Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A regulamentação do teletrabalho. Uma estupidez anunciada

por Jose Miguel Roque Martins, em 05.05.21

O teletrabalho está na ordem do dia. É normal que assim seja porque, depois da  pandemia, o teletrabalho veio para ficar.

Da esquerda radical vêm reivindicações de novos direitos, os tremendos custos novos que os trabalhadores têm que suportar em teletrabalho, esquecendo naturalmente quaisquer custos que deixam de ter. Ou novos benefícios que possam ter. A esquerda “moderada”, o PS e o PSD, são mais brandos, concordando no entanto com a necessidade de regulamentação e tipificação do teletrabalho.

Mais uma vez, seja qualquer que seja o resultado imposto pelos inteligentes,  vamos ter uma limitação dos direitos e liberdades das pessoas. E do seu bem estar.

Ninguém se lembra de deixar as pessoas negociarem o que mais lhes interessa com a sua entidade empregadora. Porque as pessoas são estúpidas e são a parte mais fraca da “relação”. Apesar de não poderem ser obrigadas a alterar as suas condições de trabalho sem o seu consentimento expresso.

O que vai acontecer é que, muitas pessoas que gostariam de ter, mesmo que parcialmente, a hipótese de teletrabalho, provavelmente não vão consegui-lo, porque os custos impostos ao empregador serão insuportáveis.

Em nome da liberdade e direitos dos outros, os inteligentes do costume decidem, como sempre, o que é melhor para os pobres e oprimidos, nós. Quer o seja quer não.



20 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 07:57


 Desculpe, RM, mas deixe lá o acessório, essas questões são de lana caprina, quando comparadas com o que aí vem.  Concentre-se no essencial, em assuntos bem mais preocupantes. E pelo menos levante lá esta questão, porque não vejo ninguém indignar-se com esta fraude:


 « As empresas criadas de véspera, propositadamente para aceder ao financiamento público ». 
Ou seja, prepara-se mais um assalto aos dinheiros públicos (de todos nós) para deitarem a mão à bazuca.  


Essa esquerda radical de que fala e os seus aliados na comunicação social,  "jornalistas-militantes" e  "activistas-comentadores" _ não sei se já reparou _ mas andam caladinhos que nem ratos... Vê alguém dessas hordas atirar-se ao assunto? Esses abomináveis hipócritas vieram denunciar esses burlões? Expuseram publicamente a trapaça? Houve títulos em parangonas a desmascarar as empresas recém-criadas?


Nunca chegamos a tempo de travar os males maiores e por isso andamos sempre a chorar sobre leite derramado. 
Por isso, parece-me importante "levantar a lebre" e divulgar o assunto, para não estarmos sempre a correr atrás do prejuízo, como de costume.
Que lhe parece? 
AP
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 08:03

(cont.)
Esqueci-me de sublinhar que que essas empresas recém-criadas estão ligadas às redes do PODER. Como já se adivinhava...claro!


(Ai os portugueses que andam a dormir!)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 09:06

Compadrios, corrupção,  são uma consequência de um regime que insiste, infelizmente com apoio dos portugueses, em estatizar, centralizar, regulamentar  e dirigir tudo. Enquanto aceitarmos que os inteligentes definem como vivem os cidadãos comuns, como diz , estes andam a dormir, e não se passa nada ( de bom) 
O problema é que para alem dos radicais, aos dois grandes partidos, sabe-se lá porquê (?) , não convém acabar com os tachos. A única alternativa é mudar a mentalidade de base, denunciando os permanentes atropelos á liberdade e á memorização dos cidadãos. 
Por outro lado, pessoalmente não tenho informações sobre a corrupção para sobre ela falar. 



Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 10:18

Deviam existir "travões", os tais mecanismos que previnem a corrupção. Só assim se evitaria que estas empresas de última hora se pudessem constituir. 
São estas lacunas e estes vazios nas Regras/Leis que nos levam a concluir que, afinal, talvez haja um bloqueio "intencional" e que só por má-fé e cinismo não existam obstáculos à corrupção, através dum «sistema» de pesos e contrapesos  _ os tais "chekcs and balances" tão importantes nas Democracias transparentes.  
Que, infelizmente, ainda não somos. 
"Mudar a mentalidade de base"? Mas como, se convivemos bem com "isto" e os maus exemplos até dizem aos portugueses que o crime compensa?  Repare: singram e prosperam os que estão próximos da esfera do poder, os que têm a informação privilegiada, em 1ª mão, etc. ...
Imagem de perfil

De Jose Miguel Roque Martins a 06.05.2021 às 12:24

O meu problema é que concordo consigo mas também não tenho soluções de curto prazo. A de longo prazo é ir protestando com a maior justiça possível! 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 08:11

