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A tenaz

por João Távora, em 25.03.24

Alicate-Tenaz.webp

A vozearia sobre a viabilidade do governo AD sem maioria absoluta ainda vai aumentar mais uns decibéis. Se a esquerda à espera de melhores dias se distancia higienicamente dos “retrocessos” e de fantasmas fascistas (sempre assim foi), do outro lado, André Ventura vitimiza-se por não lhe darem lugar numa dança que na verdade não quer dançar. Se é verdade que para um Tango são precisos dois, definitivamente não é nesses maus modos que se pede a uma senhora para dançar, insultando-a, caluniando-a sistematicamente em público. É preciso mostrar boas maneiras e um módico de empatia para inspirar confiança num parceiro de dança. O esforço do Chega tem sido no sentido contrário, num jogo de equilibrismo tático da vitimização e reivindicação, ostracizado pelas linhas vermelhas que são o seu seguro de vida. O irrevogável “não é não” de Montenegro constitui o seguro de vida do Chega, que vive dessa marginalidade. Marginalidade em relação aos media tradicionais que são irrelevantes para o seu eleitorado, marginalidade em relação ao parlamento que os seus eleitores desprezam, marginalidade a qualquer solução de governo que tornaria o partido cúmplice do sistema que os seus militantes execram. O Chega é o único partido que está onde quer, por isso é que se chama “chega”. Não tem razões de queixa, o descontentamento (pobreza, desencanto) tende a ser maioritário e vêm aí umas eleições para o Parlamento Europeu.

Vêm aí tempos interessantes.


12 comentários

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De O apartidário a 25.03.2024 às 17:46

"Não tem razões de queixa, o descontentamento (pobreza, desencanto) tende a ser maioritário e vêm aí umas eleições para o Parlamento Europeu." -------------------------------- Sem dúvida! E não é só pela pobreza e desencanto parece-me a mim,pois há muitas outras questões importantes(pois nem só de pão vive o homem,não é?). Ainda hoje recebi na minha caixa de correio um panfleto de propaganda islamica por parte de uma Associação que procura converter(tirando proveito da bela liberdade religiosa ocidental que abre a porta ao suicídio identitário em nome da igualdade,não falemos agora das fronteiras abertas que deixam entrar terroristas), parte da população  ao islão com o belo slogan(num quadrado com fundo azul) 'Amor para todos, Ódio para ninguém' . 
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De O apartidário a 25.03.2024 às 20:28

Sei que alguns estão sempre prontos a dizer que em Portugal não há terroristas islamicos,portanto vejamos só um caso(e posso ir buscar outros casos reportados nos últimos anos,inclusive dos irmãos iraquianos que tiraram selfies com Costa e Marcelo há uns poucos anos e entretanto foram acusados de terrorismo e de associação ao estado islamico) que é o caso do indivíduo checheno-russo que saiu de cá sem responder à justiça(depois de ser detido pelo Sef)e fugindo para a Europa acabou por cometer o terrorismo da "praxe" em nome de Alá.
Aqui  https://ionline.sapo.pt/artigo/807557/sef-deteve-suspeito-do-ataque-em-bruxelas-na-guarda-em-2015?seccao=Portugal_i
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De Ricardo a 25.03.2024 às 21:07

E há o caso,ainda mal explicado, do ataque no centro ismaeli https://onovo.sapo.pt/noticias/ministerio-publico-deduziu-acusacao-contra-autor-de-ataque-ao-centro-ismaili/
Seja como for,com terrorismo ou sem terrorismo, a situação está muito perigosa para o futuro das sociedades europeias. Só não vê quem não quer ver ou quem é tolinho.
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De Ricardo a 25.03.2024 às 18:11

Como a AD já disse que não quer nenhum acordo parlamentar com o Chega, que conseguiu 48 deputados contra os 79 da AD, veremos quanto tempo aguentará esta Aliança Democrática. Não é preciso ser o Merlin para acreditar que em breve seremos, de novo, chamados a votar. O que não augura nada de bom para o país, mas é a vida, como diz o outro.

