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Hoje ou ontem (nem sei, nem me interessa), terá sido dia mundial da alimentação.
Uma colega minha (sei, mas não interessa quem é, a questão não é a pessoa, é o modelo de pensamento) escreveu a propósito do assunto:
"O planeamento dos sistemas alimentares associado à adopção de dietas responsáveis é uma das combinações que maior impacto positivo poderá ter sobre a nossa saúde e a saúde do planeta.
Hoje é Dia Mundial da Alimentação e é importante lembrar que é fundamental fazer a transição alimentar com a articulação de diversas políticas setoriais e atores em múltiplas escalas".
Aparentemente:
1) Os sistemas alimentares não são meras reacções às opções individuais das pessoas comuns, devem ser planeados;
2) As opções de cada pessoa, a cada refeição, deve estar associado a dietas responsáveis, associadas ao planeamento dos sistemas alimentares;
3) A transição alimentar (o que quer que isso queira dizer), não resulta dos milhões de decisões de pessoas livres, mas é um imperativo abstracto a que as pessoas comuns, se forem responsáveis, devem aspirar;
4) Tudo isso deve ser feito em articulação com as políticas sectoriais, suponho que seja porque as políticas sectoriais é de que devem condicionar as opções das pessoas, em vez das políticas sectoriais serem desenhadas para dar resposta às necessidades que as pessoas sentem como tal;
5) As escalas devem ser as de música, de tal maneira este lero lero se aproxima disso mesmo: música.
O que gostaria de sublinhar é que isto é um mero exemplo, este lero lero woke está por todo lado, parece uma coisa pensada, sensata e promotora do bem comum, mas na prática é a eterna defesa da preponderância dos valores colectivos sobre as liberdades individuais.
Desde que sejam os autores do lero lero a definir o que são os valores colectivos, claro, se alguém definir como valor colectivo a defesa das liberdades individuais, e coisas que tais, naturalmente isso não são valores colectivos, são ideias estapafúrdias.
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