Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A Suécia e o Imperial College

por henrique pereira dos santos, em 17.04.20

No essencial, para a gestão política da epidemia é quase irrelevante a base científica com que se está a trabalhar, o que verdadeiramente conta é a gestão do medo que decorre da percepção pública.

Calculo - não sei porque nunca estive nessa situação - que seja difícilimo tomar decisões que afectam profundamente terceiros paralisados pelo medo, num contexto de incerteza muito grande.

Li algures que quando saiu um livro que se chamava "Cem cientistas contra Einstein" o próprio terá respondido: "Cem? Se eu estiver errado, basta um" e cito esta história só para lembrar que o argumento da maioria de opiniões é um argumento politicamente central, mas cientificamente absurdo.

Por isso vou tentando perceber a forma como os diferentes políticos vão gerindo o medo (manhosamente, como Merkel, que diz uma coisa e faz outra, cedendo completamente à sua opinião pública, como Johnson - Costa está no meio, entre as duas coisas -, sacudindo responsabilidades, como o primeiro ministro sueco que tem a vantagem de poder dizer que não é ele que toma as decisões ou enfrentando o medo de caras, como Marke Rutte), mas tenho-me ficado pela discussão do que fazem os promotores do medo, porque é nos promotores do medo que está o problema.

Dentre os maiores promotores do medo está a equipa do Imperial College que desenhou uns modelos muito influentes com previsões catastróficas, por exemplo, meio milhão de mortos no Reino Unido e 2,2 milhões nos EUA (aplicando os mesmos critérios, 400 mil em Itália).

Face à evidente discrepâncea entre a realidade e estas previsões, o principal responsável por estes modelos argumentou que com as medidas tomadas no Reino Unido, afinal o meio milhão de mortos seriam apenas 20 mil. (correcção: esta previsão de 20 mil mortos consta de um quadro do relatório inicial)

Resumindo, as medidas provocam uma redução na mortalidade de 25 para 1.

Esta tem sido a argumentação usada genericamente para dizer que se não houve catástrofe nenhuma, isso é apenas porque foram tomadas medidas.

eua.jpg

Por exemplo, o gráfico acima, que mostra claramente que até à semana 14 (a que acabou em 4 de Abril) o número de mortes atribuíveis à covid está abaixo de vários picos de gripe (subirá, com certeza, na semana quinze, para começar a descer na semana 16, aproximando-se ou ultrapassando ligeiramente o pico de 2017-2018), é explicado pela gestão da crise nos EUA (normalmente acrescenta-se, apesar de Trump, depois de muitas vezes se ter dito que Trump iria provocar um desastre sem memória com as suas opções de gestão da crise).

Tal como tem sido repetido, até à exaustão, que as opções da Suécia na gestão da crise provocaram o dobro dos mortos dos seus vizinhos nórdicos, sem atender a dois aspectos relevantes para interpretar os dados (esquecendo o pequeno pormenor da Dinamarca também ter o dobro de mortos da Noruega, em mortes por milhão de habitantes).

O primeiro é geográfico: a covid, tal como a gripe, não tem padrões geográficos homogéneos de incidência. Tem variações geográficas muito acentuadas, ainda não sabemos por que razões, como se vê na figura abaixo, para Espanha, em que seguramente não são as medidas tomadas, que são homogéneas, a explicar as diferenças geográficas de incidência (olhando para o mapa percebe-se o ridículo de pretender que a incidência da epidemia em Portugal foi determinada por medidas políticas e não pelo vírus).

espanha.jpg

O segundo aspecto relevante é o que liga os modelos catastrofistas aos dados da Suécia: o que esse modelos prevêem é um rácio de 25 mortos sem medidas para um morto com medidas, ou seja, ao contrário do que tem sido abundantemente repetido, o facto da Suécia ter o dobro de mortos dos seus vizinhos escandinavos não demonstra o erro de não se tomar medidas, o que demonstra (ou melhor, indicia, demonstrar, demonstrar, temos de esperar pelos dados dos testes serológicos) é precisamente o contrário.

De acordo com os modelos com base nos quais se deu livre curso ao medo e suporte aos governos para demonstrar firmeza na gestão da epidemia, a Suécia deveria estar a ter um número de casos e mortos cerca de 25 vezes acima dos que tomaram medidas mais drásticas.

Vá lá, admitamos que mesmo não tomando medidas mais drásticas, a Suécia tomou algumas medidas, esqueçamos que o pressuposto dos modelos é que é preciso tomar medidas radicais e o mais cedo possível, e aceitemos que as medidas suaves tomadas pela Suécia tiveram algum efeito relevante na evolução da epidemia, cortando para metade o efeito da epidemia, ainda assim deveria estar a ter casos e mortalidade pelos menos dez vezes acima dos outros.

