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A reposição da pena de morte

por João-Afonso Machado, em 08.04.20

Ouviu-se agora nos noticiários. Interpelada no Parlamento por Rui Rio (que preconizava a prisão domiciliária para os reclusos cuja libertação se pretende), a Ministra da Justiça, num repente tribunício do mais fino recorte e efeito, declamou - que não senhor! Somos um Estado civilizado, ninguém deixamos para trás, nem mesmo os cidadãos que cumprem pena, não iriamos agora condená-los à morte.

A tirada, tudo leva a crer, produziu um eco belísssimo à esquerda, sempre libertária e contestatária, revolucionária e necessariamente broeira, como se diz cá para cima. Isto é - parola. E esquecida.

A Esquerda no Poder já se havia esquecido dos idosos dos lares e o resultado está à vista. E quando os Municípios, em desespero, pedem voluntários para ajudar a combater essa chaga, sempre fica aqui a pergunta: alguém imaginará um militante do PCP ou do Bloco de Esquerda envolvido em obras de apoio a qualquer instituição da Santa Casa da Misericórdia?

Feito o aparte, voltemos à retorica da Ministra - a ninguém contemplam com uma sentença que se adivinha virulenta, fatal.

A ninguém?  - Então os homicidas, os predadores sexuais, os reicindentes, os presos por crimes praticados no exercício de cargos públicos ou políticos? Gozarão de alguma imunidade especial?...

Pois. Uma das razões porque eu nunca me encaixaria na Esquerda é que, em debates desta natureza, me seria impossível não dizer apenas - vamos soltar uns tantos, já agora, para reduzir a sobrelotação das cadeias. 



5 comentários

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De Anónimo a 09.04.2020 às 01:04

"...alguém imaginará um militante do PCP ou do Bloco de Esquerda envolvido em obras de apoio a qualquer instituição da Santa Casa da Misericórdia?"

Desiluda-se eles são assim e jamais mudarão:


Uns invejosos que não admitem que outrem tenha mais que eles.

Uns cubiçosos por tudo aquilo que o outro tenha a mais que eles.
Uns oportunistas que, de olhos postos naquilo que o outro tem, esperam o momento de fraqueza do outro, para lhe arrebatar ou lhe destruir o que tem.
Uns ingratos que depressa esquecem o que receberam de quem tinha mais do que eles e lhes deu o pão a ganhar; por isso, nunca retribuem o bem que lhes façam.
São fanáticos que jamais se convencem dos erros da filosofia que professam, ainda que confrontados com os clamorosos falhanços da mesma, ao longo de um século e por toda a parte.

“Acreditam” na Igualdade entre os Homens; nada mais errado.
A Igualdade deve existir perante a Lei, sem dúvida; mas, na realidade, os Homens são todos diferentes nas suas capacidades e aptidões.
Como internacionalistas que são, não amam a sua Pátria, desdenham da sua História e desprezam ou delapidam tudo quanto faça parte da sua herança colectiva.

Como egoístas que são, nunca tomam a iniciativa de criar riqueza para a distribuir; procuram avidamente tudo quanto possam usufruir do trabalho alheio, nem que seja pela via do roubo e da extorsão.

Sobrevivem onde reinar a pobreza e a incultura.

Haja alguém que me desminta com fundamento e evidências.

(Um comportamento exemplar:
Alguém os viu a secar as lágrimas e mostrar claro apoio e solidariedade aos nossos compatriotas que tudo perderam nos incêndios que Portugal sofreu há três anos?)

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De Anónimo a 09.04.2020 às 10:19

para escapar ao golpe militar do familiar
desfrizou a carapinha
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De Anónimo a 09.04.2020 às 22:54

Caro João
A cobardia, a mais infame das cobardias, porque é sempre moral; ao contrário da cobardia física, consegue (tentar) esconder-se atrás de tiradas grandiloquentes:
Tendo medo que a impreparação da administração prisional do seu ministério, para uma ocorrência que já se iniciou há 4 meses, e declinando a responsabilidade decorrente da mesma falta de medidas de precaução, atira uma tirada contra a pena de morte. Por sinal não conheço, nem nunca ouvi ninguém defender a pena de morte em Portugal.
Vai com certeza morrer gente fruto desta facilitação da abertura das cadeias, fruto de violência, familiar ou outra, do desenraizamento dessas pessoas, de transmissões adicionais de Covid 19 de um grupo de pessoas desobediente às instruções para contenção/ mitigação da epidemia.
Mas quem irá lembrar-se que foi a falta de medidas de prevenção, e a consequente desresponsabilização da ministra da justiça.
Anunciar novidades embrulhadas de boas intenções enche sempre os títulos dos jornais ( a opinião dita de referência); já o mesmo não se pode dizer de uma gestão cauteloso, e previsão cuidadosa do património, meios e cidadãos à guarda dessa entidade pública.
Mas no entanto não é por falta de meios: quantas centenas de milhões se gastaram em Portugal a fazer umas passadeira de peões todas bonitinhas, para quê? Ah, é para cegos: devemos ter gasto um milhão por cada um; mas depois não há ventiladores,m camas nos hospitais, guardas nas prisões, máscaras, etc, etc.E morrem pessoas por falta desses meios. Mas ninguém repara.


Estamos muito mal entregues, e o que virá a seguir, com esta incompetência assustadora, presidida pelo aldrabão do Martim Moniz, e pelo participante do "reality show da varanda", vai ser muito duro para Portugal.
Deus nos ajude; mesmo não o merecendo.


Um abraço e cumprimentos


Vasco Silveira
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De João-Afonso Machado a 10.04.2020 às 14:06

Abraço, Vasco. Concordo integralmente contigo.
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De Anónimo a 10.04.2020 às 20:37


Associando-me a J-A Machado, recordo que esta mulher nem três anos gastou para tirar (a alguém) um curso de direito.
ao

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