Vitor Rainho no jornal Sol

https://ionline.sapo.pt/artigo/811593/de-eleicoes-em-eleicoes-ate-a-derrota-final?seccao=Opiniao_i (https://ionline.sapo.pt/artigo/811593/de-eleicoes-em-eleicoes-ate-a-derrota-final?seccao=Opiniao_i)
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De lucklucky a 26.03.2024 às 00:22


"a Aliança Democrática fez lembrar o PS de 2015, pois não conseguiu convencer o eleitorado de que o país precisa de uma mudança clara."



Desde quando é que a AD é uma mudança clara?
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De O apartidário a 25.03.2024 às 18:20

O seguinte texto é a parte final do artigo 'O Seu Portugal ' no Observador:


O discurso de indignação com as escolhas políticas dos emigrantes torna-se ainda mais saliente quando comparado com o silêncio ou as frases devidamente seleccionadas com pinças sobre a imigração. Quase 800 mil estrangeiros vivem em Portugal. Há dez anos eram cerca de 400 mil. São jovens: seis em cada dez têm entre 15 e 44 anos. Portugal é o 7.º país da UE a receber mais imigrantes e é também o país da Europa com mais emigração. Em 20 anos, 15% da população emigrou. Desde a chegada dos retornados a Portugal que não se assistia a uma alteração da população desta dimensão. Estima-se que entre Julho de 1974 e 1976 mais de meio milhão de portugueses tenha chegado a Portugal proveniente dos territórios africanos. A sua integração na sociedade portuguesa é apresentada como um sucesso. Vão os actuais imigrantes repetir o modelo de sucesso da integração dos retornados nos anos 70?

Antes que alguém responda a esta pergunta recordo duas coisas que creio determinantes para o sucesso dessa integração: os retornados espalharam-se por todo o território não constituindo comunidades; falavam português e embora muitos deles nunca tivessem vindo a Portugal tinham quando aqui chegavam uma matriz escolar, religiosa e cultural comuns.

Helena Matos no Observador

https://observador.pt/opiniao/o-seu-portugal/
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De Anónimo a 25.03.2024 às 20:44

"...o seguro de vida do Chega, que vive dessa marginalidade". Se não estou em erro, vive de mais de um milhão de votos...por enquanto...
Juromenha
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De Terry Malloy a 25.03.2024 às 23:48


"Eu tenho de me rir de si".
"Eu tenho de me rir de si".
"Eu tenho de me rir de si".


Em matéria de boas maneiras, qual dos dois parceiros terá assim mimoseado o outro, em directo e ao vivo, 3 vezes como Pedro?
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De lucklucky a 25.03.2024 às 23:59

Para o PSD a ideologia genocida, totalitária é irrelevante.

"PSD vai indicar António Filipe do PCP para presidir à primeira sessão da XVI legislatura"



Marcelo foi ao beija mão ao Ditador Cubano logo após ir a votos. O PSD segue... espero que os votantes "de direita" na AD estejam contentes.


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De Albino Manuel a 26.03.2024 às 07:33

Posso estar enganado, mas há uma coligação de facto entre a AD e o Chega. Para mais não dá, pelo menos por agora. Não dá do lado do PSD porque o parceiro é companhia duvidosa e não dá do lado do Chega porque precisa de guardar a imagem de "estar contra isto tudo". Em suma: não estão casados de papel selado mas estão em concubinato. Razão tem  a IL: três na cama é demais e logo então com o Chega.
Está seguro o governo? Está. Pelo menos até que haja novo PR. Isso é o que conta agora. Tudo o mais é conversa.
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De balio a 26.03.2024 às 14:45

O João Távora é membro do PPM? Quero dizer, está politicamente comprometido com a Aliança que ganhou as eleições? OU é um monárquico não-PPM?
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De The Mole a 26.03.2024 às 14:47

"...ao parlamento que os seus eleitores desprezam" - há alguma evidência disto ou é mais um dos muitos dogmas que agora proliferam?

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