Mas não, não está.

Temos duas hipóteses de conclusão: ou os modelos estão errados, ou a realidade anda enganada.



21 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.04.2020 às 10:45

feliz-mente temos o milagre dos Rosa ou ratos vorazes.
até Karl Gauss foi dar uma curva
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 17.04.2020 às 11:41

Dentre os maiores promotores do medo está a equipa do Imperial College

O Henrique acha?

A mim parece-me que o povo em geral ligará pouco a umas previsões de um grupo de cientistas. A maior parte do povo, aliás, nem conhecerá tais previsões. (Eu, por exemplo, que não sou uma pessoa mal informada, nunca tinha ouvido referir essa equipa do Imperial College nem as previsões que ela fez.)

O Henrique diz ou sugere que os políticos somente gerem o medo, do qual não são os promotores. Eu diria que os políticos estão entre os grandes promotores do medo. O medo é proporcional à atuação dos políticos. Por exemplo, os suecos divertem-se sem medo em bares e restaurantes, precisamente porque os políticos suecos lhes dizem que não é preciso ter medo. Idem, os holandeses não têm medo porque os políticos deles enfrentam o medo.

Eu diria que muitos políticos instilam o medo nas suas populações porque estão interessados em aproveitar o estado de crise. Alguns estão interessados na crise para promover uma maior intervenção dos Estados nas economias, ontros estão interessados nela para tomarem medidas repressivas sobre a população, outros para se autopromoverem eleitoralmente, outros para incentivarem a adoção de novos estilos de vida como o teletrabalho. (Eu sei que isto são tudo teorias da conspiração, mas avento-as mesmo assim.)
Sem imagem de perfil

De JPT a 17.04.2020 às 15:30

Outros para ver se conseguem que outros paguem o inevitável colapso das suas economias, mesmo sem Covid-19, considerado o seu raquítico crescimento, colossal dívida público, insustentável despesa estrutural, absoluta dependência de ciclos económicos favoráveis e actividades voláteis (como o turismo) e repúdio de qualquer política reformista (só uma achega para as suas teorias da conspiração).
Sem imagem de perfil

De Francisco a 17.04.2020 às 11:59

De que valem os jogos de palavras sobre modelos matemáticos quando se vê in loco que não estamos num surto normal de gripe? Vejam esta reportagem do New York Times:
https://www.nytimes.com/2020/04/14/magazine/coronavirus-er-doctor-diary-new-york-city.html?campaign_id=52&emc=edit_ma_20200417&instance_id=17713&nl=the-new-york-times-magazine&regi_id=33168120&segment_id=25373&te=1&user_id=36810663323316fe17749768e09c9e4a
Imagem de perfil

De Eremita a 17.04.2020 às 12:20

Só duas? Ó Henrique, que falta de imaginação. Consigo pensar numa terceira: o estado de negação. É compreensível que se agarre à crítica dos modelos catastrofistas do Imperial. O modelo do imperial é tão catastrofista que mesmo com as correcções necessárias continua catastrofista, pelo que não se percebe bem o que pretende provar. Repare que os EUA estão a confiar sobretudo no modelo da Universidade de Washington, cujas previsões em caso de confinamento estão até agora correctas (deve ser sorte de principiante pois os epidemiologistas são uns nabos) e até ligeiramente abaixo da realidade. Em todo o caso, a experiência empírica que nos apresenta não colhe. A Suécia pode ter implementado medidas mais ligeiras por comparação com os países vizinhos, mas não se compara a um país num ano normal. Ouvi dizer (Political Gabfest) que a frequência das salas de cinema na Suécia diminuiu 90%. Enfim, se está tão interessado na Suécia e na gripe, por que motivo não nos apresenta o número de mortos por gripe na Suécia? E na Espanha, já fez as contas? Como se explica que se morra mais de COVID-19 em Espanha do que se morreu de gripe nos últimos anos se as duas doenças são absolutamente equivalentes? Não vai recuar até 1918-20, pois não? 


Quanto ao resto, continua a repetir o mesmo erro. O modelo do Imperial no cenário "do 
nothing" está provavelmente sobrestimado porque não terão previsto que a imunidade de grupo seria atingida mais cedo. Mas a evolução inicial dos números depende muito pouco do que já se sabemos sobre a percentagem de assimptomáticos. O único exercício válido é estimar quantos mortos houve até se atingir uma determinada percentagem de imunidade na população e extrapolar para o que ainda falta até se atingir os 50-80%. É esta enorme margem de progressão (além da mortalidade mais alta) que inviabiliza a comparação com a gripe. Também as curvas são diferentes, como já deve ter percebido. Mas continua cheio de bazófia e a rematar com conclusões grandiloquentes. É extraordinário, reconheço.

