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A incidência e o RT são péssimos indicadores

por Jose Miguel Roque Martins, em 14.04.21

Toda a nossa estratégia de acompanhamento da pandemia continua a incidir em dois indicadores, os infectados e o RT, que podem ser substituídos por indicadores bem mais potentes: os internados e as mortes. Nada sei de epidemiologia, mas tenho esperança de perceber alguma coisa de lógica, que por vezes não substitui o conhecimento.

A suposta utilidade da monitorização das infecções é elas nos darem o quadro do que possa acontecer . São uma "proxy" do que pretendemos verdadeiramente controlar, os efeitos negativos da infecção. Mas nada disto faz sentido, quando ocorrem mudanças na virulência da doença ( impedindo de comparar o incomparável).  Sobretudo, como é o caso,  quando temos dados directos do que realmente importa. 

Estar infectado mas assintomático (ou quase), não é um problema em si mesmo, apenas é relevante pela possibilidade de induzir novos contágios. Imagine-se que mais nenhum infectado fosse internado ou morresse, mas houvesse um enorme surto de infecções. Pelas regras actuais estaríamos todos confinados.  Para quê?

Em vez de traçarmos limites para infecções, deveríamos traçar limites para o que efectivamente pretendemos evitar: internamentos e óbitos. O RT, deveria ser calculado em termos de internados e mortes e não de infecções .

Com a vacinação dos mais velhos ( que infelizmente ainda não aconteceu completamente) a mortalidade da doença vai necessariamente diminuir, tal como está a acontecer em países com um processo mais avançado. Fará sentido mantermos métricas que se alteram em termos de consequências? Fará sentido medir o potencial dano em vez de danos reais?

Ao contrário, se a mortalidade ou os casos graves dispararem, para um mesmo numero de infectados, faz sentido continuar a usar as mesmas métricas desactualizadas ? 

A mim parece-me que não. Mas estou curioso com os comentários a este post. 



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