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Alienação

por henrique pereira dos santos, em 16.10.22

Hoje ou ontem (nem sei, nem me interessa), terá sido dia mundial da alimentação.

Uma colega minha (sei, mas não interessa quem é, a questão não é a pessoa, é o modelo de pensamento) escreveu a propósito do assunto:

"O planeamento dos sistemas alimentares associado à adopção de dietas responsáveis é uma das combinações que maior impacto positivo poderá ter sobre a nossa saúde e a saúde do planeta.

Hoje é Dia Mundial da Alimentação e é importante lembrar que é fundamental fazer a transição alimentar com a articulação de diversas políticas setoriais e atores em múltiplas escalas".

Aparentemente:

1) Os sistemas alimentares não são meras reacções às opções individuais das pessoas comuns, devem ser planeados;

2) As opções de cada pessoa, a cada refeição, deve estar associado a dietas responsáveis, associadas ao planeamento dos sistemas alimentares;

3)  A transição alimentar (o que quer que isso queira dizer), não resulta dos milhões de decisões de pessoas livres, mas é um imperativo abstracto a que as pessoas comuns, se forem responsáveis, devem aspirar;

4) Tudo isso deve ser feito em articulação com as políticas sectoriais, suponho que seja porque as políticas sectoriais é de que devem condicionar as opções das pessoas, em vez das políticas sectoriais serem desenhadas para dar resposta às necessidades que as pessoas sentem como tal;

5) As escalas devem ser as de música, de tal maneira este lero lero se aproxima disso mesmo: música.

O que gostaria de sublinhar é que isto é um mero exemplo, este lero lero woke está por todo lado, parece uma coisa pensada, sensata e promotora do bem comum, mas na prática é a eterna defesa da preponderância dos valores colectivos sobre as liberdades individuais.

Desde que sejam os autores do lero lero a definir o que são os valores colectivos, claro, se alguém definir como valor colectivo a defesa das liberdades individuais, e coisas que tais, naturalmente isso não são valores colectivos, são ideias estapafúrdias.


7 comentários

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De Jorge a 16.10.2022 às 17:15

Ela esqueceu se que os paises com maior planeamento central, foram os que tiveram maior pobreza e carestia alimentar.
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De passante a 16.10.2022 às 20:24

a saúde do planeta


Já me dava por contente se deixassem de antropomorfizar o planeta, ele detesta isso.






(Eu cá se tivesse 12 mil km de diâmetro, e os micróbios que pululam numa película superficial com 0.001% da espessura se pusessem com coisas, tratava-lhes da saúde ...)
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De Anónimo a 16.10.2022 às 21:28

Transição alimentar de prato cheio para prato vazio. É um processo natural e resiliente. 
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De Elvimonte a 17.10.2022 às 01:45


Talvez fosse útil olhar-se para as teorias da Tolerância Repressiva e da Ditadura das Minorias, ambas da autoria de Marcuse (recordar o cartaz do Maio de 1968, onde se lia "Marx, Mao, Marcuse"), o alemão da Escola de 
Frankfurt que emigrou para os EUA onde foi professor. 

E também para a filosofia/ideologia de Leo Strauss, o americano que foi professor da Universidade de Chicago, consubstanciada nos seguintes princípios que os "bons" straussianos seguem:

1. The Few Must Rule The Many.
2. Virtue Is Defined By The Elite.
3. The Strong Must Rule The Weak
4. There Is Only One Natural Right: The Right Of The Wise Few To Rule Over The Vulgar Many.
5. “The Rule Of The Wise” Is Unquestionable, Authoritarian, Absolute and Covert.
6. There Are Three Classes: The Wise-Few, The Vulgar-Many And The Gentlemen.
7. Religion Is Essential In Order To Impose Moral Law On The Masses.
8. The State Maintains Omnipotence Through Militaristic Nationalism.
9. Order And Security Are To Be Insured By A State Of Perpetual War.
10. The Wise Must Maintain A Culture Of Deception And Carry On A Perpetual Confusion Campaign.
11. The Many Are Told What They Need To Know And No More.
12. Lies Are Held To Be Necessary And Noble.

Chego a duvidar que Marcuse e Strauss não tenham adoptado "1984" e "Animal Farm" de George Orwell como manuais.

À luz de alguns dos princípios straussianos, não se trata da 

"eterna defesa da preponderância dos valores colectivos sobre as liberdades individuais." (HPS), 

muito pelo contrário. A percepção, construída sob doses maciças de campanhas de contra-informação, de supressão e de censura, até pode ser essa, mas a realidade é outra - "follow the money" é um bom ponto de partida para o aclaramento, embora não o único.