Sem imagem de perfil

De Hugo a 17.04.2020 às 13:03

O facto de apresentar as curvas e ver como a recta (há-de ser uma curva) do covid entra bruscamente (parece um impulso Dirac) devia fazer soar uma campaínha... mas quando se constrói um relatório construindo a argumentação a partir da conclusão escolhida não dá efectivamente para mais. Mudando de assunto, continuamos sem acesso aos dados dos recuperados: idade pelo menos. Abraços a todos e saúde.
Perfil Facebook

De Antonio Maria Lamas a 17.04.2020 às 12:43

Uma pergunta se souber responder.
Não ouvi ou li qualquer referência aos números da Grécia.
Têm as dificuldades económicas e e calhar de saúde como nós, estão muito dependentes do turismo e nºao têm nem de longe nem de perto os números da Europa. Porquê?
E uma outra, esta indirectamente relacionada com o C19.
Como vai ser este ano a época de fogos, sem qualquer limpeza?
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 17.04.2020 às 13:28

1) Não sei, ninguém sabe e não faz sentido fazer comparações de países sem saber quais os factores que condicionam a actividade viral e o seu impacto diferenciado;
2) Igual às outras: será o que a meteorologia ditar.
Sem imagem de perfil

De jose a 17.04.2020 às 14:43

se calhar? não sei, a geografia ajuda? não?

It has a total area of 131,957 km2 (50,949 sq mi),[3] (https://en.wikipedia.org/wiki/Geography_of_Greece#cite_note-3) of which land area is 130,647 km2 and internal waters (lakes and rivers) account for 1,310 km2.(...) Of the country's total territory, 83.33% or 110,496 km2 (42,663 sq mi) is mainland territory and the rest 16.67% or 21,461 km2 (8,286 sq mi) is island territory.[4] (https://en.wikipedia.org/wiki/Geography_of_Greece#cite_note-Artificial_Structures_and_Shorelines-4)(...) 80% of Greece is mountainou (https://en.wikipedia.org/wiki/Mountain).

Tudo coisa que promovem o isolamento do pobres. Não!? 

https://en.wikipedia.org/wiki/Geography_of_Greece (https://en.wikipedia.org/wiki/Geography_of_Greece)

Sem imagem de perfil

De jose a 17.04.2020 às 15:01

E facto dos vizinhos terrestres (também) não apresentarem (muito) maus resultados... não?
Imagem de perfil

De Eremita a 17.04.2020 às 12:45

Teria também sido mais correcto actualizar esse gráfico. Só nos últimos DOIS DIAS morreram 7030, quase tantas pessoas quantas as que morreram na SEMANA de gripe mais mortífera dos últimos anos. Tendo em conta que isto acontece com o país parado, é extraordinário que o Henrique continue a sua série de posts. 
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 17.04.2020 às 12:51

Suponho que está a falar dos EUA.
Sugiro que leia a informação sobre a reclassificação das causas de mortalidade que fez reportar no dia 14 de Abril todos os mortos desde 11 de Março que antes estavam noutra categoria, o que faz com que nesse dia os EUA reportem mais de seis mil mortos.
Imagem de perfil

De Eremita a 17.04.2020 às 13:34

Supõe? Bem, se o seu gráfico é sobre os EUA, queria que eu falasse de outro país? 


Sugiro que aprenda a contar ou que releia o que lê porque a sua precipitação começa a ser cómica. Eu disse nos "últimos dois dias", ou seja, 15 e 16 de Aril, precisamente para evitar o dia 14 de Abril. 


Não acerta uma. O seu estado de negação é um verdadeiro caso de estudo. 


E sobre a Espanha e a Suécia, Henrique, já pescou os dados da gripe? Vai mostrá-los? 
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 17.04.2020 às 13:41


15 de Abril, 2618
16 de Abril, 2174
Imagem de perfil

De Eremita a 17.04.2020 às 14:53

15/4 2524 

https://internewscast.com/coronavirus-us-death-toll-hits-33524-as-2524-die-in-a-day/



16/4 4491
https://www.publico.pt/2020/04/17/sociedade/noticia/eua-quatro-mil-mortes-24-horas-wuhan-reve-alta-numeros-pandemia-1912687



É verdade que o número de 16/4 também traduz uns acrescentos que correspondem a outros dias (pensei que essa correcção tinha sido feita só a 14/4). Ponto para si. No essencial, não muda nada. Nos últimos TRÊS DIAS, morreram quase tantas pessoas de COVID nos EUA do que na SEMANA de gripe mais mortífera. Esta simples comparação, sobretudo tenho em conta o esforço de isolamento social sem precedentes, prova quea equiparação da COVID-19 a uma mera gripe não faz qualquer sentido. A única forma de escapar a esta conclusão é desprezar o impacto do confinamento social, mas fica com o problema de explicar as curvas. E como a imunidade na população está abaixo dos 10% (na Holanda será 3%, já com base em dados e não estimativas), o potencial de letalidade da COVID-19 permanece altíssimo. No caso da gripe já teria desaparecido. 