O que está em causa é mais (...)  É uma ideia de país. Queremos uma sociedade realmente livre, que promova a ascensão social, defenda o mérito no trabalho, garanta oportunidades iguais para todos, construa instituições fortes para travar os abusos do poder, assegure a transparência contra os interesses de ocasião? Então, que seja essa a bandeira da mobilização de uma alternativa política para quem vive mal com a actual mediocridade. A hora é esta. - Alexandre Homem Cristo
Perfil Facebook

De Antonio Maria Lamas a 06.05.2021 às 08:17

E para quando a regulamentação do "teledescanso"?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 11:51

Sim, o teledescanso também é importante. 
Se não lhe reconhece importância é porque ainda não lhe aconteceu ter chefias a contacta-lo a horas completamente absurdas.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 09:17

O seu post suscitou-me uma questão que ando a tentar perceber. É para mim  um mistério português:  Como se explica que os portugueses tolerem deixar-se "manobrar" por esta Frente de esquerda que se impõe ao país, que marca a agenda, mas foi escolhida por APENAS + - cerca de  1/4 (um quarto) dos eleitores? Não consigo perceber este fenómeno.  É mérito da esquerda ou são os portugueses que são muito estúpidos? Ou apáticos?   Indo ao concreto, aos números:


"o PS não conseguiu sequer que 2 milhões de eleitores votassem em António Costa (votaram, mais precisamente, 1 milhão e 900 mil). Foi o governo que recebeu o menor número de votos desde 1987.

O Bloco teve cerca de meio milhão de votos 

e o PCP um pouco mais de 300 mil.



 Ou seja, estes três partidos querem construir  UM  PODER  ABSOLUTO sobre a sociedade portuguesa com os votos de cerca de 27% da população.



O número de abstencionistas deve situar-se entre 3 e 4 milhões, mais do dobro dos que votaram no PS, no Bloco e no PCP. "  - Marques de Almeida

 
( É tudo. Proponho uma reflexão.)
st
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 11:20


Já todos reparámos que convém à esquerda um número elevado de abstenções. 
Faça-se, pois, um apelo aos abstencionistas pois é da máxima urgência trabalhar-se na sua mobilização. É necessária uma clarificação, para se resolver esta situação de uma vez por todas! Como é possível que esta esquerda se arrogue o direito de orquestrar o país, sem ter tido um mandato claro dos portugueses? Com estes números pouco expressivos em relação a um país inteiro, donde lhes vem a legitimidade para se arvorem em donos do regime? 
A continuarmos assim, indiferentes, estamos a pôr em causa a própria Democracia.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 11:49

Esses números não são assim dramaticamente diferentes dos 2.8 milhões de votos no PSD/CDS que colocaram Passos Coelho no poder.
Mas não posso deixar de achar divertido quando alguém quer á viva força arregimentar uma suposta vontade eleitoral dos abstencionistas para o seu lado.
Os abstencionistas até poderiam ter votado no partido vencedor. Ou antes pelo contrario, não podemos saber.  A única vontade que poderemos atribuir aos abstencionistas é que não se quiseram dar ao trabalho de tirar o rabinho do sofá.
Já agora, o que é que isto tem a haver com teletrabalho?
Imagem de perfil

De Jose Miguel Roque Martins a 06.05.2021 às 12:21

vejo três explicações: 


ou estão contentes com o que se passa, 
ou não veem alternativa 
ou apenas com apresentação de alternativas e denuncias do que está mal, com sorte e tempo, vamos lá. 
No entretanto, os descontentes, têm que sofrer e ir dizendo o que acham! 
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 13:01

 "o que é que isto tem a haver com teletrabalho?"
Tem tudo! Porque não lhes reconheço autoridade para me representarem, nem a mim nem a cerca de 73 por cento dos portugueses que não lhes deram mandato para tal. Donde lhes vem esta arrogância, como se governassem em maioria? A que propósito a esquerda radical tem todo este protagonismo para "reivindicar", "exigir", "querer", "regular", "diagnosticar", "consentir" e "tipificar" o  teletrabalho?


