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Assim como foi um erro crasso a forma como o governo da geringonça lidou com a questão da imigração e o tabu que se alimentou à volta da invasão de estrangeiros, parece-me um erro de igual calibre alimentar ou pactuar com a retórica profundamente racista que circula nas redes sociais como aquela com que ilustro este post, com variáveis estéticas a roçar o obsceno. Além de politicamente perigoso, este discurso incendiário é moralmente condenável, principalmente se originário de quem se arrogue defensor da civilização cristã. Este discurso não é civilizado, é bárbaro. A salvaguarda dos valores humanistas requere que estes sejam mesmo postos em prática, também no discurso. A evidente a necessidade de controlar a imigração (e promover a natalidade de cristãos – chamemos-lhes assim) nada ganha com este discurso odioso.
Como já referi aqui há atrasado, dado o actual estado de coisas estou naturalmente muito pessimista. Em face à complexidade das questões em equação, tenho pouca fé na alteração da realidade pela via legislativa. Mas acho bem que se reponham leis de imigração decentes, que salvaguardem a capacidade de integração dos forasteiros, segundo as nossas regras e costumes. Se a legislação tiver força para “sinalizar” critérios exigentes de entrada, que se “sinalize”.
Tudo isto porque o mais importante é preservarem-se os valores cristãos que construíram este lugar de humanismo, liberdade e abundância. Cuidado não se atire pela janela o bebé com a água do banho. Para já os sinais da rua mostram claramente como “os nativos” são afinal tão susceptíveis a virarem bárbaros - a esquecerem-se dos ensinamentos de Jesus Cristo.
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Interessantíssimo este artigo, com que aprendi bas...
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comem-se os machos. Não se devia dizer 'bife de va...
Antecipou-se ao comentário que ia fazer. É que ao ...
Adoro arroz e sei cozinhá-lo bem. Tive várias cozi...