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A Sic Sem Norte

por José Mendonça da Cruz, em 03.04.24

Episódio 1 - Na noite das eleições, o repórter da Sic junto do PS, José Manuel Mestre, pergunta a Pedro Nuno Santos por que foi que declarou derrota quando ainda há uma hipótese. Pedro Nuno Santos explicou ao «jornalista» que tinha perdido, e era agora chefe da oposição. Mas José Manuel Mestre, o «jornalista» da Sic insistiu: mas pode ser que... Ao que Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, teve que explicar pela segunda vez ao «jornalista» que não devia alimentar ilusões. 

Episódio 2 – na 3.ª feira, 12 de março, na SicN, José Miguel Júdice explicou o resultado das eleições, nomeadamente aquilo que classificou de mudança estrutural: a direita tinha maioria e o PSD era agora o partido do centro, já não o PS. Pese embora o brilho e inteligência da explicação, Clara de Sousa ainda tentou: «E se houver um empate?». Com o que, de uma penada, explicava: 1.Que engolira com linha, anzol e chumbada a tese de Rui Tavares de que a esquerda tinha ganho, e havia além dela a direita da AD e uns deploráveis com 50 deputados; 2. Que não tinha percebido nada do que Júdice acabara de dizer.

Episódio 3 – No dia 11 de março, a Sic abre telejornais, não com Montenegro, vencedor, não com Ventura, a maior novidade da eleição, mas com a ilusão de Rui Tavares, do Livre, de dividir a AR entre a esquerda maioritária, e a AD minoritária, com declaração da inexistência do Chega. Há vozes de 92% do eleitorado, mas a Sic só ouve os 8%.

Episódio 4 – Luís Montenegro acaba de ser indigitado Primeiro-Ministro. Mas a Sic abre os telejornais, não com as ideias de Montenegro ou da AD, mas com Medina, a falar de uma suposta «almofada de milhões», e Centeno, o homem que imaginou ser vizir de recurso no lugar do vizir, a recomendar coisas a um adversário que, esse, acabara de ser eleito. A Sic emitiria, depois, as opiniões de Cabrita&Galamba (Quem?! Quem?!) sobre os novos ministros.

Episódio 5 - Na 3.ª feira, 2 de abril, na SicN, José Miguel Júdice interpreta o discurso de tomada de posse de Montenegro. Em resumo, diz que o novo primeiro-ministro afirmou que negociará com todos, como necessita, e, adequadamente, quis impor-se ao respeito daqueles com quem tem que negociar. Na mesma SicN, no dia seguinte, Ângela Silva (uma boa razão para não ler o Expresso), sub-Costa (outra), Baldaia (uma boa razão para nunca ter ouvido a TSF), e Bugalho (em busca de identidade) só vislumbram no discurso o desejo de «vitimação».

Talvez a Sic seja bipolar (como em «doença», não em pluralismo). Talvez a Sic seja uma central de intoxicação. O que não é seguramente, é um orgão de informação.


18 comentários

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De O apartidário a 04.04.2024 às 08:25

Faz falta(além do mais) uma especie de antena aberta na dita Sic(como na antena1 rádio). Na terça-feira estava a fazer zapping radiofónico entre a rádio Observador e outros programas matinais a propósito do novo Governo e "caí" na antena1(por volta das 11,30) no preciso momento em que a dona Maria (algures do concelho de Vila Real) começava a dar um amasso valente e assertivo no referido programa e no seu apresentador(sr António Jorge) por evidente falta de isenção e, segundo a apreciação lúcida da sra dona Maria, evidente manipulação ideológica e propaganda esquerdista ao longo dos anos com o dinheiro dos contribuintes (maioria deles certamente não esquerdistas acrescento eu). 
Tanta falta fazem mais Marias assim neste Portugal e neste mundo. 
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De balio a 04.04.2024 às 09:52


Porque é que o José Mendonça da Cruz, que todas as semanas escreve um post a criticar a SIC, não se limita a mudar de estação?
Desde os anos 90 que há pluralismo televisivo. Se o J.M.C. não gosta da SIC, mude para outra!
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De lucklucky a 04.04.2024 às 11:08

Porque faz parte do mercado livre criticar produtos.
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De balio a 04.04.2024 às 14:50


Claro que J.M.C. tem toda a liberdade de criticar a SIC. Mas a questão que pus permanece válida: porque é que J.M.C. não se está nas tintas (borrifa) para a SIC e, pura e simplesmente, passa a ver outra estação?
Parece que J.M.C. tem uma obsessão qualquer contra a SIC, que passa a vida a vê-la para, depois, criticá-la...
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De Anonimo a 04.04.2024 às 17:07

Consumir produtos que se assumem à partida danificados é masoquismo 
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De lucklucky a 04.04.2024 às 10:19

"O que não é seguramente, é um orgão de informação."



Nenhum deles é. Existem para fazer politica. 
O jornalismo é o maior problema no Ocidente.
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De balio a 04.04.2024 às 14:52


No Ocidente, no Oriente, no Norte e no Sul.
Em todo o lado e em todos os tempos, o jornalismo foi em grande parte um veículo de propaganda.
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De Anonimo a 04.04.2024 às 15:02

Não é o socialismo?
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De rui castro a 04.04.2024 às 10:32

Sic transit gloria mundi. 
parece que no 25 de novembro ninguém viu Balsemão na sede do PPD ao lado de Sá Carneiro
toda a CS 'ARRANCA' da mesma maneira 
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De João Brandão a 04.04.2024 às 12:28

Diz-se por aí que a empresa proprietária de sic está, economicamente, em maus lençóis.
Não gosto mesmo nada de ver empresas a falir, mas esta e o espesso, tal como estão, não fazem falta nenhuma. 
 
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De Ricardo a 05.04.2024 às 21:36

O sr Balsemão pode sempre pedir umas "batatinhas" aos amigos do Bilderberg, digo eu não sei. 
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De Anonimo a 04.04.2024 às 15:06

Esses programas valem tanto como os debates da bola.
Cada um defende a sua cor, finge ser isento, improvisa teorias sobre o que pensava o jogador X quando este chutou com o pé que tinha mais à mão, e decide quem merecia ter gamho.
Tal como na bola, as análises aos lances polémicos variam semanalmente. 
Também não se pode pedir muito mais a quem faz do comentário uma profissão. 
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De Marques Aarão a 05.04.2024 às 09:41

SICostas
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De a. almeida a 05.04.2024 às 11:31


Subescrevo.
E com isto, ainda se vai questionando se deve a comunicação social, a imprensa, ser apoiada pelo Estado. Se assim como está é esta descarada falta de isenção...
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De Anónimo a 05.04.2024 às 11:31

Nunca percebi porque precisam os discursos dos políticos de tanta interpertação, nem porque são passíveis de ser interpertados de tanta maneira.
O recordista disto foi Cavaco enquanto presidente, fazia um discurso que parecia uma profecia da Sibila e seguidamente dezenas de comentadores olhavam pra as entranhas do que ele tinha dito para ver que significado tinha.


Talvez haja aqui um problema de falta de clareza, ou os discursos são confusos porque não transmitem mensagem nenhuma.
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De vasco Silveira a 07.04.2024 às 17:17

_Um? Só um problema?
_Que clareza: a que apaga tudo? A que ilumina o que pretende? A que cega?
_Qais discursos ..
_Que confusão...
como transmitir , qual mensagem, o que é algum, .........
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De Anónimo a 07.04.2024 às 09:39

Obrigado. É isto mesmo.

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