E quem não "come a palha" (da transição alimentar, da transição energética, da transição de género, etc.) é rotulado de "negacionista" nuns casos, de "covidiota" noutros e mais recentemente de "putinista", pese embora:

- o gelo do Ártico continuar lá, até com ligeira tendência para aumentar (https://woodfortrees.org/plot/nsidc-seaice-n/from:2014.7/trend/plot/nsidc-seaice-n/from:2014.7); 

- a executiva da Pfizer Janine Small, numa recente audição no parlamento europeu, ter vindo confirmar (já se sabia, os artigos científicos dos ensaios clínicos - se os lessem - não deixavam dúvidas) que os testes realizados às vacinas contra a COVID-19 não tinham por objectivo determinar se os vacinados podiam transmitir a doença e portanto nada se sabia sobre esse aspecto (https://youtu.be/5A2ZkW8pUWg);

- ter-se registado em 2022 um estranho excesso de mortalidade em todas as faixas etárias, aproximadamente entre as semanas 24 e 34, precisamente no período em que a mortalidade é historicamente mais baixa, não atribuível à COVID-19 (https://www.euromomo.eu/graphs-and-maps); 
  
- a Ucrânia ter violado os acordos de Minsk repetida e continuadamente durante 7 anos e intensificado os bombardeamentos ao Donbass a  partir de 16/2/2022, segundo relatórios da OSCE,  não tendo conferido a prometida autonomia às regiões do Donbass, ao invés do que aconteceu com o Kosovo que, na sequência dos bombardeamentos - por razões "humanitárias", claro - da NATO à Sérvia,  para se tornar independente nem precisou de realizar referendo, algo que o Tribunal Internacional de Justiça reconheceu como legítimo face ao direito à auto-determinação consagrado na Carta da Nações Unidas  (https://kanekoa.substack.com/p/osce-reports-reveal-ukraine-started).
 
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De entulho a 17.10.2022 às 09:36

não vim ao mundo para o endireitar, muito menos para ouvir uns quantos palermas sempre a querer limitar-me com a 'canção do bandido'.
não preciso indicar os dois lugares aonde devem ir
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De Anónimo a 17.10.2022 às 10:55

Quando se chega a estes níveis de controlo por chalados e o permitimos, então chegámos, certamente, a patamares do foro do demencial e já não há nada a fazer: estamos todos metidos na nave dos loucos.
Mas sabe o que mais exaspera? É que o método vai ser o de sempre: essa gente usará as crianças como torpedos-detonadores para, através delas, se insinuarem sub-repticiamente na vida doméstica. Pode ter a certeza de que vão dar os passos certos para se intrometerem na vida familiar, começando por ensinar, na escola, aos petizes não só quais os alimentos que não devem comer, acabando a incutir-lhes que também os devem recusar liminarmente em casa. (A questão alimentar é apenas mais um exemplo a somar a outros bem mais graves que estão na calha para ser implementados nas escolas). Mas o que importa perceber é que todo este «modus operandi» não passa despercebido e vai sempre no mesmo sentido: dotar as crianças de um voluntarismo tal, que exorbita a capacidade  de os pais se imporem, sentindo a sua autoridade questionada e desafiada. Incute-se-lhes, às novas gerações,  que o Estado precede a Família, porque é a ele _ e só a ele_ que cabe a incumbência de zelar  pelo seu bem (e já agora também pelo futuro do planeta!!!) e assim, duma penada, toda esta geração interiorizará perigosamente que o Estado a protege de pais retrógrados e ignorantes e por fim, estará apta a pôr em causa o seu modelo de vida doméstica, familiar e educacional. 


O que tem estado em curso _desde o início_ é o abuso dum Estado prepotente que se vai impondo e sobrepondo em todas as áreas da esfera familiar, privada e individual _ ( através de um controlo inusitado e doentio que vai desde o policiamento da linguagem até à nossa alimentação e sempre, sempre com o engodo da "inclusão" e em nome da falácia do "bem comum") _ não tem outro fim senão modificar "por dentro" a natureza das coisas, com vista a fazer implodir um certo paradigma social e familiar. 


Não há dúvida de que a geringonça faz parte integrante da natureza desta gente e permanece nos seus espíritos,  continuamente a fazendo-nos mossa e a causando danos. Espero que reversíveis a seu tempo.
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De camaradas a 18.10.2022 às 04:30

Para quem sente um pingo de humanidade pelo outro, vão ao Twitter e pesquisem Argentina e coloquem a busca em vídeos, ver pessoas com mais de 70 anos a revolver caixotes do lixo para encontrar o que comer!. Puta que pariu quem se diz de esquerda. e não passa na na CS.

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