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"“Há margem para não haver eleições e eu faço esse apelo ao primeiro-ministro: se está preocupado com a estabilidade política no nosso país, não avance com a moção de confiança. Nós garantimos, da nossa parte, que não aprovaremos moções de censura, por razões de defesa da estabilidade”, afirmou Pedro Nuno Santos."
Há quem ache que a empresa da família Montenegro é apenas uma fachada para que Montenegro receba uns pagamentos de empresas privadas interessadas em influenciar as decisões do Governo. Entre estes está muita gente relevante do PS, ao ponto de, no Parlamento e em declarações formais (não num aparte qualquer), dizerem que o Primeiro-Ministro é um avençado.
Naturalmente, para quem pensa isto, não há discussão possível sobre a permanência do Primeiro-Ministro, é preciso removê-lo e, naturalmente, desencadear os processos judiciais que possam levar Montenegro à cadeia por "mercadejar" o seu cargo.
Há quem pense que a empresa da família Montenegro tem actividade real, mas os serviços são prestados por Luís Montenegro, em violação da constituição e das suas obrigações de Primeiro-Ministro. Entre estes está muita gente relevante relevante do PS que tem dito formalmente isto, nomeadamente em declarações oficiais do partido.
Naturalmente, para quem pensa isto, não há discussão possível sobre a permanência de um Primeiro-Ministro que viola grosseiramente as suas obrigações constitucionais, é preciso removê-lo e, se o Presidente da República não o faz como deveria, por estar em causa o regular funcionamento das instituições, é preciso removê-lo eleitoralmente.
Com mais ou menos variações sobre esta duas hipóteses, há um monte de gente que, partindo do princípio de que a mulher de Montenegro é uma dondoca inútil (Pedro Adão e Silva, por exemplo, acha que sendo ela educadora infantil, omitindo a sua segunda licenciatura, não tem hipótese de ter qualquer relevância na empresa, critério que, aparentemente, não aplicou a Aida Tavares, igualmente educadora infantil de formação) e os filhos uns incapazes de contribuir para a actividade de empresas a sério, por serem muito novos (não sendo como o pai de Pedro Nuno Santos, que fundou a sua empresa com 24 anos, com certeza sem quaisquer clientes, fornecedores e know-how iniciais angariados no seu círculo social), entende que tudo isto "cheira a esturro", como defende Susana Peralta.
E há os que, como eu, acham que dizer que os filhos são testas de ferro dos pais cheira a esgoto e é um bom indicador de que quando faltam factos, qualquer insinuação de belo recorte literário serve para denegrir terceiros, invertendo o ónus da prova, e considerando as pessoas e as empresas como criminosos que têm de provar a sua inocência (não, não sou eu que invento "o negócio dos casinos é melindroso, a vários títulos. Por um lado, depende de concessões do Estado ... Por outro lado, o jogo é uma actividade regulada muito para além da própria concessão ... Acresce que o negócio do jogo é permeável a actividades de financiamento do terrorismo e branqueamento de capitais e está sob a alçada da respectiva lei ... convém recordar que Portugal teima em não transpor a última Directiva Antibranqueamento de Capitais da União Europeia", etc., etc., etc., a propósito do facto de uma empresa que presta serviços de gestão de dados pessoais a outra empresa que opera legalmente, entre outras actividades, casinos).
Entre os diferentes grupos que acreditam numas e noutras coisas a discussão é infrutífera porque escasseiam os factos e abundam as suspeições, processos de intenções, percepções subjectivas e outras coisas que tais.
O que é manifestamente absurdo é o PS, por ausência de esclarecimento de Montenegro, dizem eles (embora não consigam explicar em que medida todos os esclarecimentos que pedem alteram a ideia de que a empresa é uma fachada ou depende do envolvimento do primeiro ministro na sua actividade) estar convencido de que o primeiro ministro é um avençado e não exerce o seu cargo em exclusividade e, ao mesmo tempo, estar a pedir-lhe para em nome da estabilidade (isto é, da manutenção de um avençado que é primeiro-ministro em part-time), retirar uma moção de censura que permitirá remover este bandido da chefia do governo.
Esta gente que anda por aqui a dizer que os filhos do Montenegro, com a ajuda da mãe, não são capazes de gerir uma empresa daquela dimensão, não sabem que o Grupo CUF, então o maior conglomerado de empresas da Península, em 1966, quando morreu o gestor principal, Manuel de Melo, foi substituído pelos dois irmãos, seus filhos, Jorge e José Manuel, com 26 e 24 anos, respectivamente.
Não sabem nem querem saber.
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Esses que por aqui andam a desconversar(ou a virar...
Não é obrigado a saber, pois parece-me ser você um...
a quem aprecie as ditaduras
A mim o que me provoca nervoso (e nem é miudinho) ...
A chamada Comunicação Social tem uma enorme, enorm...