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Afinal quem são os bárbaros?

por João Távora, em 12.08.25

porco.jpg

Assim como foi um erro crasso a forma como o governo da geringonça lidou com a questão da imigração e o tabu que se alimentou à volta da invasão de estrangeiros, parece-me um erro de igual calibre alimentar ou pactuar com a retórica profundamente racista que circula nas redes sociais como aquela com que ilustro este post, com variáveis estéticas a roçar o obsceno. Além de politicamente perigoso, este discurso incendiário é moralmente condenável, principalmente se originário de quem se arrogue defensor da civilização cristã. Este discurso não é civilizado, é bárbaro. A salvaguarda dos valores humanistas requere que estes sejam mesmo postos em prática, também no discurso. A evidente a necessidade de controlar a imigração (e promover a natalidade de cristãos – chamemos-lhes assim) nada ganha com este discurso odioso.

Como já referi aqui há atrasado, dado o actual estado de coisas estou naturalmente muito pessimista. Em face à complexidade das questões em equação, tenho pouca fé na alteração da realidade pela via legislativa. Mas acho bem que se reponham leis de imigração decentes, que salvaguardem a capacidade de integração dos forasteiros, segundo as nossas regras e costumes. Se a legislação tiver força para “sinalizar” critérios exigentes de entrada, que se “sinalize”.

Tudo isto porque o mais importante é preservarem-se os valores cristãos que construíram este lugar de humanismo, liberdade e abundância. Cuidado não se atire pela janela o bebé com a água do banho. Para já os sinais da rua mostram claramente como “os nativos” são afinal tão susceptíveis a virarem bárbaros - a esquecerem-se dos ensinamentos de Jesus Cristo.


9 comentários

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De Silva a 12.08.2025 às 16:39

" foi um erro crasso a forma como o governo da geringonça lidou com a questão da imigração"


Não se tratou de um erro, foi uma política deliberada de facilitação de entrada de imigrantes, tanto nesse governo da geringonça como no seguinte também liderado pelo comunista António Costa, onde chegou ao ponto de extinguir o SEF substituindo pela AIMA que não tem poderes de polícia limitando-se a tratar de assuntos burocráticos.
O objectivo foi mesmo o de emporcalhar a sociedade, tanto ao nível económico, social, político, religioso, cultural, policial, etc., afinal, tudo isto é revolucionário.
Insisto, é necessário que haja vontade/coragem política para implementar, rapidamente e em força, reformas estruturais a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.


Governo quer simplificar despedimentos por justa causa - Lei Laboral - Jornal de Negócios (https://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/lei-laboral/detalhe/governo-quer-simplificar-despedimentos-por-justa-causa)
Ainda agora o governo quer facilitar os despedimentos por justa causa, ou seja, não há vontade/coragem política para liberalizar os despedimentos, mas a pressão financeira deve ser tanta que lá terão que "cernelhar" essa medida.
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De Anónimo a 12.08.2025 às 16:46

Calma, já estivestes mais longe de ter o país e Europa que desejais...
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De Anónimo a 12.08.2025 às 17:27

Infelizmente o aforismo é verdadeiro... 
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De Anónimo a 12.08.2025 às 18:46

Nos States o governo actual também se rege pelo Livro Sagrado e é de orientação cristã. 
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De O apartidário a 13.08.2025 às 09:08

Santana Lopes em 2025 reconhece os factos sobre a situação calamitosa na imigração (canal Abraço da verdade)

https://youtu.be/6e67hEq_ydk?si=Td5fhAY1euZRbZN3
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De Pedro Lemos a 13.08.2025 às 09:12

Talvez seja o caso de Portugal estabelecer rotas aéreas apenas a países que entende civilizados: burocracia ficaria bem mais fácil. O mesmo vale a seus portos marítimos. Talvez seja o caso também de Portugal editar uma lei considerando como Português apenas a língua falada em Portugal (no Brasil falaria brasileiro, em Angola, angolano, assim por diante): isso acabaria com essa discussão inútil sobre acordo idiomático. Seria o caso também de Portugal, como nação cristã, submeter suas leis à chancela papal, garantindo assim aos portugueses, mesmo os descendentes de judeus Sefarditas, acesso direto ao paraíso. Seria o caso de Portugal olhar mais para si e menos pro mundo, já que o mundo desdenhou da liderança portuguesa e insistiu em suas independências. Com tais medidas, Portugal estará apto a tornar-se, finalmente, a grande nação abençoada por Deus, um lugar em que todos sonhariam ir, ninguém poderia entrar e poucos teriam motivos para sair. Mas posso estar errado. 
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De anónimo a 13.08.2025 às 18:45


Migrantes?. Não, uma invasão muçulmana organizada. Jóvens sadios, bem alimentados e em idade militar. Imiscíveis por cultura e idade, aliás nunca tiveram essa intenção.
Não sei se as bisnetas dos actuais líderes europeus (ingénuos, ignorantes, obcecados, covardes?) serão felizes vestidinhas com as burcas ... isto se conseguirem sair do geniceu.
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De Anónimo a 14.08.2025 às 15:47

quando li o título do post a primeira coisa que me veio á memória foi a toma de posse de marcelo rebelo de sousa, como PR
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De Anónimo a 16.08.2025 às 22:01

O facto de sermos seguidores de Cristo não deve influenciar a política.  Nomeadamente a política de imigração extra europeia. A Cristo o q é de Cristo, a César o q é de César.  

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