E os números de Espanha e da Suécia, já os tem?
Imagem de perfil

De Eremita a 17.04.2020 às 15:37

Ainda a propósito do gráfico que apresenta, devemos concluir que em 2016/17 houve mais de 3000 x 52 mortes por gripe? É uma pergunta genuína, porque segundo a mesma fonte e para o mesmo período as mortes devidas à gripe variaram entre 12 mil e 61 mil. Da leitura do gráfico e do seu texto parece que morreram mais de 150 000 pessoas em 2016/17 e nem sequer foi o pior ano. Tem alguma boa razão para agrupar a gripe e a pneumonia numa comparação com outra doença e não referir no texto que os picos não são de gripe mas de gripe e pneumonia? 
Imagem de perfil

De henrique pereira dos santos a 17.04.2020 às 15:45


Penso que aqui encontra explicações suficientes
https://www.cdc.gov/flu/weekly/overview.htm
Se quiser uma coisa mais recente, que faz uma estimativa de infecções com covid, e que também tem informação sobre como essa informação é tratada, pode ler isto (são apenas inferências a tentar tirar dos dados o que eles ainda não podem dar de forma directa, enquanto não há testes serológicos).
Imagem de perfil

De Eremita a 17.04.2020 às 16:08

É evidente que não pode somar as mortes por pneunomia às mortes da gripe e continuar a falar em picos de gripe, sobretudo quando a argumentação é quantitativa. A menos que o seu argumento agora seja o de que a COVID-19 não mata mais do que as outras doenças respiratórias combinadas. E não me afogue com links irrelevantes, nem traga mais confusão  Os números da gripe que referi são os do CDC. Manipule a informação como entender para continuar a ajustar a realidade às suas ideias. Os leitores tirarão as devidas conclusões. 


 Podemos fazer como nos discos pedidos? Pode escrever sobre a gripe em Espanha e na Suécia? E já agora, escreva sobre a imunidade de grupo na gripe e na COVID-19. É que o Henrique deixa as discussões a meio e não se percebe se é capaz de integrar as críticas e reconhecer os erros ou está mesmo convencido da sua infalibilidade. Eu reconheci logo que me enganei nos números de 16 de Abril. Não é difícil e é libertador.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 20.04.2020 às 17:24

Não conheço o Henrique, nem tenho nenhuma procuração para o defender, mas o que ele escreveu e os links que citou são todos baseados em informação científica.
O senhor “Eremita”, para além de agressivo, dá a nítida sensação que perceber tanto disto como eu de lagar de azeite, e comenta papagueando o que ouve nas televisões.
Carlos T
Sem imagem de perfil

De zazie a 20.04.2020 às 18:53

Acaba de demonstrar que é outro papagaio que nem consegue distinguir um assunto sem se certificar do cv de quem o profere.


Para o caso nem imagina a figurinha estúpida que acaba de fazer. 
E mais não digo porque também ninguém me passou procuração alguma.


Bastava ir ao Google para se poupar ao riso.
Imagem de perfil

De Eremita a 20.04.2020 às 23:23

Curiosamente, não tenho visto televisão, as minhas crianças monopolizam o aparelho. Se começasse a papaguear o que vou ouvindo da televisão, talvez só saísse a Guarda do Rei Leão. Mas se quiser discutir algum assunto, lance o tema para vermos se a sua "nítida sensação" desaparece ou sai reforçada. Não tenho é grande esperança, pois se acha que o HPS está a desenvolver um raciocínio baseado em informação científica não há mesmo base de entendimento possível. O HPS replica a informação de uns cientistas heterodoxos, embora com umas lacunas que não consegue preencher, e manipula os dados de uma forma grosseira, mas aqui toda a gente lhe bate palmas porque acham que é original e, como mostra uns gráficos, é científico. 

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    sonham com o regresso de che e de dani vermelho nu...

  • ICH

    Dei-lhe três exemplos, mas há vários outros de esc...

  • Anónimo

    O crime de assédio sexual é assunto de natureza pr...

  • Telmo

    Isso não se diz o valor diz-se a percentagem, são ...

  • Jose Miguel Roque Martins

    pelos vistos, não pressupunha que a patente ficass...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D