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Alienação

por henrique pereira dos santos, em 14.11.22

Carmo Afonso ministra a sua habitual dose de alienação na última página do Público, descrevendo uma realidade privada, sem qualquer ligação com a realidade real.

Isso é o normal, o que já não é normal é que perante um artigo completamente absurdo (embora seja o que é de esperar de Carmo Afonso), o Público faça uma chamada de primeira página para um artigo de opinião indigente e, de caminho, subscreva a tese, delirante, de que o Qatar é um país liberal e um modelo de liberalismo sobre o qual a Iniciativa Liberal se deveria pronunciar, isso é muito mais divertido.

Nos índices de liberdade económica o Qatar está no primeiro terço, é verdade, mas abaixo de Portugal (em 160 países, Portugal anda pelos trinta e poucos e o Qatar pelo quarenta e qualquer coisa), no grupo dos países moderadamente livres.

Esta posição decorre do facto de haver factores em que o Qatar apresenta posições mais positivas (do ponto de vista de quem faz estes índices, claro) do lado da fiscalidade (que há quem confunda com liberalismo, basta ter a noção de que os países escandinavos, tipicamente com elevadas cargas fiscais, estão sempre nos lugares à volta do dez para se perceber como essa percepção é errada), mas bastante menos positivos em coisas essenciais para os liberais, como a liberdade de comércio, a liberdade do trabalho e, muito mais sensível para um liberal, o respeito pela lei e a independência do sistema judicial (não há grande originalidade nesta errada percepção de liberalismo, Fukuyama, se bem percebi a citação que um dia destes dele fez Pedro Bingre do Amaral, também cita a Somália como exemplo de aplicação do liberalismo, esquecendo o princípio central do respeito por uma lei igual para todos, como pedra basilar de sociedades e comunidades liberais).

Resumindo, que Carmo Afonso escreva disparates constantemente, é normal e é com ela, é para isso que foi contratada com certeza, mas que quem fechou a primeira página do Público resolva destacar, concordando, com o monumental disparate de considerar que existe um "triunfo do liberalismo no mundial da vergonha" é caso para se ficar envergonhado com a qualidade do jornal que se compra.



12 comentários

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De Anónimo a 14.11.2022 às 10:05

'se a merda valesse dinheiro ...' os jornalistas eram ricos e não mendigos 
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De O primata apartidário a 14.11.2022 às 21:29

O publicuzinho nem para limpar o dito serve. 
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De JPT a 14.11.2022 às 10:06

Sendo o HPS uma pessoa de evidente bom senso, fico surpreso que leia - e mais, ainda, que comente - o que escreve a Sr,ª Carmo Afonso. Para lá da vida ser demasiado curta para gastarmos tempo a ler toda a porcaria que se escreve (só para cumprirmos o nosso papel de sermos pessoas abertas e pluralistas, pois não venho outra razão), parece-me que, tendo a senhora sido angariada pelo Público para aumentar o número de comentários, na edição online, e de cartas ao director, na edição em papel, ao reiteradamente comentar os textos da dita cuja, o HPS está a contribuir para essa triste técnica de vendas.
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De henrique pereira dos santos a 14.11.2022 às 11:44

O post não é sobre o que escreve Carmo Afonso, mas sobre o facto de quem fecha a primeira página do Público, alguém do topo editorial do Público, achar que o Qatar é um modelo de liberalismo.
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De JPT a 14.11.2022 às 12:05

Creio que a chamada de capa para o artigo da Sr.ª Carmo Afonso é mera técnica de vendas (escreva o que ela escrever). E foi o "topo editorial do Público" que lhe deu o destaque da última página (pensar que, durante anos, começava o meu dia a ler essa página). Mal, a meu ver, está o João Miguel Tavares, que não se rala de ser equiparado pelo "topo editorial do Público" às aberrações com que partilha esse espaço - ou seja, de fazer a figura de "aberração liberal".
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De Anonimo a 14.11.2022 às 10:24


Oh...


Ha pouco ouvi um "debate" entre um Mayan e um deputado do PC, acerca da greve estudantil-climática.
O do PC, para além de loas à intervenção (aqueles países que ele adora levam isso da liberdade de expressão e direito à indignação muito a sério) dos jovens, julga a crise climática como culpa do liberalismo e da exploração do lucro. E é isto.
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De Anónimo a 14.11.2022 às 11:10

Repetindo-me : puro masoquismo ler  o folheto e, no folheto, a indigente mental...
JSP
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De balio a 14.11.2022 às 12:19


Para a esquerda, a única coisa que importa na Iniciativa Liberal é que ela é liberal na economia. Não lhes interessa reparar no facto de que também é liberal na sociedade e na política.
Para a direita, é o contrário- fica furiosa por a Iniciativa Liberal ser liberal na política e na sociedade, gostaria que ela fosse liberal somente na economia.
Em comum, a direita e a esquerda têm em comum o não serem liberais.
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De É certa a vitória a 14.11.2022 às 21:00

Já sabido estar a vera democracia habitando na Coreia do Norte,Rússia de Putin,China de XIJIPIN,Irão das fatwas e corte de mãos,Síria do dentista.
O resto é a vasta criação pela cia,fbi,interpol,amnistia internacional,onu e guterres,grande finança,redes socio-ocidentais,literaturas e artes,escravistas,machistas e todos quantos são marionetes daqueles.
Quase tudo.
Ora a mim parece,seguindo as últimas novidades,ser um problema de descarbonificação.É a raiz de todos os males.É a juventude e o bloco na vanguarda da luta.
É preciso avisar as redações e redatores(as,os,es,lgbttii++++).de por onde começar e Que Fazer.
Sem isso nada feito.
(amigos tenho que já descarbonaram quase tudo na vida diária.Estão mesmo em contacto com os melhores bioquímicos,garantem-me e tenho fé,para lhes substituirem o Carbono por outro elemento compatível.Então sim será a revolução total.Espero crendo).
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De Alexandre N. a 14.11.2022 às 22:06

Quem compra o público? Qual o público alvo?
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De passante a 15.11.2022 às 02:02

Gente semi-letrada, "mentecastos" como lhes chamou o autor do Dragoscópio, num daqueles neologismos sarcásticos que a audiência já não dispensa.
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De Anónimo a 15.11.2022 às 10:11

HPS, valha-nos, ao menos, que desta vez não aconteceram coisas terríveis aos passarinhos silvestres, nem às florzinhas campestres! Mas a Carmo Afonso é, custa-me dizê-lo, bastante simplista. Ela apenas quer demonstrar, com os  "recursos" de que dispõe, esta coisa simples:
1- O Qatar, esse país horroroso, é liberal
2- A IL é liberal 
3- Logo, a IL é horrorosa


Portanto, levante-se o réu! Subentende-se que a C.A., quando iguala a IL ao vilão Qatar, pretendia fazer passar uma daquelas suas ideias pueris, quase básicas: _«Vejam, senhores, quem são e onde estão os "bons e os justos"?  _  Obviamente que esses merecedores de elogio estão no seu quadrante político, como não podia deixar de ser.
 E aqui está o tipo de discurso mais "complexo" que o raciocínio abstruso da C.A. é capaz de produzir. 
 A rapariga tem futuro! E que não lhe falte, no Público, um alfobre de "assessores" para... a assessorar com muita consultadoria!

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