E já agora, o querido líder teve uma votação muito "poucochinha". Estávamos no tempo das vacas gordas (e voadoras), lembra-se?
Passos Coelho, vacas magras, pós-banca-rota, esqueceu-se?
Ai, como anda essa memória, caríssimo!
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 14:48

Se não lhes reconhece legitimidade é porque só aceita a democracia (se é que aceita a democracia de todo) quando os resultados eleitorais lhe agradam. 
Quer se goste ou não, tanto Passos Coelho como António Costa formaram governos legítimos já que foram eleitos pela maioria dos eleitores. E sim os eleitores são aqueles que se deram ao trabalho de tirar o rabinho do sofá e por uma cruzinha num boletim de voto. Chama-se a isso eleger. Os outros por vontade própria não elegeram coisa nenhuma.
Mas continuo a perguntar o que raio tem isto a haver com teletrabalho. 
Os países com governos de direita não estão a aplicar medidas semelhantes ou por vezes mais severas que as aplicadas pelo atual governo?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 06.05.2021 às 21:42

Apelar à mobilização dos abstencionistas para uma melhor clarificação da real tendência da população não é o mesmo que apelar ao voto num determinado sentido, certo? Que eu saiba não é antidemocrático. Onde foi concluir o contrário?!
Em alguns países é obrigatório votar.
Sem imagem de perfil

De Manuel da Rocha a 10.05.2021 às 11:05

Quem não vota é parvo estúpido e sem cabeça. Abstenção não passa de um modo ESTÚPIDO e IDIOTA de querer desresponsabilizar-se do que venha a seguir. 
Se não vota, não se devia poder queixar por ter sido ESTÚPIDO de votar 60000000000 vezes nas redes sociais mas, quando o seu voto valia para algo, não se deu a esse dever cívico. 
Sem imagem de perfil

De balio a 06.05.2021 às 16:07


depois da  pandemia, o teletrabalho veio para ficar


Tem a certeza?


Há pouco tempo houve um inquérito, ouvi falar, que revelou que uma enorme percentagem dos patrões não gosta do teletrabalho.


É também sabido que somente uma minoria dos trabalhadores se encontram atualmente em teletrabalho fora do setor estatal. No setor privado, pouca gente está em teletrabalho. E os que estão, estão geralmente por imposição governamental, não por vontade própria (dos trabalhadores ou dos patrões).


Não é para mim claro que, acabada a epidemia e as medidas restritivas que o Estado impõe, não regresse praticamente tudo ao que era dantes.
Imagem de perfil

De Jose Miguel Roque Martins a 06.05.2021 às 16:24

A primeira regra de controlo do trabalho dos funcionários que é ensinada nas Universidades é a presença física. 
Obviamente que não é um caminho universal, quer em relação a muitos trabalhadores ou empresas.Uma fabrica tradicional não pode estar em teletrabalho.  Mas para muitos intervenientes é óptimo, sobretudo num sistema misto. 
Flexibilidade para o trabalhador, menos horas e custos de transporte, possibilidade de viver mais longe ( e mais barato). 
Para a empresa, não ter necessidade de tantos metros quadrados etc etc. 
Sem imagem de perfil

De Manuel da Rocha a 10.05.2021 às 11:12

999 em cada 1000 empresas não quiseram pagar o subsídio de Almoço aos trabalhadores que ficaram em teletrabalho. Pior: obrigam a fazer 20 a 30 horas de trabalho extraordinário semanal, não as pagando, dizendo que "não existe forma de registar o número de horas extra trabalhadas". 
Por outro lado, basta ver nas contas de electricidade e subsídios (sem ser o de refeição) que desceram quase 67%, na parte dos funcionários (na parte da gestão subiram 200%). Como as empresas se "esquecem" de que não ter o funcionário a trabalhar, reduzem os custos variáveis, acaba por ser lucro para os negócios. 
Existem várias formas de evitar pagar Segurança Social sobre a ajuda de custo para teletrabalho. Só que os empresários não querem isso, pois irá ser retirada dos 2,5 milhões de veículos de passageiros, que estão no imobilizado das empresas portuguesas, de onde pagam os impostos e despesas. É isso que a sua direita está a proteger, quando exigem "redução de 90% nos impostos e isenção da TSU" para o teletrabalho... ao mesmo tempo um gestor recebe 350000 euros, em prémio único, do qual não paga TSU. Prioridades da direita. 
Sem imagem de perfil

De pedro a 10.05.2021 às 14:02

mais um post ridiculo.

em tudo, como para o traba lo escravo, recibos verdes etc, a  regulamentaçao serve apenas para tapar o sol com a peneira, depois tudo é permitido. 


Lendo o post a unica novidade é tratar-se da unica pessoa  inteligente. 

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    PP lembra-me a cebola.Debaixo de uma camada, há OU...

  • Anónimo

    Pacheco Pereira é uma daquelas personalidades da n...

  • Paulo

    É na regulação que o estado é necessário é onde ma...

  • Anónimo

    "intelectualmente desonesto".Mea culpa.JSP

  • Anónimo

    Pacheco Pereira tornou-se ( deliberadamente?...) d...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D