ficou aterrado e começou a perguntar a estatísticos e epidemiologistas experiente como nos íamos safar, tendo ficado vacinado contra o medo "

Oh amigo HPS, tem de ser mais convincente. Acha que toda a gente come gelados com a testa....entao voce mal o conhecia ... e agora ate sabe que ele estudou num GRANDE centro... claro que sabe, o seu amigo andre passa a vida a gabar-se disso.    Depois diz que ele começou a perguntar a estatisticos e epilemiologistas experientes ??  Ahaha a sério ? VAmos la a ser serios!! Entao mas o especialista afinal nao é ele ?  Se ele precisou de opiniao de 3ºs e veio so ver a bola , quem ele pensa que é para dar palavras de ordem e dar palestras online ? Agora qualquer um pode ser médico e dar consultas ?  NAo deviam ser esses especialistas a alertar o mundo ?  É que o seu amigo andre nao so faz este papel patetico cá em Portugal como traduziu para varias linguas. O que é que os tais especialistas vao achar ao ver um espectador da bola a mandar bitaites ?    Só enganam carneiros.     Esqueceu-se de comentar que o levou para os debates da Iniciativa Liberal e que ate lhe abriram a porta do observador.   Lembrem-se.... no meio dos carneiros ha lobos que nao dormem

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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 09:39

Em fenómenos probabilísticos, raramente há uma gaussiana perfeita. Só quando a estatística tende para infinito é que se obtém a gaussiana.
A epidemia acaba quando se confundir com o "ruído" de fundo.
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De Eremita a 24.04.2020 às 11:09

Já olhou para a curva a nível global? Se acha que aquela curva termina em duas semanas, indique-me o Deus em que acredita porque deve dar muito jeito numa situação de aperto.
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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 11:21

Se acha que aquela curva termina em duas semanas

Eu não acho nem deixo de achar. Só disse que André Dias faz uma previsão (válida para a zona temperada do hemisfério Norte, não para a Terra na sua totalidade) de que a epidemia terminará dentro de duas semanas e que, mesmo após essas duas semanas, ela não recrudescerá mesmo que as medidas de confinamento sejam totalmente levantadas. Esta é uma previsão objetiva, que serve para testar a teoria de André Dias. Veremos assim, dentro de duas semanas, se essa teoria é válida ou não.
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De Eremita a 24.04.2020 às 15:56

Não sei se serve. Se ele diz que o confinamento social é irrelevante e não há termo de comparação (houve confinamento social em todo o lado, inclusive na Suécia), como  distinguir a evolução natural da epidemia do cenário em que foi o homem a controlá-la? E como explicar as curvas diferentes de país para país? China e Coreia do Sul versus Espanha, Itália e EUA, por exemplo? Não seria de esperar curvas idênticas ou quase?


Quanto ao reaparecimento, só não acontecerá depois de levantado o isolamento social se já estivermos com imunidade de grupo. Não parece ser o caso. 
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De Luís Lavoura a 24.04.2020 às 17:57

o reaparecimento, só não acontecerá depois de levantado o isolamento social se já estivermos com imunidade de grupo

Asneira. Já houve no mundo montes de epidemias que desapareceram sem deixar rasto, sem que houvesse imunidade de grupo. Epidemias de ébola e de SARS no nosso tempo de vida, por exemplo. Epidemias de peste negra ou de varíola no passado.

A maior parte (para não dizer a totalidade) das epidemias desaparece sem que a população tenha imunidade de grupo. As epidemias nunca chegam a atingir gente suficiente para que se crie a tal imunidade de grupo. Atinge-se apenas uma imunidade muito parcial, e entretanto a epidemia desaparece por outros motivos quaisquer (que não a imunidade de grupo).

É claro que a epidemia de covid pode regressar. Tal como há epidemias de gripe todos os anos, também é possível que passe a haver epidemias de covid regularmente (ou irregularmente). Não sabemos.
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De Eremita a 24.04.2020 às 20:39


Cuidado com a lógica. Eu nunca escrevi que as epidemias só desaparecem uma vez atingida a imunidade de grupo, essa conclusão é sua. Escrevi que só a imunidade de grupo (a vacina ou o isolamento social) prevenirá novos surtos de COVID-19. Se quiser tirar mais conclusões absurdas a partir do que escrevi para depois as rebater...


Outra asneira sua é comparar alhos com bugalhos. O MERS, a SARS e o Ébola não provocaram pandemias, foram epidemias ou surtos (muito localizados). A varíola é o único exemplo comparável na distribuição geográfica e números. Como sabe, ao longo dos séculos voltou repetidas vezes porque não havia imunidade de grupo e só desapareceu com a imunidade de grupo trazida pelas campanhas de vacinação. 
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De Esteves a 05.06.2020 às 18:38

"Asneira. Já houve no mundo montes de epidemias que desapareceram sem deixar rasto, sem que houvesse imunidade de grupo. Epidemias de ébola e de SARS no nosso tempo de vida, por exemplo. Epidemias de peste negra ou de varíola no passado."


Acho que aqui o amigo lavoura nunca ouviu falar em vacinas  Ate parece que essas doenças nunca mais apareceram em lado nenhum
qualquer uma dessas doenças ainda existe, têm vacina e têm cura.   
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De Albino Manuel a 23.04.2020 às 15:05

Antes do mais:


André Dias - o nome não me é totalmente estranho, mas não faço ideia de quem seja. Andou em Munique? E então? Os nossos artistas plásticos correm para Berlim e de lá sairam umas boĺsas, nào uns génios. Na Alemanha há um epidemiologista altamente respeitado mas é um tal Droze ou Drozen.


O que o André tem a acrescentar é zero. Mas esta é a terra que temos e ele andou por Munique. A minha cadela andou pela free shop de Frankfurt e nào ficou doutora.


Mas incomoda-me a sua desonestidade intelectual - isso mesmo - em que lembrando sempre a sua ignorância vai urdindo o resultado pretendido. Com convicção? Duvido. Vai pelo seu nicho de mercado.


É estrsnho e ao mesmo tempo curioso ver a pobreza intelectual da direita portuguesa. Digo mais: é indigente. Tudo traduzido do ameŕicano. Isso reflecte-se por exemplo no amor a Israel. Onde vai o antijudaísmo do estado novo. Resumindo: se Trump disser que a culpa é toda da malta da Suazilândia aqui, no Blasfémias e no Insurgente vá de uivar contra as patifarias da malta da Suazilândia. É de facto uma pobreza de espírito. Com uma atenuante: são o terceiro escalão dos ersatz. Primeiro a jornalada que ninguém lê, depois o facebook que desconheço e depois o corpo de bailado dos blogs. Uma miséria.  


Presumo que todo este esforço é para chegar um dia a secretáriode estado. 
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De JPT a 23.04.2020 às 18:07

Para estes Albinos, a Suécia é fascista.
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De Esteves a 05.06.2020 às 18:44

Secretario de estado ?  Engano
O andre é candidato a presidente 


https://www.facebook.com/andrediaspresidente (https://www.facebook.com/andrediaspresidente)



Veja o video

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