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... e o óscar foi para o senhor que fez de senhor com ELA, o qual apelou para que se trate da doença. E o óscar foi para a senhora que fez de senhora com Alzheimer, a qual apelou para que se trate da doença. E o óscar foi para a canção que celebra Luther King, cujos autores apelaram a que prossiga o combate à discriminação. E um banho de óscares foi para o senhor mexicano, autor de um filme sobre actores, o qual teve oportunidade de apelar a que se respeite a imigração mexicana. E a logística da cerimónia dos óscares foi para um senhor que diz que é casado com outro senhor, e que fez a apresentação mais tradicional, rígida, reverencial e desengraçada de que há memória.
Devidamente acautelado o problema das quotas, foram depois dois prémios de consolação para a inovação (Patricia Arquette e J. K. Simmons), para não se dizer que Hollywood está tão velha que tem medo até dos próprios filmes que faz.
Se não fosse a notável intervenção de Lady Gaga (a quem, no entanto, mandaram vestir-se de noiva) a noite teria sido letalmente soporífera.
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