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Eis um Verão dos mais cinzentos dos últimos anos: sem sol e sem incêndios. Sem esse drama terrível que, em política, serve basicamente para trocas recíprocas de acusações e responsablizações.
Um Verão, ainda, que se esperava apimentado pelo Mundial de futebol onde Portugal não foi além dos oitavos-de-final. Como festejar assim, a classe política, os "nossos herois", indo ao aeroporto, abraçando-os, passeando-os em autocarro aberto na Capital, recebendo-os nos salões camarários, condecorando-os?
Um Verão que nunca mais é Outono, para reatarmos o "caso Sócrates". E um Sócrates, por maldade e casmurrice, há meses calado e escondido.
Um Verão sem Bruno de Carvalho e com um Sousa Cintra tomado por essa complicada doença que é o bom senso.
Um Verão em que o Governo aparenta paz e tranquilidade, sabe que os portugueses para nada querem saber da discussão orçamental que lhe sucede. Por isso António Costa não perde o sono, e vive pacatamente um dia de cada vez.
Assim sendo este Verão, como não encontrá-los todos, de todos os orgãos de soberania da República, aos pulos no concerto dos Xutos? Coitada dela, espreguiça-se e quase vai morrrendo de tédio. Fez muito bem a República em sair à noite para se divertir e a nós também. Gostei - como sempre - particularmente de Catarina Martins e de Ferro Rodrigues. Que speed, meu!
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A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) registou 2260 ocorrências de incêndios rurais em Maio, mais do triplo das registadas o ano passado (707) e cerca de seis vezes mais do que em 2016 (380). Segundo dados enviados pelo Ministério da Administração Interna (MAI) à agência Lusa, o dia 15 de Maio foi aquele com maior número de incêndios, com 221 ocorrências, que mobilizaram o maior número de operacionais (mais de dois mil), meios terrestres e aéreos (42 meios aéreos no ataque inicial).
Jornal Público
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